Máquina mortífera

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Para quem quer saber se Rafael ganhou ou não o furão, ele conseguiu esse feito. Mas sua comemoração com isso acabou com uma Lia com um puta medo de cair do colo de um louco e quase afogando Lange no lago que tinha ali perto. E não, não foi que nem aqueles filmes românticos que o cara vê a feição triste de sua parceira e imediatamente dá seu prêmio para ele, ao contrário disso, o loiro riu muito da minha cara, o que me fez levantar novamente a ideia de o afogar no lago.

- Agora que você conseguiu seu precioso furão... - fui interrompida, céus, vou esganar esse garoto de olhos azuis que no momento estão brilhando tão intensamente.

- O nome dele é TARRASQUE, tudo maiúsculo. - Rafael enfiou a pelúcia na minha cara.

- Tudo, agora que você ganhou seu precioso TARRASQUE - fiz questão de levantar o tom de voz ao falar o nome do furão -, podemos ir na montanha russa?

Nem esperei ele abrir a boca e falar alguma coisa, peguei sua mão e fui o guiando entre as diversas pessoas que estavam no caminho até a fila da montanha russa. A fila estava grande, sabia que teríamos que esperar algum tempo aqui. Comprei pipoca para nós dois, o senhor que estava cuidando do 'carrinho' era tão gentil. Puxava conversa o tempo todo, não me incomodei se era um pouco lento. Quando voltei, Lange estava tirando foto com algumas garotas. Esperei elas se afastarem antes de me aproximar dele.

- Inscritos? - perguntei e logo Rafael roubou o saco de pipoca, protestei. - Ei!

- Eu estou com fome, não me culpe. - ele se encostou em uma barra de ferro que foi usada para organizar a fila. - Sim, elas me viram e pediram uma foto.

- E parece que uma delas deixou uma marca no seu rosto. - resmunguei quando percebi a marca de batom rosa na sua bochecha. Ele tentou limpar com a mão mas só estava piorando a situação. - Vem cá.

Me aproximei do loiro, o fato dele estar apoiado no ferro facilitou o meu trabalho. Ele é realmente muito alto. Passei a mão em sua bochecha buscando tirar o mais rápido possível a marca de batom. Olhei para o lado e vi que em poucos minutos chegaria nossa vez no "brinquedo mortífero", como disse Rafael. Senti seus braços enlaçarem minha cintura, trazendo meu corpo mais perto do seu. Seu rosto estava tão próximo do meu.

- Aquele cara está olhando demais para sua coxa. - Rafael sussurrou em meu ouvido, meu corpo todo no momento estava arrepiado. - E eu não gosto disso.

- O que você vai fazer a respeito?

- Mostrar que ele é um Zé ninguém e que você é boa demais para ele. - isso fez todas as esperanças dele tomar alguma atitude sobre o assunto murcharem dentro de mim. - E além do mais, você já tem alguém muito lindo, gostoso e sem cheiro de maconha ao seu dispor.

- Tem certeza?

- Sim, tenho totalmente certeza disso. - nossos lábios se tocaram o que fez uma corrente elétrica percorrer pelo meu corpo. Suas grandes mãos agarraram minha cintura colando seu corpo ao meu. No momento, não pensava no ambiente que estava cheio de crianças ao redor. Pensava só em quanto estávamos próximos e em como, em tão pouco tempo, Rafael Lange entrou na minha vida e fez uma bagunça total dentro de mim. Fomos interrompidos quando tinha chego nossa vez na montanha russa.

Depois de sentarmos e chegar se estávamos seguros, em poucos segundos o brinquedo começou a andar. Algumas crianças começaram a gritar antes mesmo de começar a parte radical, e, com vergonha de admitir, Rafael era um deles.

Seu grito fino e agudo me fazia querer enfiar qualquer coisa em sua boca, não dava nem para comparar com seus vídeos. O loiro abraçava sua nova pelúcia, o furão denominado TARRASQUE. Bem, pelo menos eu não tinha chances de morrer esmagada.

Clouds → Rafael Lange | CellbitOnde as histórias ganham vida. Descobre agora