Brincadeira de sereia

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Nesse momento eu sou uma sereia, isso mesmo, eu nem sempre fui uma sereia, até aos meu 20 anos eu fui uma princesa rodeada das coisas mais luxuosas que se possa imaginar, filha de Prince Charming e Snow White. A princesa mais desejada e amada por todos, desde o camponês mais pobre do reino, passando pelo pirata que vive embriagado chegando até ao príncipe mais cobiçado. Só havia uma pessoa, uma misera pessoa, que me detestava...quer dizer...não a mim...à minha mãe: Evil Queen. Ela me lançou uma maldição me dando uma cauda de peixe no lugar das minhas lindas pernas e eu só poderia voltar a ser uma completa humana se encontrasse o amor verdadeiro.

Desde desse dia eu vivo aqui, no mar.

Enfim, sou uma sereia e não tenho orgulho nisso.

Já se passaram 8 anos desde aquele dia e durante esse anos eu aprendi vários troques para passar o tempo, como enfeitiçar marinheiros. Nós podemos ter a aparência que eles quiserem. Sempre que nós os beijamos eles ficam envenenados, deixando-os completamente apaixonados e quando temos a certeza que eles caíram na nossa rede nós desaparecemos sem deixar rastro os deixando apenas com a dor de ficarem sozinhos eternamente.

Eu brincava com quem me aparecesse primeiro à frente, e adivinhem quem encontrei hoje? Barba Negra, um dos piratas mais horríveis que cruzaram os sete mares. Por minha própria experiencial eu tenho a certeza que todos os pirata são feios e horrendos, retirando um, Captain Hook, cuja beleza é lendária...felizmente ele nunca teve a azar de me encontrar.

Sai de água me dirigindo para uma estalagem onde ia passar a noite, enquanto esperava Barba Negra atracar o seu navio para começar a brincar com ele.

Entrei num quarto, muito bonito e espaçoso e coloquei-me à frente de um espelho, eu estava só com um farrapo a tapar o corpo nu...inconveniente de ser uma sereia: para além de nós não conseguir-mos passar mais de uma semana fora de água, sempre que viramos humanas ficamos nuas.

Deixei o pano cair aos meus pés e fiquei admirando a imagem do meu corpo nu no espelho, meu cabelos começaram a ficar numa tonalidade ruiva meio ondulados, os meus olhos tornaram-se azuis claros e a minha pele ficou numa tonalidade bem mais morena do que ela costumava ser. Vejo que o nosso capitão tem uma queda por ruivas de seios grandes.

Abri um armário de madeira escura que se encontrava no meu lado direito e tirei de lá um vestido comprido preto com detalhes brancos e um decote enorme, quase que os meus seios pulavam para fora o que me deixou com um pouco de vergonha.

Sai da estalagem e fui num bar que ficava perto do porto onde haveria, com certeza, um monte de piratas se entupindo em rum.

O bar era pequeno com mesas praticamente caindo aos bocados e um balcão bem grande onde havia uma putas quaisquer servindo rum e cerveja aos marinheiro.

Fui direito para uma das mesas e me sentei bem na frente de Barba Negra que olhou instantaneamente para mim.

– Oi linda! Quer beber alguma coisa? - Um dos seus marinheiros me perguntou colocando o seu braço nojento sobre os meus ombros.

– Não, obrigada. - Respondi virando novamente a atenção para o capitão na minha frente.

Barba Negra colocou um copo com rum na minha frente, eu levei o copo até a minha boca sentindo todo o sabor do álcool fortíssimo invadir a minha boca e consequentemente queimar a minha garganta.

– Vem muito aqui, boneca? - Ele perguntou com uma voz grossa, tentando ser sexy.

– Talvez. - Respondi seca e ele abriu um sorriso que mostrou todos os seus dentes desalinhados.

– E qual seria o nome da nossa bela companheira?

– Emma. - Respondi à sua pergunta enquanto levava outro gole de rum até à minha boca.

– Eu sou...

–Barba Negra, eu sei. Todo o mundo sabe. - Completei a frase dele.

Ele já tinha os olhos completamente postos em mim, isso seria bem mais fácil do que eu pensava, vindo do pirata mais cruel que já cruzou os 7 mares.

– Gosta do que vê, capitão? -Perguntei forçando um sorriso malicioso.

– Talvez sim.

– Bom...- eu me inclinei para sussurrar no ouvido dele. - Nós podemos ficar aqui a noite toda bebendo ou você pode me levar para um sitio mais reservado para continuarmos nossa agradável conversa.

–Parece um óptima ideia.

Ele me pegou no colo e me levou para fora do bar, seguindo para o navio dele, o navio era enorme e do quarto do capitão nem se fala! Cabia eu e mais umas 50 mulheres ali.

Ele me colocou no chão e antes que eu pudesse fazer qualquer movimento ele se aproximou de mim e me puxou para um beijo colocando as mãos na minha nuca, bem, parece que o nosso capitão não era um homem muito paciente, começámos com um beijo selvagem e assim continuou até ao fim, provavelmente o veneno já estava actuando e não iria demorar muito para ele cair na minha rede, as suas mãos percorriam todo o meu corpo sempre parando mais tempo nos meus seios e na minha bunda.

Coloquei as minhas mãos na jaqueta avermelhada dele e a tirei a lançando para longe.

Eu tinha noção que não era preciso fazer fosse o que fosse com ele, afina, o beijo envenenado já estava dado, mas era sempre bom ter um pouco de animação.

Quando ele tirou a sua camisa branca vi que ele não tinha músculos alguns, o que me deixou um tanto desanimada, mas mesmo assim prossegui. Ele me encostou na parede do quarto ainda me beijando e eu enlacei as minhas pernas na cintura dele enquanto ele descia a boca para depositar alguns beijos no meu pescoço.

– Amo mulheres de pele morena. - Ele disse entre beijos e eu me controlei bastante para não rir do iludido que ele era.

Barba Negra então me lançou na cama se deitando sobre mim e rasgou o meu vestido beijando os meus seios de seguida e alguns gemidos abafados escapavam da minha boca, ele desceu os seus beijos para o meu ventre enquanto acariciava a minha intimidade com uma das mãos.

Em espaço de segundos já estávamos ambos sem roupa alguma e ele me penetrava violentamente sem dó nem piedade, gemi alto tanto de dor quanto de prazer, todos os homens eram assim, brutos e nada gentis.

Quando ele parou os movimentos eu o puxei para que ele continuasse e assim foi.

Então eu rodei ficando pro cima, sentada sobre o sexo dele enquanto ele ficava deitado com a mão no meu quadril. Algum tempo depois ele já tinha chegado ao clímax, eu não cheguei, nunca chegava, já estava habituada, me deitei do lado dele e ele me puxou para um abraço.

– Você é bem melhor do que qualquer uma com quem eu já dormi. - Ele disse mexendo nos meus cabelos.

– Você alguma vez duvidou que eu seria bem melhor que todas as outras putas com quem você já dormiu? - Levantei meu rosto para encara-lo e assim que o olhei nos olhos eu tive que me segurar para não vomitar, era demasiado nojento para mim, ma eu tinha que me controlar.

–Acho que me apaixonei. - Ele disse rindo.

– Com certeza você se apaixonou. - Sussurrei para mim própria.

Assim que ele adormeceu eu me levantei e fui no convés do navio me atirando para a água fazendo aparecer a minha cauda. Quando ele acordasse eu já estaria bem longe.


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