Entre conversas nada normais...

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- Lia, eu 'to te falando, essa vai ser a melhor ideia de todas! - meu namorado tentava me convencer com mais uma de suas histórias sem noção enquanto eu gargalhava. Dessa vez, tomei bastante cuidado para não cair da cama, não repetiria esse mico duas vezes.

- Rafael, desencana. Não tem chances de você conseguir fazer isso. Além do mais, preciso de meu namorado vivo até minha festa de formatura. Escolhi você como meu acompanhante.

- Quantos dias até lá?

- 13 dias, eu acho. - ele fez um gesto do outro lado da tela, indicando para eu esperar.

    Ter um namorado que mora em outro estado um pouco distante -ou no fim do mundo, como diz ele-, acarreta algumas complicações. O Skype tem sido uma salvação o no último mês, dado a pequena louca na minha vida. Acho que depois de um tempo, vendo ele assim, do outro lado da tela, eu começo a pensar em todas as sensações que passaram despercebidas por mim. Talvez seja porque na maior parte do tempo, ele estava do meu lado.

    O modo como minhas mãos suavam quando estávamos perto demais. Meus pensamentos meio que embaralhavam quando seu rosto estava tão perto do meu, de um modo que eu conseguisse sentir seu hálito e percebesse os pequenos defeitos quase inexistentes em seu rosto. Muitas dessas vezes foram acidentais, ainda mais quando meu cérebro parecia dar um pequeno circuito e eu ficasse bastante atrapalhada com pequenas coisas. Mas no final de tudo, esse era o efeito que Rafael Lange tinha sobre mim.

       Droga, essa distância está me matando.

- Voltei, minha mãe estava perguntando quem era a voz de menina que vinha do meu quarto. - ele se sentou na cadeira com Mina no colo, nesse momento, eu não sei quem mais tive vontade de apertar. - Eu falei que vinha da minha namorada.

    Minha namorada. Não importa quantas vezes eu tente me convencer disso, quando a palavra saia de seus lábios parecia uma coisa extremamente surreal. Alias, tudo à minha volta parecia surreal quando eu estou conversando com ele.

- O que ela falou? - a curiosidade se revelou, afinal, aquela era a minha sogra!

- Que ficou feliz que a risada de menina pertencia a você e não a mim.

- Sério, Rafael!

- Tudo bem! Na verdade ela falou que queria te conhecer. - a revelação me fez ficar estática, de boca aberta. Agora sei como ele se sentiu quando eu lhe apresentei para o meus pais, não deve ter sido fácil quanto eu pensava.

- Você está falando sério?

- Tanto quanto eu passar o ano novo peladinho. - e mais uma vez aquela ideia maluca veia a tona, as vezes eu me pergunto de onde ele tira essas coisas. E nessas vezes me arrependo amargamente, não deve ser de bom lugar.

- Desiste dessa sua ideia.

- Ah, fala sério Lia! Deve ser uma sensação maravilhosa sentir o vento passando pelo meu popozão. - tampei os ouvidos enquanto ele gargalhava, apesar de não ser a melhor risada do mundo, eu sentia falta dela.

- Cala a boca, Rafael. Eu não mereço ficar ouvindo coisas desse tipo.

- Nossa, só estava contando um dos meus planos pro Ano Novo pra minha namorada. Nem posso mais fazer isso? - do outro lado da tela, Mina miou e subiu em cima da mesa, fazendo que derramasse a caneca de café extramente quente na calça de Rafael.

O loiro se levantou da cadeira e começou a pular pelo quarto, parece que o líquido estava realmente quente. Em um segundo ele desabotoou a calça e, ah não... Rafael estava de cueca -pelo menos isso- em frente a câmera, enquanto via o estrago na calça jeans. Acho que ele ainda não se deu conta que ainda estávamos no meio de uma conversa no Skype.

- Rafael? - o chamei mesmo que meus olhos estivessem presos em sua box azul escuro. O volume era facilmente notado.

- O que? - ele me olhou e finalmente percebeu que a câmera estava ligada. Apressado ele pegou um short que estava em cima da cama e o vestiu, ao contrário a propósito. Seu rosto estava vermelho. - Foi mal, o café estava pelando.

- Tudo bem, mas... - fui interrompida por uma pessoa que abriu bruscamente a porta de meu quarto. Eram Lola e Yuri, agradeci mentalmente por não terem chegado momentos antes. Seria muito constrangedor explicar a "nudez" de meu namorado.

- Viemos fazer uma visitinha. - Lola anunciou se jogando na cama, justamente perto de meu notebook. O movimento repentino na cama quase fez o aparelho cair no chão. - Ops.

- Lola, eu iria te matar mas tem pessoas assistindo. - sorri amigavelmente para a mesma.

- Eu apoio totalmente você em todas as decisões, principalmente nessa. - Yuri sentou em um do puff azul que ficava no meio do quarto. Não entendo como minha mãe não pirou com um menino dentro de meu quarto, esse seria uma coisa que ela faria.

- Fica quieto. Olha o que troucemos para você! - ela abriu a mochila que carregava e dentro da mesma havia diversos tipo de doce. - Também viemos dar uma motivação pro seu discurso.

     Ah, o discurso! Desde esse horrível as pessoas me cumprimentavam nos movimentados corredores da escola me parabenizando pela coragem, eu nem sabia em que merda tinha acabado de me meter.

- Obrigado, mas acho que vieram me engordar mesmo. - por um momento, esqueci a presença de Rafael no computador.

- Eu trouxe um urso de pelúcia pra você, infelizmente não pude estar junto com vocês no auditório. Mas pagaria tudo pra ver de novo. - ele roubou uma bala de goma da mochila mágica de Lola, a mesma começou a bater nele. Me pergunto ansiosamente o dia que eles vão conseguir agir normalmente sem brigas nem foras. Ainda estava surpresa por eles terem chegados juntos ali sem se matarem ou acontecer um "acidente" na escada.

Yuri me estendeu um grande urso de pelúcia branco, ele parecia um urso polar! Imediatamente fiquei apaixonada pelo animal de pelúcia, um barulho do notebook me distraiu. Era Rafael.

- Me desculpa amor, olha que fofo esse bicho de pelúcia! - enfiei o urso na câmera do aparelho por um segundo, a feição do loiro não era uma das melhores.

- Ei Lia, agora tenho que ir, gravar alguma coisa com o pessoal. - encarava seu rosto tentando descobrir alguma coisa em sua expressão fechada, não consegui. Ótimo, ser lerda estava realmente me prejudicando.

- Tudo bem, mais tarde a gente se fala? - tentei não deixar um clima tão ruim antes de desligar a chamada.

- Claro, namorada. - ele deu um pequeno sorriso e logo depois apareceu um aviso de que a chamada havia sido encerrada. Me virei para meus dois amigos e aposto que meu sorriso era igual a de um psicopata. Não me culpe, bote a culpa inteiramente no Lange.

- Já falei que vocês são meu casal preferido?

     Talvez eu não seja a unica pessoa no cômodo com um sorriso parecido com o de um psicopata.

âÂÂâÂÂâÂÂ

oi oi oi! quase 40K gente, me ajudem a chegar lá¡! embora meu aniversário não seja hoje (só dia 14) seria um ótimo presente <3

obrigada por tudo amores, vi que gostaram bastante do Q&A haha quem sabe podemos fazer outras vezes?

lia é tão lerda gente, relevem asyhasuahsua

era pra eu postar oito hrs mas me distrai vendo uns vídeos do elenco de maze runner e da rainha da taylor, podem me bater, eu deixo hushu

obrigada por tudo pessoal, continuem fazendo essa coisa foda que vocêss fazem sempre e que eu piro sempre szsz quem quiser entrar no grupo de clouds, manda o número com ddd e nome, somos bem legais lá ta!

all the love





Clouds → Rafael Lange | CellbitOnde as histórias ganham vida. Descobre agora