Eu vou correr esse risco

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– Porque saiu do quarto? - Ele me perguntou quando finalmente tinha a certeza que estávamos sozinhos.

– E-Eu..não sei...eu não...- eu comecei a chorar descontroladamente de novo me deixando cair sentada na cama agarrada no sobretudo dele.

– Hey, calma, Swan. Está tudo bem agora. - Ele se sentou do meu lado e me abraçou forte.

Eu estava muito cansada com aquilo tudo, o que mais me apetecia era me atirar ao mar e nunca mais voltar.

– Killian...porque você tem tanta dor no olhar?

–Quer mesmo saber?

Eu assenti e ele suspirou me abraçando mais contra o corpo dele.

– Há uns anos atrás eu senti pela primeira vez o sabor doce do amor e o sabor amargo da dor, quase tudo ao mesmo tempo. Eu me apaixonei por uma mulher linda, para mim ela era perfeita, eu até pensei deixar a vida de pirata por ela, mas ela trocou as minhas voltas e decidiu se juntar a mim na Jolly Roger. Vivemos aqui 4 anos, eu acho, mas um dia, tal como hoje, Barba Negra atacou meu navio e lhe fez exactamente a mesma coisa que fez a você, mas eu não a consegui salvar e ele a matou bem na minha frente...Confesso que entrei um pouco em pânico quando vi que isso estava acontecendo de novo. - Ele deu um risada abafada e olhou para o chão.

Ver ele daquele jeito cortou o meu coração. Ele podia ser um pirata, mas tinha o direito de ser feliz como todos os outros.

Então...essa é expressão de dor de um homem que perde a mulher que ama? Os homens que eu engano ficam com essa expressão?

– O que o Barba Negra quis dizer com "encantar"? - Ele questionou interrompendo os meus pensamentos.

– Digamos que estar comigo é perigoso. - Disse sussurrando no ouvido dele.

– Acho que estou disposto a correr esse risco. Perigo é o meu nome do meio. - Ele disse levantando a cabeça e me puxando pela cintura para ficar ainda mais perto dele, joguei meus braços no pescoço dele e os nossos rostos foram se aproximando para um beijo.

Começou só por ser um toque suave, um selinho, mas rapidamente ele pediu passagem com a sua língua, e com esse movimento eu o envenenei. Emma Swan leva sempre os seus objectivos até ao fim, sejam errados ou não.

Sua mão afastou o sobretudo com que eu ainda estava coberta e acariciou as minhas costas lentamente, tocando a minha pele nua, levei minhas mãos para a nuca dele para aprofundar mais o beijo.

Nossas respirações se sincronizaram e eu senti o meu coração bater mais rápido, então ele me deitou na cama ficando em cima de mim e nossas bocas se separaram.

Ele percorreu todo o meu pescoço dando pequenas mordidas que arrancavam suspiros da minha garganta, preliminares desse jeito eram realmente gostosos principalmente quando eu senti o toque frio do gancho do capitão percorrer a minha coxa e o meu ventre.

Ele tocou meus seios com cuidado, um humano estava me levando, pela primeira vez, à loucura, e nós mal tínhamos começado, ele passou a língua no meu seio o que me fez gemer como nunca antes, eu estava realmente me entregando.

Comecei a tactear o seu peitoral procurando algo onde pudesse abrir aquela camisa, mas não havia jeito, então eu a rasguei com toda a força que consegui arranjar no momento. Deslizei minhas mãos pela sua pele quente onde depositei alguns beijos e logo coloquei minhas mãos na calça dele a rasgando igualmente e eu ia passar para a acção quando eu senti ele me empurrar contra a cama me prendendo entre o colchão e o seu corpo perfeito.

– Tem certeza? - Ele perguntou com uma voz doce e sedutora.

– Nunca tive tanta certeza de nada na minha vida, capitão. - Com essa frase ele se inclinou e deu um rápido beijo nos meus lábios.

Enquanto ele beijava o meu pescoço a sua mão acariciava a minha intimidade e a forma como ele estava entrando no meu jogo só me fazia querer mais. Então ele me penetrou com um dedo, eu nunca tinha estado tão molhada em toda a minha vida...pelo menos não naquele sitio, visto que eu passava a minha vida na água.

Ele se aproximou das minhas pernas e as afastou um pouco mais de uma forma muito gentil e então, finalmente, eu pude senti-lo dentro de mim, ele me penetrou devagar e com cuidado enquanto beijava o meu pescoço e eu arranhava as costas dele sentindo o seu sangue nas minhas unhas, ele ia aumentando a velocidade e consequentemente eu ia gemendo mais alto, gemidos que eu tentava abafar mordendo o pescoço dele, mas era impossível, ele era incrível, ele estava prestes me levando no clímax, coisa que nunca nenhum dos outros conseguiu, coisa que eu estava fazendo com ele também.

Já se tinham passado longos minutos, se não horas, eu e ele já tínhamos chegado ao clímax mais que três vezes quando alguém bateu na porta.

Ele olhou fundo nos meus olhos me deixando um tanto envergonhada. Ele abriu um sorriso encantador nos lábios e selou os mesmos nos meus lábios com um beijo apaixonado.

– Eu tenho que ir, amor. - Ele disse se soltando de mim e abrindo o armário para pegar uma outra roupa.

Ele se vestiu rapidamente enquanto eu me deitava mais confortavelmente na sua cama me cobrindo com lençol, lençol que ele aconchegou no meu corpo como se eu fosse uma criança depositando de seguida um beijo na minha testa.

– Até logo, Swan. - Ele disse se afastando.

–Até. - Fiquei uns minutos ali deitada.

Quando tive oportunidade me levantei enrolada no lençol e sai do quarto sem que nenhum deles visse me atirando para o mar de seguida.

Ver o Jolly Roger se afastar me magoou um pouco, mas eu não podia fazer nada, o trabalho estava feito.


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