Capítulo 50.

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Alice.

     Chamo as vagabundas - Allana, Beatriz e Karol - pra irem pra casa comigo e..

— Amiga vamos curtir a festa, ta cedo ainda, só volto pra casa de manhã. — Allana diz e as duas "Marias vai com as outras" concordam.

— Não to com vontade de "curtir"— Faço aspas com a mão.

— Você parece uma velha de 80 anos, Alice. Credo !— Bia diz.

— Daqui a pouco vai querer acordar as 6h00 da manhã pra varrer a calçada. — Ela diz e a gente olha pra ela.— Credo.— Bate na madeira.

— Qual é? Minha avó fazia isso!— Respondo cruzando os braços.

— Sua avó tinha 97 anos, não sei como ela conseguiu sobreviver isso tudo.— Beatriz diz.

— Varrendo a calçada. — Respondo e elas reviram os olhos JUNTAS.— Será que da pra parar de fazerem tudo juntas..

— Tipo..?— Karol pergunta.

— Tipo falar juntas, revirar os olhos juntas, concordarem juntas.. Irrita.— Falo e elas riem.— Tipo agora.. Ah, to indo.

— Vai lá velhinha.— Allana diz e eu mando o dedo do meio pra ela.

— Vai se foder, Allana.— Ela ri.

— Daqui a pouco quem sabe, mas não sozinha.— Ela diz rindo e eu olho pra ela com cara de nojo.

— Ecaa!— Falo e elas riem.— Fui.

— Se cuida, em.— Bia diz.

— Vocês também, nojentas.— Digo.— Beijos de luz.— Falo rindo e elas também
     Começa a chover, vejo um taxi vindo, e quase caio no chão tentando pegar ele. Se a Allana visse esse "pegar" já iria pensar malícia, Jesus! Consigo pegar o taxi. Vejo as gotas da chuva caindo sobre o vidro e me lembro do quanto eu gostava de apostar corrida entre essas gotinhas. Minha infância não foi das melhores, mas sinto saudades. Chego em casa, tomo banho visto meu pijama e durmo. Acordo com alguém mexendo na porta e logo depois o Davi entra.. Chorando?!

— Alice não fica brava comigo por favor.— Ele chora. Meu Deus, q merda é essa?

— Que??— Pergunto e ele chega perto de mim.

— Esquece aquilo que aconteceu na praia..— Ele diz e eu sinto o bafo de álcool.

— Davi, você ta.. Bêbado.— Me levanto.

— Davi, Davi a Alice ta dor..mindo.— Beatriz aparece na porta e me vê acordada.

— Bia, fala pra ela que eu não fiz nada.— Ele se vira pra ela e eu sinto vontade de rir. Mas me contenho.

— Davi, amanhã vocês conversam...— Bia diz.

— Não, eu não vou dormir.— Ele diz.— Alice me perdoa, mesmo que eu não tenha culpa.— Ele pega no meu braço e eu começo a rir.

Senhor, me ajuda.

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