BE STRONG MY LOVE!

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[ Mariam ]

E de repente, no meio de toda aquela confusão, eu não sou mais Mariam. Tudo está em câmera lenta. E tudo parece assustador para mim. Olho para os homens que já estavam no cômodo, para Rafael, recuo. Eles têm aparências horripilantes. Rostos rasgados e deformados. Como uma gelatina, os rostos iam derretendo, as peles se rasgando e caindo ao chão. Dois homens estão vindo até mim, eu estou com pavor de suas aparências. Recuo e pisco meus olhos. Tudo volta ao normal. Rostos normais, expressões normais. Aguardo durante alguns milésimos algum movimento, quando me ligo que tudo está congelado. Recuo ainda mais, assim dando um encontro nada agradável entre minhas costas e a parede. Minha cabeça dói. Escuto um ruído baixo, que vai se tornando cada vez mais alto, é uma palavra. Sussurrada por vozes macabras.

Pain

(dor)

Pisco. O tempo volta a correr. Os homens estão se aproximando. E as vozes continuam em minha cabeça. Sinto que algo deve ser feito, mas o quê? Os homens estão mais perto. Preciso fazer algo!

E a palavra continua em minha cabeça, quando - finalmente - digo em um sussurro, interrogando a mim mesma:

- Pain? - E ambos os homens caem se contorcendo no chão. Agora tudo fez sentido. Olho para aqueles rostos com uma expressão de raiva, um deles está com uma veia dilatada na testa. Depois de alguns segundos, vejo que há um movimento na sala. Rafael está sendo levado para fora por outros dois homens. No exato momento que desvio meu olhar, os mesmos que estavam estirados sobre o chão, em um contorcionismo incrivelmente assustador, param com aquela ação e vem em minha direção rapidamente. Me agarram brutalmente e algemam meus pulsos, me arrastando para fora da sala. Vejo Judy correr até a mesa de madeira, e olhar para Lucas. Ela leva ambas as mãos para as bochechas, abrindo a boca, em uma expressão surpresa. Ajoelha-se junto a ele e pega um papel do chão. É uma foto minha. Ela olha para o material e o amassa entre seus dedos enrugados e brancos. Olha para os meus olhos, com uma expressão furiosa no rosto, e diz:

- Levem-os para a sala acolchoada.

Enquanto somos arrastados por corredores infinitos, Rafael tenta se defender uma única vez. Ele estoura as algemas, mas o segurança é mais rápido. Rafael estava prestes a acertar um soco, pela minha impressão, mirado no queixo de Stockler quando outro homem injeta um líquido vermelho nele. Faz sua expressão mudar de mal a pior, mas seus músculos relaxam e ele não se move mais. Não tiro meus olhos dele. Depois de mais alguns minutos sendo arrastada por aqueles corredores extremamente vazios - a não sei pelos olhos através das pequenas grades encarando cada movimento meu e dos rapazes -, chegamos a uma porta de metal prata, que um dos caras abre e revela uma sala onde as paredes são de almofadas grandes, amareladas e com pingos vermelhos, que creio eu, já foram brancas. Três cadeiras de madeira com fivelas de couro desgastadas e penduradas sobre elas. Um calafrio passa pela minha espinha. Os quatro homens, com um jeito nada delicado, nos prendem nas cadeiras, um deles ajeita as fivelas sobre meus pulsos e tornozelos. Minha mão escurece depois de um tempo, e meus pés também. O lugar apertado pelo couro dói. Judy entra no quarto, chocando seu olhar contra mim, e não o desviando mais. Ela se pôs em pé em minha frente, se aproximou de mim a ponto de que eu pudesse ver seus lábios rachados, que encostaram em minha orelha, e disseram:

- Basta lembrar, que se você olhar na face do mal, o mal vai olhar diretamente pra você de volta.

- Basta lembrar, que se você olhar na face do mal, o mal vai olhar diretamente pra você de volta

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- Entrem, rapazes. Enquanto aos outros, estão dispensados.

Ela fez um gesto com o dedo indicador e os quatro deixaram a sala, e outros dois entraram. Eles tinham uma aparência e fantasia estranha. Um deles usava uma espécie de máscara de oxigênio menor e um avental branco, com calças largas e uma camiseta. O outro empurrava um carrinho pequeno com diversos objetos cirúrgicos e usava a mesma roupa, mas sem avental nenhum.
Assim que eles pararam, Judy pegou uma agulha que estava sobre o ferro do carro. Nela, havia um líquido opaco e vermelho. Ela veio até mim e aproximou a agulha do meu pescoço.

- Me deixem ter a honra.

Ela disse.
Rafael se contorceu sobre a cadeira, preso. Ele chacoalhou seus pulsos, e as correntes rangeram

- Não encostem nela! Ela não fez nada! -

Mas era tarde demais. Pude sentir uma picada em uma das minhas veias, a dor parecia tão.. Normal. Imagino que com tudo o que já senti, isso passe despercebido. Senti meu corpo amolecer.

- Vocês vão pagar por tudo isso! Vocês vão! - Escutei a voz dele dizer. Tudo estava tonto. Eu esperava um desmaio, mas aquilo só me deixou zonza. Reconheci e imediatamente associei com o líquido que deram para ele no corredor. Eu vi Judy se distanciando e um dos médicos se aproximando de mim com uma espécie de vara. O mundo estava girando. Rafael gritava:

- não! Não! Deixem-na em paz! Não!

E pude sentir as costas da minha mão rasgarem. Gritei, mas nada tinha som. Tudo estava novamente em câmera lenta. Eu contraí meus músculos e senti tudo de novo. Com a minha cabeça baixa, pude sentir uma pequena queimação sobre a perna. Olho. Tudo está fora de foco, mas consigo ver um pequeno ponto preto. Levanto minha cabeça, mas recuo de novo depois que outra vez a madeira desgastada bate nas costas da minha mão. Logo, minhas coxas começam a arder, e eu levanto meu olhar. Minhas mãos estão ensopadas por um líquido preto, que escorre por entre meus dedos e unhas. Vejo um movimento rápido, e outra vez aquilo se choca contra minha mão, recuo, assim, pulando da cadeira. Minhas coxas queimam, e meu uniforme está ensopado por esse mesmo líquido. Viro minha cabeça, na direção de Rafael, ele está com a boca aberta, e ainda grita.

- Aguente! Eu prometo que tudo isso irá acabar! Eu juro! Vamos retribuir tudo isso! Aguente firme!

Ele também está com sangue escorrendo por entre as mãos.

Sangue?

Então quer dizer que..

Eu sou um demônio como ele?

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OIE
TUDO BOM

CALMA, NAO PRECISA BATER TA

TA , 1048 PALAVRINHAS PRA VCS

NAO PEÇAM CAPITULO PRA AMANHA TA, OBRIGADA

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VAMOS BATER O RECORDE

AI EU POSTO MAIS RAPIDO

TENHO CAMISINHAS NO CARRO

BJAO

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