Meu corpo estremeceu quando o Ian me soltou. Engoli em seco, angustiada com a forma que ele havia me tratado. Ultimamente ele tem agido com grosseria. Fala comigo como se quisesse me impor seu comportamento. Isso, verdadeiramente, me faz querer estar longe dele.

Ian me deu as costas e então eu pude soltar o ar que estava preso em meus pulmões. Toquei em minha testa e notei que estava suando. Eufórica, caminhei para o final do corredor, e me esbarrei no corpo dele de propósito, deixando que o meu ombro deslizasse em seu braço. Como consequência, fui puxada outra vez de forma violenta, o que me deixou irritada e furiosa com ele. Ian prensou-me novamente na parede, e eu pude sentir uma de suas pernas entre as minhas. Abaixou a cabeça, soltando um sorriso malicioso, orgulhoso do que ele acabara de fazer. Tenho certeza que ele estava me provocando. Não era o que ele costumava fazer?

-Quer mesmo me provocar, Scott? -suas expressões eram irreconhecíveis.

-Eu? -perguntei, surpresa -Provocando você? -ele me olha, sem respostas.

Engulo seco, sem tirar os olhos dos dele.

Com uma mão ele segurava minha cintura, e a outra, apertava as minhas bochechas de uma maneira que não doía

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Com uma mão ele segurava minha cintura, e a outra, apertava as minhas bochechas de uma maneira que não doía. Dessa vez ele não se preocupou em prender meus braços. Eu podia tê-lo empurrado de imediato. Tenho que admitir que o Ian sabia como me deixar sem reação.

-Por que está fazendo isso? - Isso o quê? Pensei -Por que estava me ignorando esse tempo todo?

-Ian… -ele soltou minhas bochechas -Para de bancar o ciumento e vê se cresce! -
Irritado, ele esfregou sua coxa em mim com um pouco de força, colocando imediatamente sua mão em minha boca, abafando o som que insistiu em sair. Era como um gemido sôfrego.

Toda aquela intimidade que ele insistia em ter comigo era culpa minha. Eu deveria ter me distanciado enquanto eu podia. Embora eu soubesse que não seria exatamente a coisa certa a se fazer. Ian precisa de amigos. Principalmente depois de tudo o que ele passou com a família dele. E no fim, eu sabia quem ele era, apesar do homem que se tornara.

Eu ainda estava com os olhos fechados quando ele me soltou indelicadamente. O seu corpo ainda estava bem perto do meu. Contrariada, o empurrei com as duas mãos em seu peito para longe de mim. Ian cambaleou para trás. A vontade que eu tinha era de jogá-lo na lareira, que estava acesa, a centímetros de distância.

Que estupidez! Que infantilidade da parte dele!

-Não ouse me tratar assim de novo. -apontei o dedo indicador para ele -Se me tocar desse jeito novamente, você sabe o que vai acontecer, não é?  -passei as duas mãos em minha calça, ajeitando a roupa.

-Ohh, não me diga! -sorriu baixinho. -Vai contar pro papai? -me olhou, irônico.

-Eu não te dei o direito de me empurrar na parede e me tratar desse jeito! -sussurrei. -Eu não sou esse tipo de mulher, já falei. -tentei não ficar exaltada.

Faz-me Sua  - sem arrependimentos Leia esta história GRATUITAMENTE!