Capítulo 1

Capítulo 1

Robert Pipermen

"Os homens de poucas palavras são os melhores."

(William Shakespeare)

Robert Pipermen

Meus olhos estavam compenetrados no documento à minha frente. Aquilo, de fato, seria uma reviravolta no ramo farmacêutico, e se caísse nas mãos corretas, renderia alguns milhões. Reclinei-me, jogando o peso do meu corpo para trás, agora esboçando um pequeno sorriso enquanto planejava minha próxima jogada. "Se tivesse que comprar briga, entraria para vencer", pensei satisfeito enquanto acariciava a barba com a mão esquerda.

Julian entrou em meu escritório sem ser anunciada. Loira, com cachos na altura dos ombros, no estilo Marilyn Monroe, com um metro e setenta e cinco de altura e seus sessenta e cinco quilos bem distribuídos, deixando à vista seus seios firmes e fartos. O vestido preto que usava marcava seu quadril arredondado e suas longas coxas bem torneadas. O som do scarpin Prada vermelho que calçava, atraiu um desvio rápido de olhares para seus delicados tornozelos, ela tinha em torno de vinte e cinco anos de idade. Suspirei baixinho e voltei o olhar para o relatório, ignorando aquela abrupta, porém atrativa, entrada.

De canto de olho, percebi-a encarando-me furiosamente. Então esticou as mãos para trás e abriu o fecho do vestido, deixando-o deslizar até o chão, ficando apenas de lingerie. Seguiu a passos curtos e parou diante de mim, curvando-se sobre a mesa.

Não, eu não havia olhado na direção dela, porém, sentia seu inebriante perfume no ambiente, uma fragrância que não conseguia descrever. Eu sabia o risco que corria, pois, minha secretária, ou até mesmo qualquer outro membro de minha equipe, poderia entrar em minha sala solicitando uma reunião emergencial. Essa questão me perturbava. Contudo, aquele ambiente sexy e instigante, com a cortina completamente aberta e correndo certo risco, me excitava. "Ela quer que eu a coma, gosta do perigo tanto quanto eu... Que assim seja", pensei.

— Nossa! Está um calor insuportável. Pelo menos, aqui dentro posso ficar um pouco mais à vontade. Parece que nenhum split deste prédio está funcionando. Mas já que você está muito ocupado, eu volto depois — ela anunciou com desdém, virando-se de costas para apanhar o vestido.

Antes mesmo de se abaixar, a ergui sobre a mesa, não me importando com os papéis e os outros itens que estavam em cima dela, arremessando-os ao chão.

— É isso que você quer? — sussurrei, puxando com delicadeza a alça do sutiã, acariciando sua pele aveludada.

Pude sentir um formigamento subir por sua espinha quando seus pelos se eriçaram. Com as duas mãos sobre minhas largas e musculosas costas, cravou as unhas vermelhas. Gemi baixinho e ela sorriu de canto. Então acariciou minha barba serrada e desferiu-me um tapa forte na face.

— Não quero o gentil, quero o animal — disse ela.

— Seu pedido é uma ordem, minha rainha. Ou melhor, minha cadela — rebati.

Arranquei seu sutiã com fúria, enquanto acariciava indelicadamente seus seios, envolvendo-os e beijando-os com violência, deslizando a língua pelo seu corpo a ponto de enlouquecê-la. Aproximei-me mais e toquei sua calcinha, segurei em seu quadril, tocando a fina peça e com destreza, a rasguei. Minhas mãos acariciavam com força suas coxas torneadas, e meus dedos se aproximavam cada vez mais de sua região íntima e quente.

— Chega! Eu quero agora! — ela implorou.

— Cale a boca, piranha! Vai ser como e quando eu quiser — bradei com a voz rouca, sussurrando em seu ouvido, enquanto entrelaçava os dedos em seus cabelos, fazendo-a curvar-se para trás. — Agora, incline-se! — ordenei.

Julian sorriu e me obedeceu de prontidão, virando-se de costas, debruçando-se sobre a mesa, completamente nua.

— Isso é para você aprender a ter bons modos e não entrar sem bater. — Deslizei com carinho minha mão pelo corpo de Julian, em seguida desferi um forte e cortante golpe de cinta em seu traseiro.

Eu também estava completamente nu, meu membro roçava firme e latejante, pronto para a ação. Deslizei a mão próximo à virilha quente e úmida de Julian, que, por sua vez, gemia em tom baixo.

— Poderia te dar uma bela chupada, daquelas que te fazem gozar várias vezes, mas, por causa do seu mau comportamento, está proibida de gozar — comentei enquanto acariciava o clitóris e deslizava os dedos para dentro dela.

Minha declaração a surpreendeu. Desta forma, ela tentou sair da posição submissa, porém, antes que ela pudesse rebater em protesto, eu a invadi com força, numa ferocidade animal, fazendo com que suas pernas fraquejassem, envolta em carícias constantes e em fortes investidas, que foram o suficiente para que eu gozasse instantaneamente.

***

Eram 20h, quando cheguei à suntuosa mansão Pipermen. Meus pais me aguardavam na sala de jantar, onde estava localizada uma enorme e belíssima mesa de mármore branco com capacidade para vinte pessoas, mas que estava posta apenas para quatro convidados.

— Que bom que chegou, querido. Quanto tempo não o vejo... — disse Emma, emocionada ao me ver, abraçando-me carinhosamente.

— O trabalho me consome — respondi, passando a mão em uma pequena mecha do cabelo grisalho da minha mãe. Então, tirei do bolso do blazer uma pequena caixa preta aveludada, e entreguei a ela.

— Não precisava se incomodar. — Nos seus olhos havia um brilho infantil. — São maravilhosos, não são, Beto? — Exibiu o par de brincos de diamantes.

Meu pai desviou o olhar do celular rapidamente, fingindo atenção.

— Sim, sim... Onde está sua irmã? — indagou ele mudando de assunto, seu cenho franzido evidenciava uma forte preocupação.

Fiquei indignado com a falta de respeito e atenção, mas não me dispus a confrontar meu pai naquela noite, apenas em consideração à minha mãe.

— O que teremos para o jantar? — indagou Julian, segurando os scarpins nas mãos. — Estou faminta.

Papai sorriu ao ver a filha mais nova, sua menininha. Ela caminhou até ele e o abraçou, depois foi até a mamãe e a beijou.

— Olá, Robert! Conte-me novidades sobre a nossa empresa. Quero manter-me atualizada sobre tudo.

Soltei uma risada alta e lancei um olhar incisivo, furioso.

— Talvez, se você parasse de lapidar nosso patrimônio e participasse das reuniões...

Incomodada com o início da discussão, mamãe interveio.

— Por favor, não os chamei aqui para falarem dos negócios, quero comunicar uma decisão importante que fiz em minha última viagem. — Sua voz era calma e firme, ela havia conseguido a atenção da família. — Por favor, queridos, entrem.

Um menino de seis anos entrou segurando, pela mão a irmã mais nova com metade de sua idade. Ele vestia uma camisa polo e uma calça cáqui, enquanto a pequena distraía-se com as flores que adornavam o vestido.

— Cátia! — berrou meu pai, levantando-se da mesa enfurecido.

A governanta apareceu de imediato.

— Leve-os para o jardim — ordenou, enquanto fulminava a esposa com o olhar.

As crianças seguiram-na em silêncio, deixando nós quatro emudecidos.

— Você ficou louca de trazer esses negrinhos pra minha casa? Se quer passar os seus dias no meio dessa gente, fazendo caridade e acalmando sua consciência pelo seu passado, tudo bem! Mas trazer essas criaturas pra minha casa, meu lar, isso eu não admitirei! — vociferou.

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