Capítulo Seis

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Eu tentava normalizar minha respiração quando meu celular voltou a tocar:

-Espero que esteja ligando para dizer que está com saudades, caso contrário, estou desligando.

-É claro que eu estou com saudades gata!

-Você é um belo idiota Matheus!

-Mas esse idiota está com as suas latas de spray de grafite, e é esse idiota que está indo te buscar para te levar grafitar. A onde você está mesmo? E porque está ofegante?

-Estou em uma rua perto do prédio central, me escondendo de um dos armários do colégio.

-O portal para Nárnia esta tentando te engolir? Debochou.

-Há. Há. Que engraçado! Você vai vir logo ou vai esperar o segurança me encontrar?

-Já estou chegando!

Voltei meu celular para o bolso e olhei em volta buscando algum sinal de perigo, mas não havia nada. Fechei os olhos levemente enquanto meu corpo deslizava até o chão em busca de apoio.

Eu odiava ruas como essa, escuras e desertas, era como se quando eu passasse por delas uma parte desligada de mim acendesse como um celular pifando, decidindo se vai ou fica, o problema é que se ela decide ficar, quem decide se desligar completamente, sou eu.

-Ah, qual é eu nem demorei tanto. Disse Math.

-Demorou sim, estou aqui há quanto tempo? Duas horas? Perguntei abrindo os olhos.

-Faz cinco minutos. Disse revirando os olhos e estendendo uma de suas mãos para me ajudar a levantar.

-Claro que não!

-Claro que sim! E agora vamos ou prefere esperar alguém te encontrar? Perguntou.

-Eu já estava levantando. Murmurei revirando os olhos.

Suas mãos envolveram as minhas e então ele me puxou para cima fazendo com que eu batesse contra seu peito:

-Idiota. Disse soltando um leve sorriso, enquanto batia em seu ombro.

-Já te disseram que apesar dessas mãozinhas pequenas e delicadas seus tapas e socos doem? Perguntou esfregando o lugar onde minha mão havia acertado. -Aliás, eu ainda acho que elas são a única parte delicada em você, não que esse rostinho não traga um ar angelical e doce, mas você é muito insensível e indelicada.

Revirei os olhos passando a caminhar ao seu lado:

-Na verdade ninguém chegou a reclamar comigo, o que me faz acreditar que você só esta reclamando por que é um frouxo! E eu sou um amor de garota!

-Frouxo é? Perguntou parando a minha frente.

-Isso aí. Cruzei os braços sobre o peito. - Vai fazer o que? Desafiei segundos antes de sua mão pegar minha cintura e me jogar em seus ombros.

Um perfeito saco de batatas!

-Matheus! Isso não te faz menos frouxo, apenas mais idiota! Gritei socando suas costas.

-Olha só! Disse ele.

-O que? Perguntei emburrada enquanto via os carros passarem, alguns diminuindo a velocidade quando me viam jogada sobre o ombro de um garoto com aproximadamente vinte e nove centímetros á mais que eu.

-Você fica mais fraca de ponta cabeça! Debochou.

-Há. Há. Muito engraçado!

Fiquei em silencio enquanto ele caminhava, vez ou outra perguntando se eu estava bem, até eu me cansar de responder e simplesmente o ignorar.

S.O.S Internato: A Marrenta tá na área!!!-EM REVISÃO ||LIVRO ÚNICO||Leia esta história GRATUITAMENTE!