The Monsters Are Inside Me

577 61 2


One week later

 
Nunca fui tão intimidada em minha vida. Judy vem escaneando meu cérebro a cada dois dias. Ela e seus funcionários. Incluindo "Feuerschütte 001"

Às vezes me pego pensando em Jackson. Em como ele estaria. Não recebo visitas. Não se pode receber visitas. Me pergunto se alguém já tentou entrar para ver outro alguém. E se essa pessoa foi confinada por ver coisas que não deveria ou saiu daqui intacta. Na verdade, eu não faço ideia de onde estamos. Eu pude ver poucas coisas da janela. E bosques. Sem contar os pinheiros ao extremo altos e a escuridão densa que cerca as árvores. Só de pensar em atravessar aqueles galhos durante à noite com tantas anomalias me cercando aqui dentro, me apanho com as expectativas que Asylum é um lugar razoável.

#

" Vamos. Preciso te apresentar alguém. "

Dei de ombros e o segui até o 'refeitório'. Ele bateu seus punhos contra a superfície rachada de plástico da mesa. Maethe estava junto à um marmanjo de pele escura e sobrancelhas grossas, e uma garota magrela com um piercing no septo. Rafael falou algo, mas eu não prestei atenção. Me senti observada, e tentei olhar para trás o mais furtiva possível. Entre os pacientes que passavam, procurei por esse alguém que me fizera sentir tão desconfortável, apenas com um olhar. Depois de rodar todo aquele lugar, percebi que havia algo entre as pessoas, e seu corpo era negro. Parecia evaporar, não era um ser material, e ele apenas me encarava.

- Mariam?  - Me virei em milésimos. Rafael me olhava com olhos arregalados e interrogativos, assim como todos da mesa. 

- O-oque? - Desajeitada. Senti um clima pesado e me virei novamente. Aquilo havia desaparecido.

- Caramba, você está pálida. - O garoto moreno disse. Maethe apenas olhava fundo em meus olhos. Assim como aquela vez no banheiro, ela me fazia sentir tão vulnerável e desconfortável que era a mesma coisa como se eu estivesse nua diante de todos. A garota do piercing acenou negativamente com a cabeça, e Rafael apenas me encarava, preocupado, imagino. 

Olhando para os lados e gaguejando, eu apenas disse:

" N-não é melhor irmos? O alarme já vai tocar, e eu não quero ficar para fora, bem, de novo. "

Ele sussurrou um ''sim" baixo e passou os seu braço sobre meu ombro. Fomos em direção às celas e paramos diante da nossa. 

'' Sabia que o alarme não ia tocar agora. "

"Pois é, eu sabia. " 






Asylum || r.l.Where stories live. Discover now