"Coisinha" enganosa

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- Yuri? Bem, é que aconteceu uma coisinha... - eu tinha uma péssima mania de botar as palavras no diminutivo sempre que alguma coisa grave acontece, infelizmente, Yuri já percebeu que alguma coisa estava errada só por esse ponto.

- O que vocês aprontaram? - minha mente já imaginava ele do outro lado da linha, provavelmente com a mão na cintura e uma cara de mãe decepcionada.

- Não foi nada demais...

- Lia, não enrole. - seu pedido me fez perceber que ele estava perdendo a paciência e isso era um mal sinal.

- A Lola bateu o carro dos pais e agora estamos paradas na estrada sem saber o que fazer, a única pessoa que sabíamos que podíamos contar é você! - ansiosa, essa era a palavra que me definia. Aposto que falei as palavras em uma rapidez que deixaria qualquer pessoa confusa, principalmente meu amigo do outro lado da linha.

- Como fizeram isso? - abri a boca para explicar mas fui interrompida novamente, garoto louco. - Olha, não quero nem saber no momento. Onde vocês estão?

E assim que lhe dei nossa localização, ele desligou na minha cara. Por que sempre ficam com raiva de mim? Tudo culpa da Lola! Falando na mesma, depois da ligação ela se encostou ao meu lado no carro pertencente aos seus pais -que se encontrava com um grande amassado na parte de trás-. Céus, onde fui me meter?

- O que ele falou? - conhecia minha amiga, e mesmo que ela detestasse de todas as formas depender de Yuri, sua única inimizade. Mas Lola sabia que era sua única chance de ter uma cabeça no lugar.

- Que já está vindo nos encontrar. - suspirei e vi que o motorista que bateu na nossa traseira já havia ido embora. - O que ficou com aquele cara?

- Ah, ele falou que não iria pagar os danos porque na sua cabeça a culpa foi totalmente nossa. - Lola revirou os olhos. - Mas pelo menos não chamou a polícia.

Suspirei mais uma vez só de pensar na enrascada que iríamos estar se a polícia estivesse envolvida. Duas menores - mesmo que em breve completaríamos a idade requerida a maioridade aqui no Brasil-, andando pelas ruas de São Paulo com um carro que foi pego "emprestado" de seus pais. E as duas lindas moças tiveram a audácia de bater o veículo. Olha, seria lindo de se ver.

- Pelo menos isso. - sentei no meio-fio ansiando pela chegada de Yuri, Lola se sentou ao meu lado.

- Me desculpe por estragar sua noite. - sua voz estava carregada de sinceridade, e olha, para minha amiga pedir desculpas desse jeito realmente estava se sentindo mal com a situação. - Meus planos eram de fazer você levantar da cama e sair dessa fossa, se divertir um pouco com pessoas da sua idade. E olha só onde estamos, sentadas no meio-fio esperando o imprestável do Yuri.

- Alguém invocou meu santo nome? - nosso amigo se espremeu entre as duas e sentou no meio de nós.

- Só falar em imprestável que ele aparece. - Lola alfinetou, passei meu braço por trás de Yuri e dei um tapa nela. Não era hora pra intrigas bobas!

- O imprestável que vai salvar a vida das duas lindezas. - ele rebateu prontamente. - Agora me expliquem a situação.

Como o pedido, contamos toda a história trágica de alguns minutos -talvez horas- atrás. Lola choramingou quando teve que pedir sua ajuda diretamente, mas eu que não iria fazer isso por ela!

- Então você quer que eu te ajude, Lola? - dessa vez, Yuri estava com ela em suas mãos. Coisa que ele almejava a algum tempo.

- Sim.

- Mesmo depois de todas as ofensas que você proferiu a minha pessoa?

- Que você revidou.

- Mesmo que... - ele foi interrompido antes mesmo de completar a frase.

- Sim, Yuri, eu realmente preciso da sua ajuda. Mesmo com as nossas brigas, intrigas e afins, você é a única pessoa que conheço que pode me ajudar nessa.

Sabia que para minha amiga falar isso, de um modo tão desesperado, é que mesmo mantendo a pose por fora, por dentro deve estar afogada em um mar de confusões.

- Tenho um amigo que possui uma oficina, posso tentar conversar com ele e te dar um desconto. - ele finalmente cedeu. - Mas qual é a palavrinha mágica mesmo?

- Uhum... Obrigado. - seu agradecimento foi extremamente baixo, Lola estava fazendo cosplay de tomate.

- Eu não ouvi nada. - continuava provocando.

- Obrigado.

- Acho que estou com um problema de audiç...

- Olha, você já ouviu da primeira vez e com certeza da segunda. Me faça repetir isso de novo e eu te jogo na próxima avenida. - resolvi intervir antes que dê alguma merda.

- Tudo bem pessoal, vamos acalmar os nervos. - tentei apaziguar a situação e me virei pro meu amigo. - Obrigada Yuri, você nos livrou de uma.

- De nada Lia, sempre vou estat salvando você...s - Lola estreitou os olhos e garanto que eu também. - Deixa eu ir ligar pro meu amigo, com sorte ele vem buscar o carro aqui.

Ele se afastou pegando seu celular no bolso traseiro, sua testa tinha uma pequena rulga de preocupação que foi se dissipando ao decorrer da conversa, esperava realmente que tivesse resolvido alguma coisa.

- Ele falou que já está vindo, só nos resta esperar.

E assim ficamos os três sentados no meio-fio. Em poucos segundos, a conversa surgiu. Claro que com algumas alfinetadas do nosso "casal" preferido. Não tardou muito e o tal amigo de Yuri chegou, rebocando o carro dos pais de Lola.

- E agora? - perguntei sem direção. Na minha cabeça todos os nossos planos tinham ido por água abaixo. Mas só na minha cabeça mesmo.

- Agora meninas... - Yuri envolveu seus braços pelo ombro das duas, não posso tirar o detalhe de que quase caímos. - Vamos ter um pouco de diversão do famoso 'terceirão'.

Juntos caminhamos pelas ruas sinuosas e frias de São Paulo, era divertido passar um tempo com meus amigos, sem nenhuma preocupação, nenhum compromisso. Por um segundo, me perguntei o que Rafael estaria fazendo nesse momento. Me perguntei do porquê de seu afastamento. Seguindo o rumo desses pensamentos não percebi quando chegamos ao estabelecimento, o que seria a tal churrasco que minha amiga falou.

- Lola, não era pra ser uma churrascaria?

- Ótimo.

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EU SOU A PESSOA MAIS ENROLADA DO MUNDO!!

Era pra eu ter postado esse capítulo a tempos mas são tantas coisas que eu nem sei mais quem eu sou AUAHAUAHU to zoando sou a ana loca

TUDO BEM COM VCS? to achando vcs desanimadas poxa, vamo animar essa bagaça.

Tao sentindo falta do Lange ne? Eu também estou :(((( Último capítulo tem ponto de vista dele, preparem os corações (enquanto eu estou chorando rios aqui.)

#Clouds80K !!!!¡¡¡

acho que é só isso mesmo, flw, amo vocês

não pera, obrigado por serem as melhores leitoras e amigas dos mundo e se você leu até aqui merece um prêmio!

all the love ♥♥♥♥♥♥♥♥♥
eu to mt gay hj, senhor

Clouds → Rafael Lange | CellbitOnde as histórias ganham vida. Descobre agora