POSFÁCIO - HELLO - PARTE 2

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- Você podia parar de olhar o telefone a cada cinco segundos? - Luan era um bom colega de apartamento, mas era chato e me enchia o saco nas piores horas.

- Está parecendo aquelas garotas de filmes americanos, sabe? Que o cara sai com elas e elas ficam esperando a ligação. - Certo. Agora Talles também resolvia me zoar.

O que eu podia fazer? Tinha enviado as mensagens de voz para Drica aquela tarde. Era a primeira vez que eu tentava entrar em contato com ela desde que Cela retornara ao Rio de Janeiro sem ela, quando tentei entender o que estava acontecendo e pedir desculpas mais uma vez.

Meu coração apertava de ansiedade pela resposta, mas os imbecis dos meus amigos quiseram sair para beber naquele dia. Eu não sabia o motivo, mas imaginava que eles soubessem das mensagens e quisessem me dar algum apoio moral, caso fosse uma negativa.

Mas e se ela me ligasse?

Ignorei as piadas e olhei para o celular mais uma vez. Nada.

- Nem tocou na cerveja, cara.

Entortei a cara e tomei um gole da latinha que estava em minhas mãos, já um pouco quente pelo tempo que eu demorava a beber. Não queria encher a cara. Ao menos não ainda.

- Relaxa, ok?

Eu queria relaxar e não conseguia. Mas, como se quisesse contrariar todo aquele momento e as palavras dos meus amigos, meu celular apitou. Ainda vi os olhos arregalados de Talles e Luan para mim, antes de pegar o aparelho.

Meu coração acelerou quando confirmei que era a resposa de Drica. Desbloqueei a tela e nem pude acreditar no que eu lia.

"Ok. A gente pode conversar. Eu não prometo nada, mas... Eu também sinto sua falta. Então só vamos conversar, ok? Eu... Posso aparecer em São Paulo qualquer dia. Para o tal café. O que você acha? Isso parece bom?"

Se parecia bom?

Parecia que eu estava nas nuvens.

Oh, anymore

(Oh, mais)

Oh, anymore

(Oh, mais)

Oh, anymore

(Oh, mais)

Anymore

(Mais)

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