Parte 2 - Elementar -TERRA-

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Peter Sand

Tudo se escureceu, por um momento achei que tudo era uma cilada, que Dríade na verdade era do mal e que eu agora estava morto, mas isso saiu da minha mente no momento que apareci em um pequeno monte de areia. A voz de Dríade e suas palavras ainda ecoavam em minha mente "Se você tiver a paciência da terra [...] Você está livre" notavelmente essa primeira parte refere-se a mim, só não entendi o sentido de tudo isso e como vim parar aqui.

Uma floresta com árvores altas começa a surgir. Não, não uma floresta do jeito que estou acostumado, como a floresta proibida, e sim uma selva, a palavra que pouco é falada veio em minha mente, reconheço uma selva de livros que lia, pois passava muito tempo estudando sobre plantas. A maioria das árvores são desconhecidas para mim, com poucos galhos e troncos lisos. A terra é preta e muito esponjosa, escondida por uma vegetação rasteira e muito densa e com flores de todas as cores. Apesar do sol fortíssimo me castigando por algum crime que não cometi, o ar é morno e pesado devido a alta umidade, de vez em quando uma brisa rápida vem e altera o clima por pouco tempo, o clima quente e úmido faz com que minhas roupas estejam sempre um pouco molhadas e grudentas.

Depois de passar um bom tempo observando a paisagem ao meu redor, começo a caminhar e entro na floresta cortando a vegetação densa com uma faça eu que tinha em minha bota. Já estou caminhando a bastante tempo e decido parar para sentar um pouco e é quando percebo que ainda estou com o meu arco nas costas. Alguns dias atrás Evelyn me perguntou como eu consegui quebrar uma barreira com apenas uma flecha, se nem a fúria de todos os elementos não a destruíram, eu não quis contar a ela o verdadeiro motivo então falei que todos temos um segredo, e esse é o meu.

A verdadeira história desse arco é que ele pertenceu a alguém antes. Muito tempo atrás esse arco pertenceu a Alyria, uma grande arqueira e caçadora, Melissa já falou uma vez sobre ela. Alyria era de minha família, e a história de que ela foi transformada em uma constelação é totalmente verdade, quando ela morreu seu arco foi deixado e passado de geração em geração. Porém eu fui o único que realmente o usou e o usa, descobri que além de possuir uma aljava de flechas infinitas as pontas das flechas eram feitas de um metal antigo e raro -Chamado oricalco- e eu possuo a habilidade de controlar qualquer metal ou matéria vinda da terra, e foi assim que eu consegui quebrar a barreira, mudando as moléculas do metal e transformando ele em diamante. Nunca havia falado a alguém sobre isso pois poderiam tentar tirar vantagem do modo como consigo mudar as matérias.

Ja passei muito tempo sentado, e não consigo ficar parado em um lugar por muito tempo. Levantei-me e fui subir em uma arvore para ver a parte que se estendia pelo horizonte de um morro super alto e íngreme. A árvore que escolho parece ser ainda mais alta do que as outras. Escalo pelos galhos mais firmes, mantendo-me o mais próximo possível do tronco. Quase caí da árvore, pois esses galhos que aparentemente são firmes, cedem com muita facilidade. Mesmo assim contínuo a subir, minha cabeça está doendo, mas mesmo assim contínuo a subir porquê há algo que preciso ver. Quando me agarro em um tronco não muito mais largo que um poste, balançando o corpo para frente e para trás na brisa úmida para me manter equilibrado.

Do ponto precário de observação em que me encontro, consigo ver todo o formato do lugar onde me encontro pela primeira vez. No topo, bem lá em cima, pode-se ver algo como um formato de uma mão ardendo em chamas, logo abaixo, algo que parece uma cabeça com pequenos e grandes furacões em seu topo, logo abaixo da cabeça, onde em uma pessoa equivaleria ao peito estão cavernas escuras com algumas coisas que não consegui identificar saindo dela, um pouco abaixo do peito tinha um grande buraco dourado. Em baixo do buraco uma grande cachoeira caía sobre um gigantesco lago, e atrás da cachoeira se estendia uma caverna infinita. Também tem o lugar onde estou, que seria uma parte das costas dessa coisa, só que mais para o lado (Porque eu já tinha caminhado um pouco antes). Olhei novamente para o buraco dourado, decidi que é para lá que devo ir, pois não vejo outra opção.

Fui descendo da árvore cautelosamente para não correr o risco de cair e me machucar, mas foi em vão, quando eu estava bem perto de chegar em terra firme, o galho que eu estava quebra e eu caio de costas no chão. Levantei-me verificando se havia me machucado ou algo do tipo, felizmente não. Então finalmente como sabia o destino que iria tomar, peguei um pouco de água, umas frutas que encontrei em uma árvore e voltei a caminhar. Dessa vez sem pausas, sem interrupções, só irei parar quando chegar ao meu objetivo.

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