Mansão

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Pov. Leo

Depois do cemitério andamos umas quatro quadras em silêncio até pararmos na frente de uma mansão e por Herfesto este lugar parece um castelo medieval, enorme e imponente, porém parece abandonado o que me dá arrepios.

-- E então qual é o plano? -- Piper não parecia muito animada para entrar.

-- N-na verdade temos um problema ... -- Nico olhava com uma expressão estranha para o edifício -- existia uma certa tradição entre as famílias de linhagem nobre da Itália, que obrigava, quando não houver mais herdeiros para cuidar da sua "casa", vários fantasmas um ancestrau de cada geração a proteger seus segredos e tesouros -- sua voz terminou a frase como um murmúrio.

-- E deixe - me adivinhar estamos entrando em uma mansão mal assombrada para pegar um destes tesouros? -- falei com falsa animação

Nico assentiu.

-- Bom eu não tenho boas experiências com fantasmas então vc não pode só mandar- los para o quarto ou algo assim.? -- perguntei com uma ponta de esperança.

-- Não posso, minha família tem uma relação antiga com eles e laços afetivos podem interferir em meus poderes. -- falou ele bufando. A frase "laços afetivos" ficou rodando em minha cabeça, até que me toquei.

-- David morava aqui não é? O espírito dele também está aqui? -- perguntei curioso é logo perguntei com medo de passar dos limites. -- foi aqui que tudo aconteceu?

Ele me encarou e notei surpresa e medo de algo em seus olhos, o vulto! Quem seria aquele desgraçado que machucou duas crianças?

Em dois segundos uma lembrança minha voltou em minha mente para me atormentar, um vulto, mas este eu sabia exatamente quem era. Desviei o olhar de Nico com receio como se este pudesse ler a minha mente.

-- Talvez Valdez mas por enquanto me ouçam, há uma razão para ter tantos espíritos guardando este lugar e não vai ser nada fácil entrar e menos ainda sair, até porque uma boa parte desta família tem algumas ... divergências comigo -- abri a boca para perguntar mas logo fechei, não era momento.

-- Em fim, há muita energia negativa aqui pronta para usar os seus maiores medos e desejos contra você, logo cuidado -- ele parecia falar para sí mesmo também.

-- Você sabe em que cômodo está o cálice? Por que tudo o que eu não preciso é um tur por todos os cômodos deste lugar! -- Piper afirmou sempre com a cabeça no lugar.

-- Não tenho certeza mas pode estar em um cofre no salão principal ou ... no porão -- ele me olhou pelo canto dos olhos e senti um frio na espinha.

-- Você sabe o caminho? -- falou Piper com um sorriso calmo para Nico e eu percebi que ela já tinha entendido o que se passava e até um pouco mais.

-- Sei sim, vamos andando -- começou a se dirigir a "casa" e murmurou para si mesmo, porém só eu pareci ouvir -- infelizmente.

Sorriso PassadoOnde as histórias ganham vida. Descobre agora