26.1 - MASTURBAÇÃO

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JP

O VOO DO FUZIL

Fiquei vendo Drica se afastar com pressa, enquanto ria e coçava a cabeça. Não sabia se a história sobre Cela era verdadeira ou não, mas já tinha me acostumado com as fugas da garota quando as coisas começavam a ficar intensas, de tal modo que eu mesmo parava antes que ela pudesse pensar em fugir. Daquela vez, não pude. Estava ficando cada vez mais difícil resistir às provocações dela, aos seus gemidos e aos seus beijos, principalmente quando ela estava ficando tão esperta e tão arteira.

Perdi a visão traseira de Drica - e queria tentar evitar encarar sua bunda, mas não tive muito sucesso com isso - por entre as árvores e plantas tortas do jardim da boca. Ainda ouvi sua voz se despedindo dos da entrada e respirei fundo. Dificilmente conseguiria voltar ao trabalho com aquele monstro acordado dentro de mim, então caminhei para o fundo do terreno, sentando-me onde os muros faziam intersecção e voltei a retirar meu membro de dentro da minha calça.

Envolvi minha mão nele e meus pensamentos começaram a voar enquanto a movimentação encontrava seu ritmo de vai-e-vem. Eu não precisaria de muito tempo, dessa vez, não quando Drica já fizera grande parte do trabalho, mas concentrei-me em meus desejos e minhas fantasias com a destreza de quem andava fazendo muito aquilo, mais do que eu gostaria de admitir.

Drica era como o inferno na Terra. Demandava muito de mim manter sempre a calma em sua frente para não assustá-la com pressa e desejos além do que poderia lidar. Porém, dela, emanava a vontade e a curiosidade de maneira forte, com a inocência em seu canto, que sempre me deixava enlouquecido e embora parecesse calmo na frente dela, quando tinha um momento a sós, precisava desmanchar a excitação de alguma forma.

Às vezes, pensava em seus cachos. Os enrolados gomos finos que caiam com perfeição por seu rosto angelical e se prendiam em meus dedos quando lhe beijava a boca, roçando em meu rosto e em meu pescoço, provocando arrepios e cócegas. Às vezes, pensava em sua boca. As gloriosas curvas avermelhadas pela força dos nossos beijos, que soltavam gemidos e risadas e perguntas que, só de pensar, minhas pernas fraquejavam em intensa admiração. Às vezes, pensava em seus olhos negros, aquelas duas bolotas brilhantes que diziam tudo que ela sentia e pensava sem nem pensar em esconder um mísero sentimento, transparecendo a cada piscada, cada lágrima, cada brilho...

Mas, infelizmente, como a maior parte dos homens, normalmente eu pensava era no meio de suas pernas.

No momento em que Drica se entregaria por inteiro para mim.

Nos seus gemidos de total prazer ao me sentir enterrado dentro dela.

No suor misturado, no cheiro de sexo, nas palavras que escapariam de sua boca surpresa ao descobrir o quão bom aquilo era.

Em quando ela começaria a ficar tão arteira que tomaria a frente de tudo, surpreendendo-me como havia feito aquela noite.

De quando se sentiria tão confortável com a nudez em minha presença que andaria seu roupas pelo meu quarto, nem um pouco preocupada com meus olhos observando cada centímetro seu.

Com minhas mãos fincadas em sua bunda, enquanto minha rigidez lhe preencheria a intimidade de quatro.

Na praia.

Em seu quarto.

No meu.

Em um carro.

E foi pensando em todas essas imagens mentais, sem nenhuma sequência exata - porque não precisava, realmente - que a intensidade dos meus movimentos teve que ser alterada para a velocidade que eu sabia que me faria gozar rapidamente.

Ainda conseguia sentir o aperto forte de entre suas coxas de poucos minutos atrás, a forma com que ela se espremia, procurando sentir-me mais fortemente, a forma com que suas mãos apertaram meus braços, as unhas fincando em minha pele e a boca abrindo-se em total surpresa ao descobrir mais uma coisa prazerosa que ela não fazia ideia que existia até que eu tentasse fazer com ela. Sentia ainda, principalmente, a leve molhadez que identifiquei no fundo de sua calcinha, mostrando-me que estivera tão excitada com nossos beijos e carícias quanto eu estava em toda a minha rigidez.

Seu líquido que ainda parecia escorrer pelas coxas, facilitando a brincadeira, escorregando meu membro para dentro e para fora do triângulo perfeito que sua femilidade formava no meio de suas coxas deliciosas. Mais poucos minutos ali e eu teria explodido sem cerimônias e com certeza não conseguiria me conter.

O apertão.

A forma com que ela tremera ao sentir-me entre duas pernas, seus espasmos confusos de prazes e surpresa se refletindo em estímulos para a minha ereção. A cada tremelique dela, mais vontade eu tinha de fazer mais forte, mais rápido e a como fora difícil manter a cabeça no lugar quando estava tão perto da minha mais cruel perdição.

Drica.

Fechei os olhos, afundado em Drica, no seu perfume que ainda estava grudado em minhas roupas e na sua voz, mas principalmente em seus gemidos, que ainda ecoavam em minha orelha. Senti o prazer que se acumulava, inchando-me e delirando nas imagens que povoavam minha mente.

Sentia a onda se intensificar e mordi os lábios doloridos pelas constantes investidas de Drica para conter o gemido inevitável quando o meu prazer se transformou em líquido, ao qual eu tentei me concentrar o suficiente para que se despejasse na terra à minha frente e não sujasse minha roupa.

Encostado na parede eu comecei, ajoelhado na terra eu terminei. Ri de minha desgraça, estava tão difícil manter a calma perto de Drica que eu já não conseguia esperar até chegar em casa para aliviar a tensão instalada por conta da presença dela.

Limpei meu membro com minhas mãos e limpei minhas mãos na planta em minha frente e apoiei-as em meu joelho, recuperando o fôlego. Com certeza, os outros caras estavam estranhando minha demora após Drica já ter ido embora e eu teria que inventar uma desculpa qualquer.

Levantei-me, limpando os restos de terra da minha calça e tirei o celular do bolso, ligando para a operadora.

Toque de Recolher [NO MORRO]Leia esta história GRATUITAMENTE!