Capítulo 39

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Nina Novaes.

17 de março. Sábado. 07h23.

Sinto um baque em minhas costas e acordo num grito, assustada. Quando vou virar de barriga pra cima, sinto outro baque ainda maior.

– Mas que merd...

– FELIZ ANIVERSÁRIO, FELIZ ANIVERSÁRIO, TUTUTU, PARABÉNS PRA VOCÊ! – giro a cabeça pro lado só para confirmar Sofia e Marcelo jogados em cima de mim cantando.

– Porra! Vocês pesam, seus babac...

– PARABÉNS AMOR DA MINHA VIDA! – Sofia me corta aos gritos e nem parece que ouviu minhas reclamações. – NEM SEI EXPLICAR O QUANTO AMO VOCÊ, SUA INSUPORTÁVEL!

– Não chama ela assim, insensível – Celo diz a empurrando de cima de mim e me esmagando num abraço. – Essa doutora merece muito carinho hoje.

Arqueio uma sobrancelha pra ele estranhando seu comportamento e ele joga a cabeça pra trás numa gargalhada.

– Por que eu não consigo mentir pra você? Você é mesmo muito insuportável!

– Tá, tá, larga ela Celo! Quero esmagar essa gordinha também.

– Ei, gordinha não! – digo me desvencilhando de Marcelo para ser agarrada por Sofia.

– É gordinha, mas é uma gordinha gostosa, Ni – Celo faz graça e eu consigo alcançá-lo para dar um soco em seu peito, ao que ele logo segura minha mão e a morde.

– Vocês estão lembrados que já me deram parabéns hoje a meia noite, certo?

– Pelo whatsapp não tem graça, Ni. Aliás, parabéns meu amor! – Marcelo fala vindo entrar no meu abraço com Sofia. – Tenho muito orgulho de você e a cada dia que passa isso só cresce ainda mais.

– Ai, que fofo – digo já sentindo meus olhos cheios de lágrimas. Ele me olha com uma careta engraçada e beija minha testa.

– Se você chorar eu também choro, Ni – Sofia diz fazendo beicinho.

Me sento na cama fazendo um coque desajeitado nos cabelos e respirando fundo para não chorar por meia dúzia de palavras bonitas.

– Vocês são os irmãos que eu não tive, fala sério!

– É, mais ou menos... – Sô diz com uma voz engraçada cerrando os olhos para Celo.

– Que foi? – ele pergunta.

– Irmãos não transam!

– Argh, Sofia! – resmungo jogando um travesseiro nela, que cai de costas na cama e começa a gargalhar. Celo a acompanha, dando um toquezinho com as mãos com ela.

– Tempo bom aquele – ele diz divertido e eu arregalo os olhos pra ele, que ri ainda mais. – Brincadeira, Ni. Você não faz mais meu tipo.

– Ah, é? E quem faz seu tipo? – pergunto levantando uma sobrancelha e ele assobia.

– Você é boa em inverter o jogo! Sai fora, doutora.

– E você é um chato – mostro a língua, cruzando os braços.

– Ok, ok, chega de melação por enquanto. Você – Sofia aponta pra mim, já se levantando e ajeitando a roupa amassada – vai ajeitar essa cara e você – aponta para Marcelo – vem comigo fazer o café da manhã para a aniversariante.

Bato palminhas empolgada e me levanto, indo em direção do guarda-roupa para vestir algo mais digno do que a camiseta de Alex que havia ficado no meu apartamento. Eu insistia em vesti-la.

Anjo (COMPLETO)Leia esta história GRATUITAMENTE!