Capítulo Três

155K 9K 4.4K

— Chegamos! —Disse minha mãe abrindo um largo sorriso que dizia claramente:

"-Finalmente vou me livrar de você, otária!"

— Yup... —Comemorei falsamente.

— Vou procurar a diretoria querida, vá conhecer o lugar, fazer amigos, divirta-se!—

— É, vou aproveitar minha camiseta ds fazer amigos e ver se acho uma porta para Nárnia, ou para o inferno, quem sabe? Talvez eu encontre alguém que acha o inferno tão empolgante quanto esse lugar. —Disse irônica. — Ah, e já pode parar com isso de querida não tem ninguém nos olhando.— Disse saindo.

                                                                         ...

Cinco minutos! Estou aqui há cinco minutos e já quero sair correndo. É tudo tão calmo que me irrita, até mesmo as paredes exalam uma calma estressante.

— Droga garota, olha por onde anda.— Reclamou um garoto irritado

Acho que as coisas não são tão calmas assim!

— Ora, não reclame seu idiota, sou eu quem está no chão.— Falei irritada tentando me levantar.

— Eu não tenho culpa se você não presta atenção por onde anda. —Murmurou.

— Ah, então a culpa é minha? —Perguntei encarando seus olhos castanhos.

— Sim, agora sai da minha frente.— Mandou tirando alguns fios loiros dos olhos.

— Dê a volta, eu não saio daqui! —Disse firme cruzando os braços com um sorriso desafiador.

— Pois então vamos ficar os dois aqui, pois não pretendo dar a volta.— Disse ele dando um passo a frente enquanto cruzava os braços sobre o peito.

— Posso saber que merda está acontecendo aqui?— Perguntou uma garota se aproximando enquanto soltava seu cabelo ruivo de um rabo de cavalo apertado.

— Claro. —Falei. — Que não!

— Dan? —Sugeriu para o garoto parado em minha frente, com os olhos fixos nos meus.

— Não está acontecendo nada Viviane! —Murmurou revirando os olhos. — E mesmo que estivesse não seria da sua conta.— Disse ele.

— Amor, eu sei que ficou bravo com o que eu fiz semana passada, mas você sabe que eu te amo.— Disse ela se pondo entre nós dois ignorando completamente minha presença.

Eu ja mencionei o quanto odeio ser ignorada? Não que eu seja alguma garota desesperada por atenção ou algo do tipo, na verdade, quanto menos atenção melhor, o que é difícil quando você é como o barulho em meio a uma sala completamente silenciosa. Porém, ser ignorada não é legal.

Enquanto assistia aquela cena patetica, pude notar algo naquele garoto, ele me trazia certa sensação de familiaridade, como se eu já o conhecesse antes.

Cortando meus próprios pensamentos me intrometi:

— É, odeio estragar a DR, mas não temos outra solução para acabar com essa merda.—Disse olhando para eles. — Você.— Apontei para a ruiva que me olhou com desdém. — É patética, ele está pouco se fodendo para o que você fez ou deixou de fazer na semana passada, qualquer pessoa nota isso, mesmo que esteja a quilômetros de distância, e se você o amasse não teria feito o que fez. —Completei.

— Quem você... —Começou ela.

— Eu ainda não terminei, portanto não me interrompa. — E você -apontei para o garoto. — Fique longe do meu caminho. Felicidades ao casal! —Desejei cínica voltando a caminhar.

S.O.S Internato: A Marrenta tá na área!!!-DEGUSTAÇÃO ||LIVRO ÚNICO||Leia esta história GRATUITAMENTE!