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Laís narrando

- Laís? Fique calma por favor. - pediu a médica.

- Você não entende? - esbravejei.

- Claro que entendo. - respondeu. - Mas ainda tenho outra notícia para você. - contou.

- O que pode ser pior que isso? - minhas mãos agora estavam em meus cabelos, daqui a alguns minutos ficaria louca.

- Talvez não seja tão ruim. - confessou.

- Conte-me logo. - choraminguei.

O suspense realmente me deixava ainda pior.

- O Hugo não é o pai da Valentina... Creio que também não seja do Bernardo. - contou.

O que ela estava dizendo? Como assim o Hugo não era o pai dos meus filhos? Tenho certeza que... O Arthur! Só pode ser.

- Você está me dizendo que o Hugo não é o pai dos meus filhos? - agora me sentia mais leve, talvez um pouco mais calma.

- Isso mesmo. Você se relacionou com alguém antes dele? - perguntou.

- O Arthur! Você conhece? - perguntei.

- Ele já esteve aqui. - respondeu. - Pode pedir para que ele venha fazer o DNA e o teste de compatibilidade? - pediu.

Era nove horas da manhã e ela estava querendo que eu ligasse para o amor da minha vida para lhe dar a notícia que ele era papai em dose dupla? Não poderia estar mais feliz.

Pelo menos agora, meus filhos não teriam um pai preso. Quem daria essa notícia ao Hugo? Será que eu teria que ir até a cadeia?

- Você já pode ir. - apertou a minha mão.

- Obrigada.

Assim que avistei meu pai no corredor, ainda me esperando, corri para os braços dele. Talvez eu tenha ficado cerca de meia hora chorando, ou estou sendo exagerada mesmo.

Antes de qualquer ação, precisava ir até o meu apartamento ver como o Bernardo estava.

Não contei a notícia para o meu pai, mas quem sabe ele tenha percebido o sorriso que estava estampado em meu rosto.

Ao pisar em frente à porta do meu apartamento, pude ouvir que tudo estava silencioso. Mamãe realmente levava o dom para bebês.

Era perto das 10hrs da manhã quando chegamos. Mamãe estava na cozinha, preparando algo, que pelo cheiro estaria maravilhoso.

- Que cheiro bom é esse? - perguntei animada.

- Filha! - ela colocou a mão no coração. - Que susto. Pensei que demoraria. - comentou.

- Duas horas longe de mim não são suficiente? - perguntei, fingindo estar brava.

- Capaz! - sorrio.

- Meu príncipe parou de chorar? - perguntei, mesmo sabendo que era óbvio.

- Ele está lá no seu quarto. - havia um sorriso travesso em seus lábios, não soube decifrar o que era, então corri para o meu quarto.

Estava feliz e precisava compartilhar essa felicidade com Bernardo. Provavelmente ele não entenderia o que iria lhe falar, mas havia necessidade e importância nas minhas palavras.

Não acreditei quando adentrei o quarto e Arthur estava deitado com o Bernardo em seu colo, ambos dormiam.

O que ele estava fazendo no meu apartamento? Ainda mais com o meu filho em seu colo. Quer dizer, nosso filho.

02 - O que é que tem? - O ReencontroOnde as histórias ganham vida. Descobre agora