Capítulo 19 - Foi a melhor coisa que ja me aconteceu

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No centro da floresta Dodge anda a procura por eles, Alan e Jeane que porventura agora se unirão para adquirirem o livro. Distanciado Dodge nota uma pequena cabana semelhante à dos índios, opta-se por correr até lá. A mulher ruiva minuciosamente trajada vistosa com sobretudo preto e saltos altos, abre a porta.

—Quando podemos agendar nosso próximo encontro? —pergunta Dodge.

—Encontro? —A mulher rir.

—Eu fiz a minha parte, eu ajudei matar John e meu pai. Eu entreguei o livro a vocês e vou fazer parte do castelo. —Diz Dodge bravo.

—Senão o que? Irá nos entregar? Você acha que eles vão te perdoar príncipe? Acha mesmo que eu te chamaria aqui se não tivesse um plano de executa-lo. —Explica a moça.

—NÃO! ISTO É INACEITÁVEL! TEMOS UM TRATO! —Grita Dodge.

—Sim nós tínhamos até eu descobrir que você não é filho de Joe. Veja bem ele te esculachou e te tratou como devido lixo durante toda a sua vida por uma única razão, não se importar com você, pois não é filho dele. Eu vi John morrer no fogo e seu pai simplesmente se transformou em lobo, ou seja, o tempo inteiro ele manteve segredo de que era um híbrido, e foi então que Vitória usou a flecha. Agora sabe o que é mais engraçado? Ela sabia o tempo inteiro de Joe, ela até se preparou para mata-lo! —Diz Jeane, logo Dodge abaixa a cabeça triste, e pensar que Vitória quase seria uma amiga. O lobo que é Alan rosna atrás de Jeane.

—Já que você já conseguiu entender a historinha é melhor correr! Não tem muito tempo já que é apenas um vampiro. —Ameaça Jeane, logo Dodge sai correndo pela floresta, o lobo o persegue, se for mordido será morto igual seu tio John. Apavorado no meio da floresta ele tenta correr mais depressa que o lobo, o fim se aproxima, há um precipício e ao outro lado um morro, se conseguir pular pode se salvar, Dodge corre mais rápido para pegar impulso e pula mas o lobo o agarra pelas pernas e os dois caem do precipício não tão alto quanto o vale dos espinhos mas o bastante para deixarem eles machucados, ao caírem no chão o lobo o morde na sua perna esquerda, Dodge tenta fugir mais já é tarde.

Abro os olhos sentindo uma falta de ar, estou deitada na cama e Jack me chama preocupado.

—VITORIA! VITÓRIA! ACORDA! O que está acontecendo? —Pergunta ele preocupado.

—Você viu algo? —Pergunta Marlon se aproximando com os outros.

—Sim. —Levanto da cama.

—É o Dodge. Ele fez algo muito errado e vão machuca-lo, preciso ajudar e preciso que vocês entendam. —Peco.

—O que ele fez? —Pergunta Júlia.

—Entregou o livro a Jeane.

—Ele achou o livro? —Pergunta o índio, balanço a cabeça e confirmo.

—Precisamos encontra-lo. Por favor! —Peço, pois, me apeguei a amizade de Dodge. Eles concordam e em seguida partimos.

Vamos para a cidade procurar por ele. Passamos horas andando pela cidade e não o encontramos. Me sento no corrimão da escada na praça para descansar um pouco.

Encaro Jack, ele se aproxima e meu coração já dispara.

—Precisamos conversar. —Pede ele, saio do corrimão e agora ele que senta.

—Jack eu preciso perdoar e ajudar. Por favor não tenta entender isto. Dodge é uma peça forte no nosso quebra cabeça. Precisamos dele.

—Não é sobre isto que quero falar. É sobre nós. Você sabe, eu não vou me afastar, eu não posso. Precisamos resolver isto Vitória. —Pede ele.

—Jack nós vamos resolver, eu só preciso de um tempo para me acostumar, você não sabe como é difícil lutar contra isto. —Digo virando o rosto pois meus olhos ficam vermelhos, quero o seu sangue.

—É por isto que decidi fazer um sacrifício! Eu amo você e preciso que também entenda isto. —Me viro e ele se levanta, fica em pé no corrimão.

—Vai ser melhor para nós dois. —Ele pega uma faca em seu bolso e faz um corte no braço direito, ele pula do corrimão e se aproxima de mim.

—Não! Não posso fazer isto! Pare com isto Jack! Por favor! —Peco.

—Eu amo você e posso fazer isto. Vamos ficar juntos para sempre. —Diz ele, encaro seus olhos e sinto o cheiro de seu sangue que logo pinga no chão, estamos em um lugar não tão movimentado mesmo assim alguém pode ver, preciso resistir a isto, olho para seu braço.

—Por favor fica comigo! —Pede ele. Me aproximo e ponho a boca no seu braço, sugo seu sangue, não consigo parar, ele cai ao chão e eu continuo, logo Tânia aparece.

—Não devia morde-lo. —Diz ela.

—Vitoria você vai mata-lo! —Diz agora Júlia.

—Pare com isto! Não morde ele! —Pede mamãe, mas continuo. Os índios e os outros começam a gritar para eu parar.

—NAO MORDE ELE! NAO MORDE ELE! NAO MORDE ELE! —Eles gritam como no meu sonho, solto o braço de Jack, mas já é tarde, ele está morto!

—Veja Vitória Este é o preço por me procurar. —Vejo Dodge ao meio da rua, vem um carro em direção a ele, sei que não irá se machucar, o carro chega mais perto e Dodge com sua força a empurra e acerta uma criança e um mãe.

Grito e acordo sentado ainda no corrimão da escada. Foi apenas outra visão do futuro, Jack se aproxima.

—Você está bem? Aconteceu de novo, não é? —Ele pergunta, pulo do corrimão.

—Sim Jack. Preciso te dizer uma coisa.

—Sim eu também, precisamos.

—Conversar. —Completo.

—Como sabia?

—Jack não faça isto. Eu não irei conseguir. Você morre. Você só precisa saber que eu também te amo. —Digo me aproximando encarando seus olhos desvio para seu pescoço e digo a mim mesma que irei conseguir, posso lutar contra isto. Bate um vento forte fazendo meus cabelos voarem, me aproximo mais ligeiro de Jack e o beijo, fecho os olhos e levanto meus pés para alcança-lo, sinto o cheiro de seu sangue mas me lembro que preciso ser forte, continuo a beija-lo com muita dificuldade e com medo, minha respiração pesa junto ao beijo, continuo sendo o mais forte que posso, meu coração fica mais acelerado e meu corpo todo me dá calafrios, é uma sensação maravilhosa, termino de beija-lo e encosto minha testa junto a sua. Eu consegui, foi a melhor coisa que já me aconteceu nesta vida.

—Dodge chegou! —Digo me afastando, vejo-o na rua.

—Eu sei o que fazer! —Completo.

—Veja Vitória Este é o preço por me procurar. —Assim como na minha visão ele joga o carro em direção a criança e a mãe, corro e empurro eles salvando-os, mas não consigo sair a tempo, sou atingida pelo carro,

—NAO! —Grita Jack.

Rolo por cima do vidro da frente e caio ao chão, me sinto fraca e meus olhos escurecem, me entrego ao sono...

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