CAPÍTULO 46: PROVOCAÇÃO

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— Não estou não. Mas, enfim, vamos? Está todo mundo nos esperando lá.

POVS OFF: MHYLLA

A loira começou a rir da situação, tinha acertado o que tinha dito e agora não iria perder a chance de provocá-lo, novamente.

— Está vendo Neythan? Eu acertei.

Ele deu de ombros, encarando-a, ainda não conseguia entender o que ela realmente tinha ido fazer ali.

— O que você está fazendo aqui? — perguntou ele observando-a

— A mesma coisa que vim fazer aqui um tempo atrás.

— Eu já disse que não vou ajudar você.

— Você viu como ela estava hoje? Hummm... Sinceramente, eu não sou muito de elogiar garotas, mas... a Mhylla estava bonita, não estava? Viu o vestido dela? Eu fiquei digamos até com inveja. Ela estava muito bonita. Já parou para imaginar o perfume que ela estava usando? Ou o quanto a pele dela está macia? Não! Melhor... Com quem ela estava naquela boate? Ah! Por que você viu, ela saiu com o Alam, e agora voltou com quem? Alexander!

Ele saiu de perto dela.

— Eu não quero saber.

— Você viu que durante as semanas eles andaram conversando.

— Isso não importa. Ela não está...

Ela o interrompeu antes que ele continuasse:

— Poderia estar aqui com você. Mas está lá com ele. Com Alexander. Você sabe que ela não o ama, quando mais tempo ela passa perto dele mais ela se apaixona sem querer.

— Está enganada.

— Ah, é? Então porque o Alexander a beijou? — Ela apontou — Está vendo?! Olha aqui.

Ele olhou pela janela confirmando o que a loira tinha dito, apesar dela estar com raiva sabia que isso poderia ajudar para que ele mudasse de ideia e finalmente a ajudasse. Ela iria ficar provocando-o até ele mudar de ideia.

Ele estava com raiva daquela situação, parte do que a loira havia dito, era verdade. Aquele homem conseguiria seduzir quem ele quisesse só de a pessoa ficar perto dele, ele tinha esse poder, e já provou varias vezes que não tinha medo de usá-lo. Parecia que seu coração doía só de ver aquilo, ele não gostava de vê-la ao lado daquele homem.

— Viu? Vai deixar isso acontecer? Por que... Você sabe, ela poderia estar aqui com você e eu com ele. Mas não está. Por quê? Porque o poder dele sobre ela é grande. O destino dela não é com ele.

— E nem comigo.

— Está dizendo isso porque tem medo de machucá-la. Eu sei... Nunca precisou controlar seus... Poderes ou sentimentos antes, até conhecê-la. Agora, imagina o que vem a seguir? Ela vai para o castelo dele, depois começa a dormir na casa dele e chega aqui de manhã. Não! Não, melhor... Já imaginou se ela dormir com ele? Ah... Você vai ficar arrasado.

— Chega! Não quero escutar isso.

A loira sorriu, sabia que a provocação dela estava dando certo. Poderia sentir o quanto ele estava sentindo raiva, poderia sentir a adrenalina já percorrendo suas veias e ele prestes a perder o controle, algo que tinha lutado há muito tempo para não fazer, tudo por ela. Ele nunca sentiu necessidade em ter que controlar seu poder antes; ele não precisava, não tinha um motivo, mas agora, agora ele tinha.

Ele sentiu vontade de ir até lá e parar tudo, mas não iria. Não estava sobre controle.

— É a verdade. Estou apenas tentando te ajudar. Eu poderia ser a louca da história que fosse apaixonada por você e tentasse separá-los e depois vinha aqui tentar te seduzir, mas não. Estou pedindo a sua ajuda porque você pode ajudar. Ela ainda te ama.

— Ela disse que não.

Apesar de dizer aquilo, ele sabia que ela mentiu quando ela pronunciou aquelas palavras, seu coração estava acelerado e ele podia ver no olhar dela que ela também sabia disso.

— E vai acreditar? Ela disse aquilo para não ir atrás dela, Neythan. Chega perto dela de novo. Duvido que o coração dela não dispare loucamente quando tocar nela.

— Eu sei que você tentou matá-la.

—Sim! É verdade. Só que fui descuidada com algumas coisas. Só que dessa vez se não me ajudar posso fazer do meu jeito. E acredite, dessa vez eu tenho ajuda.

— Que por acaso seria o Lionel.

— Eu sei o porquê vocês se odeiam tanto, e posso arranjar motivo para odiá-lo mais ainda.

Ele deu de ombros, cansando-se de tudo aquilo que ela falava, ele sabia que ela estava provocando-o e o que mais o irritava era que parte de tudo aquilo era verdade.

— Chega. Agora pode ir embora daqui?

— E quanto à ajuda?

— Vou fazer isso! Só que do meu jeito, e não volte mais aqui.

— Agora estamos falando a mesma língua.

A loira soltou aquele sorriso venenoso dela de novo e saiu quando não havia mais ninguém lá fora que pudesse vê-la. Pelo menos agora talvez conseguisse o que queria.

Talvez.



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