Capítulo 17 - Tem alguém aí?

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O carro atinge  Dodge e a casa.

—NAO! —Grita Júlia.

—Droga! —Digo desligando o telefone. Os dois saem do carro e da casa.

—Ah meu Deus como isto é provável? —Pergunta Júlia.

—Julia! —Peco tentando tranquiliza-la.

—O QUE ESTÁ PASSANDO-SE? SERÁ QUE DÁ PRA VOCÊS ME EXPLICAREM? ESTOU FARTA DE TODAS ESTAS MENTIRAS! —Grita ela desesperada.

—Você quer saber o que eu sou, eu sou uma aberração. —Marcos se transforma em lobo.

—Ah meu Deus ele é! —Indaga ela.

Me transformo também e em seguida o índio.

—Você queria saber, então aí está a resposta e não, eu não sou um fedorento como eles! Sou apenas um vampiro! O que me deixa exultante ao saber que não sou irmão deste nerd aí. —Dodge encara Marcos.

+++

Agora que estamos sem casa somos convidados pelos índios a morarem com eles.

—Então é aqui que vocês chamam de casa. —Caçoa minha irmã da simples cabana de palha.

—Julia seja mais simpática por favor! —Peco.

—Eu sou estou cansada de tudo isto! Toda esta lorota! Por que estamos aqui? Por que confia neles? —Briga Júlia.

—Eu sou o chefe de Craós. Podem confiar em nós assim como Emmy confiou.

—Conhecem minha avó? —Pergunta Júlia interessando-se ao assunto.

—Sua irmã e Thomas não são híbridos por acasos. São descendentes. Emmy morreu protegendo aquele livro. Este nos livra dos tempos ruins, há males piores lá fora, não é errado os vampiros quererem o livro para se protegerem mas é errado quando se trata dos Bryans , eles dominaram as terras da África Ocidental​ durante séculos, e querem o livro apenas com o propósito de continuar reinando.

—Quer dizer que existe coisa pior lá fora? —Pergunta minha irma curiosa.

—Sim muito mais! —Completa o chefe. É muito para mim , preciso de um ar. Saio andando pela floresta na escuridão. Penso em como chegamos aqui, até semana passada parecia que eu era apenas a princesa de vestido preto mas agora tudo está arruinado. Ouço um estalado como se alguém estivesse me vigiando.

—Tem alguém aí? —Pergunto infiltrando-me mais na floresta. Ouço mais um estalo, abro os galhos de uma árvore caída ali e pássaros invadem minha visão, eles voam por cima da minha cabeça provocando-me um grande espanto, caio sentada ao chão. Levanto quase zombando da situação, tomo a disposição de ir embora, viro-me e levo uma pancada na cabeça.

+++

Me encontro presa em uma árvore como o índio fez a alguns dias.

—Ola Vitória!

—Quem é você? —Pergunto a mulher ruiva vistosa.

—Sou aliada de Alan todavia Jonh chegou dominando tudo, você sabe ele é um original. Junto com o irmão tivemos que obedecer as regras deles o que me deixou irritada.

—É claro. Você é só mais uma querendo o livro.

—Sim e já conseguimos mas com Jonh e Joe no jogo é inviável. Então tenho uma proposta a você. Já sabemos que perdeu o jogo! Mas posso ajudar a eliminar Jonh e Joe e você ainda fica com a casa, queremos apenas o livro. —Balanco a cabeça e confirmo.

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A hora da negociação da casa chega. Logo já deixo meu esquema rematado, os índios estão ali porém invisíveis, caminho junto com minha irmã e Dodge até a casa e aguardamos eles chegarem. Ficamos em frente a porta com os papéis em mãos.

—É bom que não haja truques se não Jack vira nossa refeição. Acredite está sendo bem difícil conter. —Afirma Jonh, ele é um velho de cabelos grisalhos e usa uma bengala, um dos seguranças dele segura Jack pela gola da blusa.

—Princesa, me pergunto, como consegue resistir? —Pergunta Joe cortesmente.

—Vamos resolver logo isto. —Peco e Jonh balança a cabeça concordando, encaro seus olhos desejando mata-lo.

—Soltem ele para eu assinar! —Ordeno e Joe orienta o segurança balançando a cabeça. Entrego o papel a Jonh.

—Esta tudo certo quanto aos  papéis  porem voce quebrou a regra. Combinamos para não envolver mais ninguém. —Diz Jonh, assusto-me, e agora? Ele descobriu...

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