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Laís narrando

Tudo estava pronto para buscarmos Valentina no hospital e irmos para a casa da praia dos meus pais.

Quinta-feira havia chegado rapidamente, o que foi ainda melhor, já que todos estávamos ansiosos para levá-la conosco.

Arthur resolveu que iríamos em seu carro, que na verdade era da dona Margott, mas como a mesma não utilizava, ele pode pegar emprestado por alguns dias.

Outro fato que contribuía, era que sua mãe trabalhava para os meus pais, ou seja, estaria inclusa na nossa viagem.

Bernardo não estava querendo sossegar, então, em vez de eu ir no banco da frente, precisei sentar atrás com ele.

O bom é que meu filho sempre estava de bom humor, mesmo pela manhã. Esperava que Valentina estivesse bem para viajar, caso contrário, todos teríamos que voltar para casa.

- Vai ser tão bom estar com os nossos pequenos. - comentou, prestando a atenção no trânsito.

- Será que ela vai estranhar o ambiente? - perguntei preocupada.

- Tudo ficará bem. - respondeu. - Ou esqueceu que a nossa filha é uma guerreira?

Quando ele falava nosso ou nossa dava uma sensação de estar juntos novamente, o triste é que essa sensação não passava de alguns minutos.

Cerca de meia hora após sairmos de casa, conseguimos chegar ao hospital. Duas ambulâncias em alta velocidade atrapalharam o trânsito, está certo que é permitido e que é necessário. O problema é que muitas pessoas não sabiam a maneira como agir diante disso e acabavam criando alvoroços.

- Finalmente vocês chegaram. - a doutora estava saindo da sua sala com algumas folhas em mãos.

- Muito trânsito lá fora. - reclamei.

- Está certo. - concordou. - Então, estão ansiosos para a viagem? - perguntou, acompanhando-nos na sua sala.

- Muito. - Arthur concordou, com Bernardo em seu colo.

- Irei lhe entregar algumas listas para você. - avisou. - Quero que leia atentamente o que pede cada uma delas e caso tenha dúvidas me pergunte. - explicou.

Analisei todas as listas como foi pedido, uma era sobre os ambientes em que Valentina poderia frequentar, outra sobre o que poderia ingerir e a ultima com uma lista de medicamentos e horários que teriam de ser dados.

- Tem mais alguma coisa? - perguntei, guardando as folhas na minha bolsa.

- Os remédios ficaram por minha conta. - a médica anunciou. - Portanto, quando vierem entregar a Valentina, será entregue uma sacola com todos eles. - explicou.

- Caso aconteça algo com ela, devo levá-la em um hospital mais próximo ou aqui? - perguntei.

- Acredito que seja melhor levá-la no hospital mais próximo, assim eles irão transfiri-la para cá de maneira mais rápida e eficiente. - respondeu.

A doutora apertou em um botão do telefone que estava em sua mão, não consegui entender bem o que ela disse. A ultima parte mais clara, dizia que era para trazer nossa filha.

Nós aguardávamos ansiosos o momento em que ela chegaria, por mim já estávamos na praia, mas era necessário ouvir atentamente todas as recomendações para o bem estar da pequena.

- Oi amor da mamãe. - beijei ela, assim que a mesma foi colocada em meus braços.

- Agora vocês estão dispensados. - a médica avisou. - Quando precisar, não esqueça que pode ligar a qualquer momento. - avisou.

02 - O que é que tem? - O ReencontroOnde as histórias ganham vida. Descobre agora