03 - Jantar

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Havia um vestido ideal para o momento. Ele era preto, nas laterais faixas brancas. Decote tanto na frente, quanto atrás.

Não queria parecer uma garota de programa, por isso estava com decotes comportados.

Procurei por uma peruca que parecesse natural, de cor castanho escuro, a maquiagem era suave.

Como não estava com vontade dirigir, liguei para o único táxi que eu confiava e sempre me levava para os lugares que eu desejava.

Havia algumas pessoas no restaurante, procurei por alguém e logo um recepcionista pediu pelo meu nome, levando-me até a mesa desejada.

— Boa noite senhorita. — O senhor fez questão de puxar a minha cadeira para que eu pudesse sentar.

— Quanta gentileza, obrigada. — Agradeci.

— Aqui está o seu dinheiro. — Entregou um pequeno envelope, onde iria deixar para conferir mais tarde.

— Conte um pouco sobre o seu filho. — Pedi.

— Ele se chama Alan, tem vinte e quatro anos, mora em um apartamento que eu pago e trabalha na minha empresa de construção, como construtor civil. — Explicou.

— E por que o senhor quer que eu faça seu filho se apaixonar por uma mulher como eu? — Perguntei.

— Alan está velho e precisa criar responsabilidades. — Respondeu. — Esses dias me fez pagar dez mil reais por erros em um projeto, sabe por que? Estava com ressaca e não conseguiu fazer nada direito.

— Você é um pai vingativo. — Comentei.

— Não. — Negou com a cabeça. — Só quero o que é melhor para ele.

Havia algumas dúvidas na minha mente, o que aconteceria caso o seu filho descobrisse? Por mais que segundo ele, apenas nós dois iríamos saber sobre o tal contrato.

— Você não imagina o que pode acontecer caso Alan descobrir sobre esse contrato? — Perguntei.

— Ele não irá descobrir. Pelo menos não por mim. — Enfatizou, insinuando que eu poderia deixar escapar alguma coisa sobre o assunto.

Enfim ele me entregou o esperado contrato, havia duas páginas. A primeira falava sobre o que realmente era o principal objetivo de fazer Alan ficar mais responsável. A segunda era alguns pontos que em particular que eu deveria seguir.

O casamento deve durar no mínimo seis meses e no máximo um ano.

Pode acontecer relações entre ambos, mas não fora do casamento (mesmo que ele não saiba).

Depois do casamento acontecer, você não poderá mais trabalhar como acompanhante, apenas com o fim do mesmo.

Em hipótese alguma se apaixone.

Esses pontos foram os que mais me chamaram a atenção. Não que eu estivesse interessada no seu filho, principalmente pelo fato de nem conhecê-lo, mas era um pouco estranho. Precisaria aprender a conviver com o mesmo.

— Quando irei conhecê-lo? — Perguntei.

— Amanhã terá um evento na minha casa, durante à noite, muitas pessoas da empresa, irei colocá-la na mesma. — Respondeu.

Contratada para Amar (EM DEGUSTAÇÃO)Onde as histórias ganham vida. Descobre agora