Capitulo Trinta e Dois

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Tyler

Passei a mão por sobre meu rosto, deitando a cabeça para trás e suspirei, voltando a apertar a foto dela entre meus dedos.

Meus dedos correram o contorno de seu sorriso.

Ás vezes me sentia culpado por privar o mundo daquele sorriso, mas então me lembrava de que ele deveria ser apenas meu e se não fosse, não seria de mais ninguém.

Puxei um pouco daquele pó com um cartão qualquer, tomando todo cuidado para não deixar cair sobre a foto.

Senti um sorriso se instalar em meus lábios enquanto eu inalava aquilo.

Senti meu celular vibrar, então o puxei, encontrando uma foto dela.

Ela estava em todo lugar.

Desbloqueei-o, vendo uma foto de pulsos cortados.

Eram os dela e eu sabia que o culpado era eu.

Eu ri.

Ri e inalei um pouco mais daquele pó.

Se ela queria morrer, eu a iria matar.

Nada importava.

Olhei para a foto em minha mão e senti ódio.

Amassei, desamassei e rasguei-a em diversos pedaços.

Ela merecia a morte.

–Você vai morrer! –Gritei para as paredes. –E depois eu também, pois o inferno é pouco para você. –

Caminhei até a porta e puxei um pequeno saquinho colocando em meu bolso.

Comprei rosas vermelhas e caminhei até o cemitério, observando os diversos túmulos.

–Olá irmão! –Disse parando em frente à lápide de Miguel, deixando as rosas vermelhas sobre a grama verde e bem cuidada. –Ah, parece que foi ontem que eu te matei, –Disse bem humorado– mas não, já faz dois anos. E sua irmã vai encontrar com você hoje, achei bem poético mata-la no aniversario de vocês e no mesmo dia em que te matei. –Ah, quase ia me esquecendo, feliz aniversario parceiro. Espero que no inferno tenha balões para você me receber como eu mereço. – Disse encarando a foto dele. –Soube que você odeia rosas vermelhas. É uma deliciosa ironia serem minhas preferidas, não acha? Não, afinal você está morto, não tem que achar nada. –Disse e ri.

–Ah Miguel. –Suspirei olhando em volta. –Você perdeu tanta coisa. Emily deixou de ser sua garotinha. Ela cresceu, está forte e gostosa. Destemida e suicida. –Eu ri. –Você acredita que ela está tentando se matar só para que eu não a mate? Pois é. –Disse ficando em silencio por um tempo. –Acho que gosto mais de você assim, calado e sem uma multidão de pessoas te amando. Devo dizer que no fim Miguel, a única pessoa para quem você não morreu\ morreu e nunca vou superar, foi para Emily e eu admiro\ invejo o amor dela por você e só talvez, seja esse o motivo de você estar morto! –Disse e me virei. –Foi bom falar contigo irmão, nos vemos no inferno! –

Caminhei até um moço que estava encostado no portão.

–Ei. –Chamei-o. –Te dou duzentos dólares se me fizer um favor. –Disse e ele me olhou interessado.

E se você não fizer por bem, faz por mal. Completei mentalmente.

–Uma garota de cabelos azuis vai vir até aqui, não sei a hora exata, mais vai. Ela tem um e sessenta de altura, olhos castanhos e sem duvidas é linda e inconfundível. –Puxei o saquinho de meu bolso. –Ela vai desabar no choro, nos terceiro segundo próxima daquele tumulo, – Apontei para a lápide de Miguel– você vai dar um tempo a ela e então depois vai caminhar até ela e oferecer um copo d'água e se ela negar vai convencê-la a aceitar. E então vai dar a agua para ela, mas antes vai misturar isso, – Ergui o saquinho e estendi a ele–, sem que ela veja, claro. –Disse e ele assentiu pegando o saquinho. –Estarei observando de longe e quando ela sair pago o que lhe prometi. –Disse e ele assentiu.

S.O.S Internato: A Marrenta tá na área!!!-EM REVISÃO ||LIVRO ÚNICO||Leia esta história GRATUITAMENTE!