Caramba, que merda eu fiz?

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vocês são tão amorzinhos que eu tentei escrever esse capítulo com o máximo de dedicação o possível, esses dias eu entrei e vi que clouds estava em #12 em Fanfic. Isso quer dizer que vocês são demaaaais, CARALHO CHEGAMOS A 100K!! EU TO TIPO, TREMENDO, ME SEGURA MUNIK. Eu não sei como agradecer vocês, sério. Vou sumir por uns dias aqui mas fiquem tranquilas, não vou abandonar nunca. Amo vcs cloudosas szszsz (eu deixei um pequeno texto de agradecimento no meu perfil, se quiserem dar uma olhadinha). 

All the love

       A dor de cabeça e a leve impressão de que fiz uma merda ontem me despertaram. Meus olhos logo lacrimejaram quando entraram de encontro com a luz natural do quarto. As cortinas abertas me permitiram, depois de exatos dois minutos (sim, eu contei), enxergar a imensidão de prédios afora, a grande São Paulo não parecia parar nunca. Levou alguns segundos até eu reconhecer que não estava em um cômodo muito conhecido pela minha pessoa, meu cérebro tentava de todas as formas processar os últimos acontecimentos da noite passado.

   E ele não conseguia muito resultado. 

- Tenho a impressão de que minha cabeça foi esmagada! - a voz rouca e falhada do meu lado fez meu coração acelerar rapidamente, será? 

    Lia, você não fez essa besteira! Se não seu cérebro já teria se tratado de lembrar disso. Meu querido companheiro de anos não iria me deixar na mão, certo? Certo. Você é uma pessoa super controlada, sensata, mesmo que tenha passado um pouco dos limites de bebida ontem...

- Lia? - a misteriosa voz tornou a me chamar. Meu corpo se sentia petrificado, dessa vez, a curiosidade não havia vencido o combate com minha mente. - Garota, você 'tá viva?

    E foi ai que o corpo pesado rolou na minha direção, prendi minha respiração esperando pelo pior...

- Yuri? - o fato de eu ter acabado de acordar surtiu um efeito na minha voz, ela saiu esganiçada e fina, uma coisa completamente desconhecida vindo de mim. - O que nós fizemos? Meu Deus, eu trai o Rafael? Quer dizer, as coisas estão estranhas entre nós mas isso não justifica minha infidelidade! Caramba, que burrada eu fui fazer?!

- Menina, aquieta esse rabo porque eu estou de ressaca e você está piorando a situação falando como uma metralhadora! - meu amigo (ainda éramos isso?), botou as mãos na cabeça na tentativa de abafar o som, por um segundo senti pena dele. Mas foi só por um segundo mesmo.

- Como você quer que eu me acalme? Estou em uma situação desesperadora aqui, se ainda não percebeu! - e meu pior defeito se mostrava mais uma vez: falar mais que a própria boca em situações desse gênero. 

- Lilian, você sabe que não aconteceu nada demais ontem, certo? - sua voz era calma e seu olhar indecifrável, como se eu tivesse alguma reação indescritível daqui a alguns segundos e ele estivesse se preparando para isso.

- Sério? - meus olhos estavam brilhantes, tinha certeza disso.

- Sim, você está tão desesperada em sua pequena bolha que não percebeu que estamos com as mesmas roupas de ontem e com, hum... marcas suspeitas. - depois de conferir esses fatos, pude finalmente me acalmar.

    Um dos meus maiores defeitos: tirar conclusões precipitadas. As vezes consigo criar uma bolha na minha mente, não me permitindo enxergar outras coisas. O breve pânico que tomou conta de meu corpo foi sumindo, com isso, deixei meu corpo relaxar mais uma vez nos lençóis de seda. Com toda conclusão esclarecida, só queria relaxar e dormir algumas horas. 

- Agora que a senhorita está calminha, me bateu uma dúvida... - a voz rouca logo voltou a me perturbar, céus, tava na cara que eu não iria ter paz ou qualquer coisa do tipo, tão cedo. - Onde está Lola?

   A pergunta pairou no ar como uma grande tempestade, com a minha recente "amnésia" sobre os acontecimentos da noite passada, em nenhum momento me perguntei onde estava minha amiga. E mais uma vez, inúmeras possibilidades horrorosas passaram pela minha cabeça.

   Foi sequestrada por uma gangue de mafiosos? Assassinada e jogada no rio mais próximo e esse momento está virando comida dos peixes enquanto eu estou aqui, tentando descansar nesses lençóis macios e bem cheirosos? Ou foi escravizada? Oh meu Deus, será que retiraram os rins e pulmões dela pra vender no mercado negro? Eu sou uma péssima amiga!

- Você está fazendo aquele negócio de novo. - Yuri me tirou do meu torpor, meu cérebro automaticamente reproduzia possíveis cenas do que supostamente havia acontecido com Lola.

- Que coisa?

- Aquela em que você faz uma cara bem esquisita, e fica divagando ainda por cima. - e com isso, me pus de pé rapidamente.

- Nossa amiga pode estar correndo perigo de vida e estamos simplesmente deitados sem fazer absolutamente nada! - o desespero era evidente em minha voz, mal vem uma bomba e já soltam outra.

- Lia, desse jeito você vai acabar tendo um treco! - ele me encarava ainda estirado na cama, isso me incomodou.

    Me recuperando da leve tontura pelo fato de eu ter me posto de pé rapidamente e estar brevemente desidratada, abri a porta e sai corredor afora. A casa que tínhamos dormido era de Yuri, mas não entendi o fato dele não ter dormido em seu quarto. Gritei o nome de Lola na esperança de achar a mesma pelo lugar, revirando cada cômodo, acabei a encontrando sentada na bancada cozinha comendo Nutella.

  Eu estava louca, desesperada e principalmente descabelada a procurando e a linda pessoa está sentada calmamente na bancada, comendo Nutella e mexendo no celular que aparentemente era meu.

- Lola, que diabos! Qual o seu nível de retardo mental? - envolvi meus braços ao redor de seu corpo magro e a esmaguei em um abraço. Culpem o fato de eu não estar completamente sã.

- Calma, Lia. Muito estrassadinha para essa hora da... - deu uma rápida conferida no relógio que ficava acima da pia. - tarde.

- Você é a segunda pessoa que me diz isso hoje, aquieta o rabo e me deixa estar aliviada. - me sentei ao seu lado na bancada, acho que era grande e forte o bastante pra sustentar nós duas.

    E se a coisa quebrasse ninguém poderia me culpar, a gorda ali era a Lola.

- Falando em alivada... - minha amiga fez mistério enquanto eu respirei fundo esperando a bomba. - Seu namorado mandou uma mensagem.

- E o que aliviada tem haver com isso? - peguei o celular de sua mão na intenção de procurar a mensagem.

- Porque aliviada vai ser uma coisa que passará longe de você depois de ler o que está escrito. - dei uma risada sem graça. Estava prestes a fazer uma próxima pergunta quando vi o conteúdo.

Lange: Precisamos conversar (enviada à 05:37 AM)

Urgentemente (enviada à 08:07 AM)

    E o desespero veio outra vez.

Clouds → Rafael Lange | CellbitOnde as histórias ganham vida. Descobre agora