Orange II

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Eu sei que demorei, mas cá estamos nós. Não pude escrever no fim de semana, tive imprevistos, mas estamos aqui. Vou tentar atualizar de novo no sábado e na segunda, para compensar. Vocês estão bem? Espero que sim.

Quero dedicar esse cap para Eli, Mary, Lê, Lori e todas as meninas do 5HF 2.0 que estão lendo, me dêem um chero \o/

Enfim, boa leitura, não está gigante, mas espero que esteja bom.

TT: @lylasexual
Ask: @lylasexual

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Risada.

Substantivo feminino. Ato ou efeito de rir; riso em voz alta, gargalhada.
Riso simultâneo de muita gente.

Espontâneo, vivo, quente, preenchedor. O som de uma risada sincera, acompanhado do visual de um sorriso de rasgar bochechas e apertar olhos pode causar inúmeras sensações em corações sujeitos a diferentes situações.

Quando você tem a pessoa que ama nos braços e faz um comentário idiota, daqueles em que unicamente essa pessoa poderia rir, porque ela também a ama, e seu coração vibra com o gostoso som que atravessa a garganta do seu par.

Quando você está em uma conversa entre amigos e aquela risada contagiante vinda de alguma piada contada fazem todos ao redor sentirem vontade de rir também.

Quando você está dentro do ônibus, metrô, trem e escuta, ao longe, uma conversa que você não pode compreender, e então vem uma risada e você pensa: o que será tão engraçado? E uma pitada de curiosidade, misturada com um pouco de inveja crescem em você, pois você adoraria ter um motivo para rir daquela maneira naquele dia cansativo e triste.

Existem, além de todas essas situações, as risadas que dizem a você como tudo é tão puro e simples. Tão bonito. Essas, essas são as que preenchem seu coração de amor e esperança. São as que te fazem sorrir junto, são as que te fazem exercer um pequeno movimento negativo com a cabeça, encantando-se ainda mais pela pureza que só eles tem. A risada de uma criança, em conjunto com seu sorriso mais singelo, pode transformar o mundo. Funciona como luz, na escuridão. Como guia, no ponto cego. Como corda, para puxa-lo do abismo. A risada de uma criança pode ativar em você algo que você não se lembra com constância: ser feliz é fácil.

Ser feliz é fácil, mas a maioria dos adultos não compreende. Não compreende que não há porque ligar tanto para as diferenças e padrões. Não compreende que ser livre e divertir-se deveriam ser prioridade.

Os adultos não podem compreender, mas não ela. Não a garota que a leva a um lugar como aquele por um motivo tão simples.

Não ela.

A escritora deslizou seu olhar pelo amplo espaço aberto. As dezenas de luzes enfeitando tudo e dando o toque necessário para complementar as barracas e brinquedos.

- Um parque... - sussurrou e virou-se para Camila que possuía a mão direita no bolso de sua calça e na esquerda um panfleto colorido.

A jornalista entortou um pouco o pulso e empurrou seus óculos de grau contra seu rosto com o dedo mindinho.

- Eu nunca penso em nada que chegue aos pés do que você apronta, Camila. - esticou a mão tentando tomar o panfleto da jornalista, que esquivou-se e a encarou com um sorriso.

- Você nunca acerta. - ergueu seus ombros e Lauren abriu um pouco a boca, forçando uma expressão indignada.

- Isso não é culpa minha. - Camila assentiu com deboche e bateu seu ombro contra o de Lauren. A escritora sorriu e passou seu braço esquerdo pelos ombros da jornalista, trazendo-lhe para perto enquanto caminhavam para a entrada do lugar. - Você possui uma mente maravilhosa, sabe disso, não é?! Eu nunca poderia compreender como você pensa. - a jornalista abaixou sua cabeça, encarando seus pés e tentando esconder o sorriso que teimava em enfeitar seu rosto, mas Lauren o podia ver pela lateral do seu rosto.

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