Capitulo 14 - Não há espinhos, apenas um precipício!

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***Jack

Noto que Alan perdeu o seu pé.

—O que houve? —Pergunto preocupado.

—O que houve? Eu é que te pergunto garoto, o que houve que você não prendeu Vitória? Quantas pessoas mais têm que morrer para você enxergar? Você simplesmente ajudou a rebelde, eu devia te considerar cúmplice e te prender agora mesmo! Mas ainda preciso da sua ajuda. Eu estava errado sobre Vitória. Ela não é uma vampira!

—O que? —Pergunto confuso.

—É um híbrido! Você sabe o que é um híbrido Jack?

—Lobo vampiro.

—Exatamente! E sabe por que estou ferido?

—Não devia ter ido atrás dela.

—Me dê um bom motivo. Ela é a culpada por todas estas mortes, talvez seja culpada até mesmo pelo acidente da minha filha! —Grita ele nervoso.

—Sei que está apaixonado, mas você deve fazer a escolha certa rapaz.

—Alan.

—Jack ela me machucou. Você sabe como se cura está ferida? Você sabe detetive? —Grita ele, abaixo a cabeça.

—Você tem que matá-la se não irei morrer. —Ergo a cabeça assustado.

—Por favor! Pensa em minhas filhas! Pensa nesta cidade, nós precisamos de você, a cidade precisa de você Jack, ela é só uma garota. Pelas minhas filhas, por favor! —Pede ele.

—Você também é um vampiro Alan, por que devo confiar em você?

—Eu salvei mais gente do que matei. Esta garota é uma psicopata! —Diz ele, fico atordoado e afasto-me.

—Jack! Volte! Jack você precisa me ajudar! JACK! —Alan grita, mas saio ignorando-o.

Caminho até o hospital para ver Tânia que ainda está inconsciente. Ponho a mão em sua cabeça percorrendo a mão pelos seus cabelos loiros.

—Me perdoa! Perdão meu amor. Perdão! —Desabo chorando, alguém tosse atrás de mim, viro e vejo Vitória.

—O que você quer? Você não devia fazer isto! OLHE PARA ELA! —Grito.

—Jack me desculpa! —Pede Vitória.

—Não é para mim que tem que pedir desculpa.

—Não me mataria para salvar o pai dela?

—Eu não sou capaz. Não consigo. —Admito curvando a cabeça.

—Não devia raciocinar assim, mas não se preocupe não será necessário, Alan vai se curar no pôr do sol. —Afirma ela.

—O que?

—E eu tenho um amigo que é como eu.

—Um híbrido?

—Sim. Ele também era amigo de Emmy. Como é minha primeira transformação serviu apenas como uma ativação da maldição. Você sabe a lua cheia.

—Você é um lobo, mas por que também é uma flecha? —Pergunto lembrando do papel.

—O que?

—Sim, o papel que estava na mochila, estava escrito

—Jack como assim? Você viu algo ali.

—Você não viu?

—Não.

—Estava escrito: Eu sou uma flecha e um lobo. Vale dos espinhos 8,5,3,7.

—O que significa isto?

—Eu não sei, mas talvez os números seja a localização, aponta para a floresta. Você quer ir conferir? —Convido e ela logo balança a cabeça.

Saímos em direção ao vale dos espinhos.

—Não posso entrar aí! —Informa Vitória.

—Por que?

—Verbena.

—Está bem vou examinar. Expecte aqui. —Caminho sozinho procurando pelos espinhos, mas não avisto nada além de um precipício. Sigo em direção e olho para baixo, é fundo, bem fundo, não dá para enxergar o que há lá embaixo. Volto para o carro.

—Não há espinhos, apenas um precipício. —Explicou a Vitória.

—Deve estar no fim dele., mas por que ela escreveu aquilo? O que tudo isto significa? —Pergunta ela.

—Talvez se encontrarmos o livro podemos descobrir.

—E se o livro estiver lá?

—Então está seguro, não é?

—Me deixe em casa, preciso tirar esta história a limpo. —Pede ela.

+++

***Vitória

Chego em casa desassossegada com o pouco tempo que tenho para encontrar o livro, tanto Dodge e sua família quanto os policiais não param de me perseguir. Entro em casa e sinto que há alguém ali. Entro no quarto de Emmy e vejo Gabriela remexer tudo como Tânia fazia. Agora que sei que Alan é um vampiro só há um motivo que explique estas invasões, ele também sabe do livro e o quer! Talvez seja por isto que ele quer me manter presa, Alan quer encontrar o livro tanto quanto John o tio de Dodge.

—O que está fazendo? —Pergunto a garota loira de olhos azuis.

—Não é da sua conta. —Ela tenta sair, mas a jogo na parede empurrando com meus braços.

—O que é isto garota? —Briga ela.

—Quer saber? Estou farta de seu pai e de Dodge, vou te usar como um meio de liberdade.

—O que? —Empurro sua cabeça batendo na parede, ela cai ao chão desmaiada.

Mais tarde chamo o índio para me ajudar a esconde-la.

—Não é certo isto Vitória. —Questiona ele.

—Escute ela é uma espiã. Ela revirou o quarto de Emmy, Alan também quer o livro, além disto preciso de um motivo para eles não me prender. —Explico.

—Principalmente agora que você é um híbrido. —Diz ele.

+++

Alguns minutos depois Dodge aparece, seu olho está roxo.

—Ah estava mesmo te esperando! —Digo abrindo a porta.

—Por que não me disse que é híbrido? —Ele entra.

—Por que eu não sabia. O que houve com seu olho? —Pergunto e ele me empurra na parede apertando meu pescoço.

—O que houve? Você quer saber o que houve? Eu levei uma surra do meu pai por quase ser preso e se você quer saber seu tempo se esgotou, eles já sabem de você e vão aparecer a qualquer momento. É bom que tenha encontrado o livro Vitória.

—Lamento! —Digo sem voz pois ele aperta forte.

—Como é? —Ele aperta mais forte! Meu amigo lobo aparece e rosna.

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