Capítulo 22 - Além da Máscara

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Muito obrigada a quem está lendo comentando, comentando e dando estrelinhas. É por vocês que continuo postando. Nas últimas semanas, passei a postar somente uma vez por semanas, isso em grande parte é pela correria, assim que as coisas derem uma melhorada, espero postar, 2 vezes por semana como no início.

Além da Máscara

"Agora que a terra é redonda

E o centro do universo é outro lugar

É hora de rever os planos

O mundo não é plano, não pára de girar

Agora que o tempo é relativo

Não há tempo perdido, não há tempo a perder

Num piscar de olhos tudo se transforma

Tá vendo? Já passou, mas ao mesmo tempo

Fica o sentimento de um mundo sempre igual

Igual ao que já era de onde menos se espera

Dali mesmo é que não vem

Agora que tudo está exposto

A máscara e o rosto trocam de lugar

Tô fora se esse é o caminho

Se a vida é um filme, eu não conheço diretor

Tô fora, sigo o meu caminho

Às vezes tô sozinho, quase sempre tô em paz

Num piscar de olhos tudo se transforma

Tá vendo? Já passou, mas ao mesmo tempo

Esse mundo em movimento parece não mudar

É igual ao que já era de onde menos se espera

Dali mesmo é que não vem

Visão de raio-x, o x dessa questão

É ver além da máscara além do que é sabido

Além do que é sentido, ver além da máscara"

Humberto Gessinger

Eram três paraquedas, destinados a Bishop, Lisbeth e Lyra. Somente eu e Asriel não ganhamos um. Mas eu já tinha recebido um nesse dia, então só o carreirista não havia ganhado presentes ainda.

Entramos na casa, e os três começaram a abrir os seus embrulhos. Notei que o rosto de Lyra e Asriel tinham arranhões, esse último ainda estava com a mão cortada, mas não parecia grave. Falei com a garotinha, que me contou que eles tiveram de fugir de uma carreirista. Em certa etapa, chegaram a ficar cara a cara com ela. Mas Asriel usou a espada, conseguiu atordoá-la e os dois fugiram. De certa forma, ele tinha salvado a vida de Lyra. E eu fiquei agradecida por isso.

O via em um canto. A sala era iluminada por velas, então não conseguia enxergar muito bem. Mas ele estava triste, tentava disfarçar isso. Lyra ficou feliz com o seu presente, ela recebera um pão grande, uma rosca doce, segundo ela a sua preferida. Lisbeth ganhara uns fios e fusíveis que ela pretendia usar no carro. E Bishop uma luva, que o facilitaria manusear o machado. Já Asriel nada. E eu pensei no que ele deveria estar sentido e no que poderia ter acontecido. Aquilo não era justo... Falei com Lyra. E pensamos numa forma de animá-lo. Me sentei ao lado do nosso pescador, puxando conversa:

– Um grande dia para gente, não?

– Sim- ele me deu um sorriso amarelo.

– A glória também é sua, sabia?

–É verdade.

– Eu entendo, todos receberam presentes, menos você. Mas essa vitória é tão sua quanto nossa- continuei e ele riu – Você atraiu os carreiristas, lutou contra um deles e salvou Lyra. Obrigada, sem você isso não teria dado certo.

O jogo da vingança (completo)Onde as histórias ganham vida. Descobre agora