Lola, a incompetente

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O melhor lugar do mundo de se ficar quando você está doente ou acorda não muito bem com a vida é a sua cama. O desejo predominante de ficar deitada, quentinha e quieta no emaranhado de lençóis, enquanto penso sobre todas as coisas que aconteceram nos últimos dias. Hoje era sábado, o melhor dia de todos para algumas pessoas. Eu era uma dessas pessoas. Ou talvez não, porque não tinha planos de sair e passar a noitada com os amigos. Bem, até agora.

- Lola, eu realmente preciso de um momento de paz agora. - pedi com esperanças de quê ela compreendesse do outro lado da linha um pouco meus motivos.

- Primeiramente, você nem sabe o motivo da ligação! - Lola tentava argumentar do outro lado, suspirei já prevendo que não viria boa coisa.

- Tudo bem, desembucha! - as vezes me canso de toda enrolação dela.

- Eu, você e um pessoal lá da escola em uma churrascaria hoje. Comemorar a última semana de aula e nossa futura formatura.

- E Yuri? - perguntei pelo meu amigo, afinal, se o pessoal da escola estaria lá é óbvio que ele também estaria envolvido. Yuri era o mais "popular" comparado à nós duas.

- Ah, ele também. - sua voz fazia pouco caso sobre isso, meu deus, aposto que isso tudo é amor reprimido!

- Vou pensar sobre o caso. - falei tentando desligar o telefone o mais rápido possível e voltar a dormir.

- Não mocinha, já está em cima da hora. Marquei com o pessoal lá oito e meia, e advinha? Sete e vinte e aposto que você nem levantou da cama. - odiei o fato de minha melhor amiga me conhecer tão bem.

- Lola... - choraminguei, mas sei que minha amiga não deixaria eu ficar em casa tão fácil assim.

- Lia, sem reclamações! Ultimamente você está tão envolvida em uma nuvem de insegurança e incertezas que até me dá raiva, precisa sair um pouco. - suas palavras me incomodaram mesmo que estejam carregadas de verdades. - E bote aquela sua blusa branca de manga longa com aquela sua saia que eu sou louca pra roubar, vai ficar um pitelzinho.

- Tudo bem, espero você. - desliguei o telefone antes que ouvisse ela comemorando.

Não me julguem ou deduzam que sou fraca, as vezez precisamos só de um empurrão. E eu acho que a oportunidade de ir para essa tal churrascaria apareceu em uma boa hora. Precisava me distrair, e talvez conhecer pessoas novas.

Seguindo os conselhos sobre o que usar essa noite de Lola, vesti as peças desejadas pela mesma. Dei um jeito no meu cabelo e passei uma base rápida, não queria espantar ninguém com minha cara de morta.

Me olhei no espelho verificando se estava apresentável, acho que estava tudo ok. Não é como se eu tivesse que ir arrasando já que sou comprometida, certo? Certo. Olhei para meu celular com uma pequena faísca de esperança de ele ter me mandando uma mensagem querendo explicar seu comportamento bizarro (já ultrapassou o estranho), ou até mesmo uma ligação perdida. Idiota, idiota e idiota, isso que eu sou. Respirei fundo e lembrei do conselho de Lola, não era melhor tirar conclusões precipitadas.

O barulho de buzina me tirou do pequeno torpor, seria Lola? Ela não tinha carro da última vez que conferi. Ou eu seria a pior melhor amiga do mundo de não ter percebido esse grande detalhe.

- Leve casaco, sabe como o clima de São Paulo é bipolar. - o tom materno de minha mãe me fez sorrir, sinal de que ela não tinha guardado rancor do "pequeno" desentendimento que tivemos.

- Tudo bem, aviso se for dormir na casa de alguém. - dei um beijo em sua bochecha e peguei uma das jaquetas jogadas na cadeira. Meu quarto sempre foi sinônimo de bagunça.

O clima do lado de fora não era um dos melhores, mas nada que me fizesse bater o queixo. Entrei no carro cinza identificando minha amiga no passageiro, desde quando ela sabia dirigir? Desde quando ela tinha um carro? E pior, desde quando Lola tem carteira?

- Eu sei que deve estar atolada de perguntas para fazer a minha pessoa mas primeiro bote o cinto, segurança em primeiro lugar! - minha amiga me interrompeu antes que eu abrisse a boca, ela me conhecia bastante. Botei o cinto atendendo ao seu pedido e virei meu corpo em sua direção, aposto que meus olhos deveriam estar brilhando. A sacana curiosidade me perseguia.

- Agora dá pra esclarecer minhas dúvidas? - depois de dois minutos a observando dirigir calada tomei uma iniciativa. Eu que não iria ficar na dúvida!

- Antes de qualquer coisa, não pire Lia. - essas palavras não me tranquilizam.

- Deus, isso é um carro roubado? Você virou ladra por acaso, Lola? Vamos ter que fugir da polícia? Você por acaso é louc... - Lola tampou minha boca com uma mão enquanto a outra segurava firmemente o volante. A ansiedade mais uma vez me pegou totalmente desprevenida.

- Eu vou ser obrigada te jogar desse carro? - e com essa ameaça me encolhi no banco passageiro.

- Não se me explicar tudo direitinho.

- Se você não começar a fazer cosplay de Eminem aqui, falo sem problemas. - juro que se meus olhos tivessem visão de raio x igual aquele carinha do x-men (?) ela não estaria mais nesse mundo. - Enfim, esse carro é do meus pais. Eles foram viajar e eu resolvi pegar "emprestado".

- Eles não sabem que você pegou o carro né? - fechei os olhos esperando a confirmação.

- Pode-se dizer que sim.

As ruas estavam meio desertas, o que era meio estranho pelo fato de não ser tão tarde assim. E foi nessa distração que uma criança atravessou a rua correndo.

Felizmente, não atropelamos a criança.

Infelizmente, os pais de Lola teriam uma bela dívida pra pagar.

Seguida de uma freiada brusca por causa da "surpresa" na pista, o carro atrás acabou batendo no dos pais da Lola. O impacto foi um pouco forte para que eu lerda do jeito que sou, batesse a cabeça no vidro fechado. Agradeci a pessoa de coração maravilhoso e bondoso que inventou o cinto de segurança.

- Você está bem? - perguntei para minha amiga, seu estado me preocupou bastante. Seus olhos estavam arregalados e seus cabelos um pouco desgrenhado. Nenhum arranhão ou hematoma aos meus olhos.

- Meus pais vão me matar! - foi sua única frase carregada de medo.

E certamente iriam. Resolvi ligar para a o única pessoa que poderia nos ajudar muito nesse momento.

- Yuri? Bem, é que aconteceu uma coisinha...

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OIOIOI!!!!! Tudo bem amores?

Depois de uma semana tentando de todas as formas escrever uma coisa apresentável pra vcs finalmente saiu. Espero que tenham gostado ausha

GOSTARAM DA CAPA NOVA??? FOI A MINHA AMIGONA MARI QUE FEZ, essa menina tem um talento que ate bate uma invejinha.

Enfim, só vim dizer que estou escrevendo um rants e ele se chama crônicas de uma sereia, la conto as histórias q mais marcaram minha vidinha (tem muito micao la), deixem sugestão de assuntos que gostariam q eu falasse la também szsz

Obrigado a todas q votam, comentam e gostam da minha história, vcs sao demais e agradeço a Deus por isso todos os dias.

AGRADEÇO TAMBÉM PELAS PESSOINHAS QUE ME DESEJARAM FELIZ ANIVERSÁRIO, FIZERAM TEXTINHO QUE ME DEIXOU NO CHÃO E TUDO MAIS. MESMO QUE JA TENHA PASSADO QUASE UMA SEMANA AUSHAUHU amo vcs

QUER ENTRAR NO BAILE DE CLOUDS? TA ESPERANDO OQ MENINA (OU MENINO)? MANDA NUMERO COM DDD E NOME, SOMOS TODOS UMA FAMÍLIA LA.

bjao e eu não consigo não escrever notas enormes, afzao

all the love

Clouds → Rafael Lange | CellbitOnde as histórias ganham vida. Descobre agora