Fui deixar a Manu muito cedo na casa dos meus pais. Tinha acordado bem naquela manhã. Não sei, tive a impressão que o dia hoje seria bom. Coisas boas iriam acontecer.

Já tinham se passado seis dias. Cento e quarenta e quatro horas da mais pura agonia. Não consigo falar com ele de maneira alguma. Ligações que ele não atendia. Ele me mandava mensagens, me pedindo um pouco mais de tempo para pensar.

Queria tanto saber notícias dele que até pedi para a Carol me falar algo sobre ele. Qualquer coisa. Mas ela me dizia que ele passava o dia no escritório, não saia e vinha direto para casa. Não sei se ficava feliz ou triste em saber disso.

Ele não compartilhava muita coisa com ela, certa que a Carol me falaria. Ela disse que ele parecia bem triste e pensativo, e eu morria de vontade todo momento de ir até o hotel e falar com ele. Mas ele disse que falaria comigo. E ele nunca quebrou suas promessas.

Aquela espera estava me matando. Resolvo então que vou ir falar com ele eu mesma. Decidida resolvo que o meu dia não vai ser bom porque coisas boas vão cair no meu colo, vai ser bom porque eu vou atrás dessas coisas boas.

Faço um café da manhã que desde o começo da semana, e como com vontade. Depois de arrumar a confusão que eu chamava de cozinha, eu fui arrumar o meu quarto que estava uma verdadeira bagunça. Meu apartamento estava parecendo a confusão que eu tinha na minha cabeça. E quando eu o organizei, meus pensamentos também entraram nos eixos.

Retirei o medo e a insegurança que estavam debaixo do tapete e os joguei fora.

Vou falar com o Samuel hoje e colocar tudo em panos limpos. Mas não sem antes tomar um banho, a faxina no apartamento me deixou suada.

Tomo um banho demorado e lavo bem meus cabelos. Seco com cuidado e os deixo soltos. Procuro no meu armário uma roupa confortável. Acabo escolhendo um vestido branco que era um pouco mais colado que o de costume. Faço uma maquiagem leve e calço uma sapatilha prateada antes de pegar minhas chaves e bolsa e sair de casa.

Sei que estava quase perto da hora do almoço, mas eu estava tão ansiosa para falar com o Samuel que nem consegui sentir fome. As mãos apertando o volante com força e suando como nunca. Eu estava uma pilha de nervos.

Mas e se ele não estiver lá?

Para não correr riscos eu ligo para a minha melhor amiga.

- Alice! Tudo bom amiga? - Carol fala animada.

- Ah, estou muito bem, obrigada por perguntar. Você está em casa?

- Estou sim, saindo da garagem, mas vale... Por que?

- Oh, não sei se vai ter como você saber, mas por acaso sabe se Samuel está por aí?

- Sim, o carro dele está aqui na garagem, e escutei a voz dele quando passei perto do escritório dele... Agora quem está perguntando o motivo dessas perguntas sou eu dona Alice... Estou escutando buzinas ao fundo?

- Sim...

- Você está vindo para cá não está?

- Sim.

- Ótimo amiga! Finalmente um de vocês vai fazer alguma coisa, não aguentava mais ver vocês dois separados assim... Vá lá pegá-lo amiga!

- Você libera a minha entrada? Tenho medo de chegar aí e sei lá...

- Claro Alice, nem precisa pedir duas vezes...

- Pois ótimo, questão de dois minutos eu chego.

Amor na Segunda VoltaLeia esta história GRATUITAMENTE!