07 - Trabalho

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Uma camisa social branca de manga curta, saia preta e justa até acima dos joelhos, com um salto preto tamanho dez.

Cabelo preso em um coque frouxo que me deixava parecendo ser uma mulher séria.

O meu carro me aguardava na garagem, com o dinheiro que iria ganhar poderia abastecê-lo já que começaria usá-lo mais.

A empresa ficava cerca de trinta minutos da minha casa. Havia muitos funcionários andando de um lado para o outro.

Uma senhora com o cabelo grisalho e óculos de lente, provavelmente ela precisava de muitos graus, era fundo.

— Pois não? — Perguntou assim que me viu entrar no local.

— Sou a nova secretária do senhor Alan Pereira. — Respondi.

— Ultimo andar. — Apontou para o elevador.

Como iria saber qual a sua sala? Ou será que o andar todo era apenas dele?

Aquele prédio tinha pelo menos oito andares, o meu breve medo de que tudo despencasse ficou na minha cabeça por um bom tempo.

Pense positivo.

— Primeiro dia de trabalho? — Não havia notado que mais alguém estava naquele elevador, era um homem.

— Sim. — Concordei.

Era um homem alto e jovem. Talvez tivesse a mesma idade que Alan. O seu cabelo era loiro, como se ele fosse um daqueles surfistas.

— Sou Breno Stuart. — Estendeu a não para que eu apertasse.

— Selena Moura. — Apresentei-me.

O andar dele era dois abaixo do meu, deixando claro que eu seria bem-vinda caso precisasse aparecer naquele setor.

Quando cheguei no ultimo andar, que era enorme por sinal. Havia uma sala que provavelmente onde as pessoas esperavam por Alan. Logo a frente uma escrivaninha grande com um computador, impressora, telefone, calculadora e muitos papais em cima, imaginei que fosse o local onde eu ficaria.

A porta da grande sala estava fechada, era enorme. Não sabia se deveria ou não bater, mas assim fiz, mesmo sabendo que poderia estar interrompendo algo.

— Senhor Alan? — Esperei ouvir sua voz como resposta para que eu pudesse entrar.

— Entre! — Ordenou.

Ele estava sentado em uma cadeira que parecia ser muito confortável, provavelmente era feita de couro. O telefone estava em baixo da orelha, enquanto os olhos estavam focados em alguns papéis.

Ele apontou para que eu me sentasse em sua frente.

— Obrigado, até mais tarde. — Desligou o telefone e firmou o seu olhar em mim.

— Senhorita Selena, vejo que chegou no horário certo. — Certificou-se olhando em seu relógio de pulso.

— O senhor pode me passar as primeiras informações para que eu possa começar a trabalhar? — Pedi.

— A única coisa que preciso é que fique com a minha agenda, ela está disponível em seu computador e atenda todas as ligações, anotando cada uma. — Explicou.

— Caso alguém queira falar com o senhor? — Perguntei em dúvida, já que muitos preferem não atender ao telefone.

— Entre em uma chamada comigo, pelo computador, e se for importante eu atenderei. — Apontou para a porta, provavelmente me mandando sair:

Agi como o desejado, o meu primeiro dia de trabalho havia sido normal. Apesar de ter sido obrigada a atender e anotar a chamada da Giovanna. Alan não quis atendê-la alegando que estava cheio de coisas para fazer.

Contratada para Amar (EM DEGUSTAÇÃO)Onde as histórias ganham vida. Descobre agora