Capítulo Doze

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Eu caminhava por uma pequena praça que ficava há algumas quadras de casa quando recebi uma mensagem de Gui:

Ei coisinha, onde você está?

-Entre Nárnia e o inferno. Por quê?

Estou no tédio, então eu pensei o que seria mais divertido do que ver um filme com Emily Madson?

-Hoje é seu dia de sorte loiro.

Então você vem?

-Sim.

Eu te espero então.

-Você tem que me mandar o endereço idiota!

Tudo bem, Mrs. Irritadinha.

A casa de Guilherme não era tão longe, mas também não era tão perto, então pensando diretamente em meu sedentarismo, chamei o primeiro taxi que passou recebendo um olhar de total desaprovação quando o motorista avaliou o endereço.

-Moça, esse endereço é logo ali! -Disse o senhor de cabelos grisalhos.

-E eu estou pagando para você me levar até lá! Eu posso ter uma crise de asma no meio do caminho, como o senhor iria se sentir sabendo que se negou á fazer o seu serviço por que achava que era muito perto para ir de táxi? -Perguntei, talvez mentindo sobre algumas coisas.

-Desculpe garotinha, eu não sabia que você tinha asma, e, aliás, eu teria de passar por lá de qualquer forma! -Ele sorriu tentando se redimir.

-Está tudo bem! -Sorri.

Quando desci do táxi, o senhor logo me disse que se precisasse de uma carona de volta era só ligar e me entregou um pequeno cartão, dizendo que sempre estava por aqui. Sorri em agradecimento e quase me senti culpada, quase, por que eu nunca disse que era uma boa garota, que fica mal por tudo.

Assim que a porta se abriu, meus olhos logo colidiram com um abdômen definido, mas que não compensava em nada o ser idiota que o carregava. Olhei para cima, para o garoto de cabelos loiros, que me olhava com um sorriso debochado e revirei os olhos.

-Fico feliz que tenha apreciado a visão Madson! -Provocou.

-Você está gordo Ryan! Muito gordo, deveria fazer uma dieta. -Provoquei cutucando seu abdômen duro. Estava obvio que não havia nada de errado naquele abdômen.

-Tem certeza? -Perguntou abrindo um sorriso de covinhas.

Covinhas? Eu preciso lamber essas covinhas!

-Absoluta.

-Dan, quantas vezes eu preciso dizer que você deve convidar as visitas para entrar? Agora entendi por que a mamãe nunca te deixa atender a porta.

Arqueei uma sobrancelha:

-Às vezes me esqueço de que vocês são irmãos! -Revirei os olhos. -Afinal, desde quando vocês moram aqui? -Perguntei.

-Desde o começo do ano, quando entramos no internato. -Daniel deu de ombros.

-Mas por quê? -Gui perguntou.

-Moro algumas quadras acima. -Dei de ombros.

-Mas você veio de táxi. -Daniel disse confuso.

-E deu certo trabalho para isso. Tive que dizer ao taxista que eu tinha asma, pois ele não queria me trazer! -Revirei os olhos encostando-me no batente.

-Você esta falando sério? -Gui perguntou rindo.

-Sim e ele me deu até o cartão para a hora que eu tiver de voltar para casa. -Sorri.

S.O.S Internato: A Marrenta tá na área!!!-EM REVISÃO ||LIVRO ÚNICO||Leia esta história GRATUITAMENTE!