10.

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"Quem é?" Perguntei, meia que assustada com a situação. Tinha tantas curtas questões no meu subconsciente (como "Porquê?" ou "O que se passa?"), mas parecia impossível ouvir uma resposta. "Vou voltar a perguntar, quem está com o telemóvel da minha mãe?"

Encaro a Christine sentada á minha frente, também a olhar, desconfiada, para o dispositivo.

"Luanna?" A voz masculina murmurou, com uma certa e inesperada alegria, curiosidade e esperança; que nem eu própria sei como reconheci tantas emoções.

"Conheço-o? Ou enganei-me no número?" Estou confusa.

"Não, não, peço desculpa! A sua mãe falou-me tão bem de si, mal posso esperar para a conhecer. Ela está a tomar banho, pediu para atender pois pensou que fosse uma tal de Lillian, amiga dela (?) mas pelos vistos não é nenhuma Lillian. Chamo-me George. George Pattinson."

Imaginava-me em frente á casa da minha mãe, a cumprimentar este tal de George; talvez seja um advogado da minha mãe, o jardineiro, o empregado... Talvez até seja um jovem bem girinho ou então.....

"Estou num relacionamento com a sua mãe. Acho que nos devíamos conhecer, não?"

O NAMORADO?! N-A-M-O-R-A-D-O!

Agora, já me imagino a cumprimentar um desconhecido, no mesmo sítio de há bocado, com voz fina, homem de negócios e a dizer "Podes chamar-me Pai."; aí eu negava e ele, acrescentava mais cliché á sua fala e pronunciava "Então, podes tratar-me por George ou Pattinson. Ou George Pattinson.".

"Eu... Eu... Não." Murmuro, bem baixo, que acho que o senhor agora apelidado, nem ouviu. Limitei-me a desligar a chamada.

Os meus olhos erguem-se de forma a ver a Chris com um sorriso animado nos lábios. Levo as minhas mãos aos meus cabelos e puxo-os sem força, enervada com a situação. Os meus olhos vidrados expressavam o quanto me custa acreditar que a minha mãe já ultrapassou a morte do marido que nem há meio ano partiu e que quase todos os dias é notícia na cidade. Tinha mesmo que saber deste jeito tão desajeitado? Tão constrangedor?

"Porque é que estás a sorrir? O momento é assim tão bom? Não percebes?" Murmuro, sem conseguir olhar a minha própria amiga nos olhos com a humilhação.

"Luanna, porque é que estás a reagir assim?" Ela pergunta, com toda a ignorância e ironia de sempre. "Estou a sorrir por que estou feliz pela tua mãe, coisa que também devias estar. A tua mãe está feliz com um namorado, e tu sabes melhor que eu, que ela não se entrega assim tão facilmente a alguém. Julguei que estavas com medo que ela não ultrapassasse a morte do teu pai, porém, conseguiu; quem não está a conseguir és tu. Não sejas egoísta com ela. É tua mãe. Merece amar e ser amada, e tu precisas de estar do lado dela, não contra ela. Tudo bem que foi talvez, a pior chamada que algum dia tive conhecimento mas, o Sr. Pattinson foi bastante simpático. Tenta só conhecê-lo, isso será saudável para a tua família!"

Ajeito os meus cabelos com os dedos, assim que termino de ouvir as palavras da Christine que, tinham a sua razão. Talvez, realmente esteja a ser egoísta, não autorizo a minha mãe a seguir com a sua vida amorosa.

"Eu... Tenho..." Porém, sou interrompida pelo Harry a entrar com o pequeno Tom e o namorado da rapariga sentada á minha frente.

Suspiro, esboço um curto sorriso e abano a cabeça negativamente. Estico os meus braços ao Tom, para ele vir para o meu colo, e ele correu até á minha silhueta, abraçando-a, e após tal ato carinhoso, sentou-se nas minhas coxas.

Teen(ager) - h.s {sequela TM}Leia esta história GRATUITAMENTE!