Sonhos

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Capítulo II

Sonhos

          Um garoto caminhava perante os corredores de uma casa, ele vestia um simples pijama e seu cabelo estava completamente bagunçado. Seu caminhar era lento, era óbvio que ele havia acabado de acordar, porém, ele começou a correr assim que escutou um barulho suspeito.

          Avançando pelo corredor, chegou ao que parecia ser uma sala de estar. Os olhos dele se arregalaram assim que viram a cena que ocorria. O local estava totalmente incendiado, um vermelho escarlate tomava conta de toda aquela parte da casa. Entretanto, não era isso que parecia ser o que mais o incomodava. 

          Ele fitava, aflito, os corpos de um homem e de uma mulher caídos no chão. 

          Ele tentou se aproximar, porém, como se as chamas tivesses vida própria, elas se ergueram frente ao garoto, criando algo parecido com uma barreira. Uma estranha gargalhada soou pelo ar. 

          Os olhos do pequeno garoto encheram-se de terror, ele estava totalmente abismado. 

          — Ei, pare, por favor, pare com isso! — dizia ele, totalmente desesperado. 

          O garoto fazia de tudo para tentar atravessar as chamas, contudo, nada surtia efeito. Então, subitamente, os corpos que estavam no chão começaram a flutuar. 

          — Eu não posso parar — disse uma deformada voz. — Isso tudo é para o seu bem... Sinto muito.

          No exato momento em que a estranha voz terminou suas palavras, os corpos do homem e da mulher foram cortados por uma estranha foice de chamas.

          — Não! — o garoto gritou e, então, caiu sobre os joelhos. Seus olhos estavam repletos de lágrimas. 

***

          Quando Sean acordou, seu rosto estava totalmente pálido e seu corpo estava repleto de suor. Seu olhar era distante e inexpressível, como se sua mente não estivesse junto ao seu corpo.

          Rapidamente, ele foi tomar um banho para relaxar o corpo e tirar todo aquele suor. Em seguida, foi para a cozinha tomar o seu café da manhã. 

          Ao sair do quarto, ele percebeu que a televisão da sala estava ligada e achou tal fato muito estranho, no entanto, deixou quieto. 

          — Bom dia — alguém disse. 

          — Bom dia — ele respondeu de imediato. — Espere — ele parou de andar. E então se virou para o sofá. — O que você está fazendo aqui, Amy? 

          A garota estava sentada em seu sofá, usando somente uma de suas camisetas e uma calcinha. Seu cabelo estava preso e ela estava comendo alguma coisa que Sean não conseguiu decifrar. 

          — Assistindo tevê — ela respondeu. 

          — Deixe-me reformular — falou. — Por que está em minha casa? Aliás, você deveria se vestir direito. 

          Amy largou o que comia e se levantou do sofá — pelo menos ele esperava que fosse algo comestível. 

          — Eu já lhe disse. Nós vamos trabalhar juntos, você odiando-me ou não. E está calor para se vestir devidamente. 

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