Welcome to StoryBrooke

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Era dia 1 de Janeiro de 2011 e estava no hospital. Sim, era uma otima maneira de começar o ano. Meu pai, David Nolan, tinha sido atropelado na noite anterior quando tinha ido pegar o champanhe que tinha esquecido de ir buscar no Granny's, a única lanchonete da cidade, e agora estava num quarto do hospital vigiando o cara idiota que bateu no carro dele.

Estava sentada na poltrona junto da cama mexendo no celular até que o ouço se movimentar na cama e coloco o celular no criado mudo para o olhar, sendo que os olhos azuis do homem já estavam me encarando.

– Tudo bem? - Perguntei e não obtive resposta. O homem tentou se sentar, mas fez uma cara de dor quando tocou na barra da cama com as costas. Ele gemeu e, como eu sou uma boa pessoa, tive pena dele e arrumei o travesseiro para que as suas costas se encostassem nele. - Melhor assim?

Ele voltou a me encarar, mas permaneceu em silencio com cara de bobo. Ele tinha aspecto de ter uns trinta anos e os seus cabelos negros e barba mal feita davam-lhe um charme incrivelmente encantador, mas a coisa mais bela nele eram sem duvida os olhos azuis.

– Obrigado...- Disse finalmente com a voz completamente rouca.

Os seus olhos não descolavam dos meus e isso estava me incomodando. Finalmente desviou o seu olhar do meu e o desceu até o cartão de visita que eu tinha no peito.

– Então...Swan...- Ele começou, olhando novamente directamente nos meus olhos. - O que está fazendo aqui?

Dei de ombros e cruzei os braços, me encostando novamente nas costas da poltrona.

– Estou vigiando você. - Comecei completamente indiferente. - Quando sair daqui você vai direto para a prisão e não tem direito a advogado. Você foi apanhado conduzindo em alta velocidade dentro de uma pequena cidade com um nível elevado de alcool no sangue e fez um cidadão se despistar, sendo esse cidadão o xeri...-Eu ia continuar, mas ouvi a porta abrir e e me virei para ver quem entrava. Era Graham. Meu ajudante.

– Emma. - Ele chamou. - O seu pai está chamando você. Pode ir. Eu ficarei de olho nesse individuo enquanto você não estiver.

Eu assenti e sai, não sem antes dar um breve abraço em Graham e sussurrar um obrigada no ouvido dele. Pude sentir o seu olhar seguindo todos os meus movimentos até eu sumir ao virar a esquina.

Andei lentamente até lá e em cada corredor que eu passava conhecia pelo menos três pessoas conhecidas. Aquela cidade era realmente pequena. Não é por acaso que StoryBrooke nem se quer aparece no mapa.

Todos me cumprimentavam com um "Bom dia seguido de "As melhoras para o seu pai". Quando cheguei na porta do quarto já tinha ouvido aquelas duas frase perto de vinte vezes.

– Pai...- Chamei e não obtive resposta. Bati e abri a porta, conseguindo ver finalmente o meu pai sentado na cama focado na Tv. - Me chamou?

Ele desligou a Tv e olhou para mim com um sorriso no rosto.

– Sim, filha. Feche a porta.

Fiz o que ele pediu e me aproximei, me sentando na cama do lado dele e o cumprimentando com um beijo no rosto.

– Aconteceu alguma coisa?

Ele ficou em silencio me olhando até suspirar e se aconchegar melhor na cama.

Ficou em silencio durante uns minutos e aquilo estava me irritando. Para quê tanto suspense?

– Aquele homem...O Jones, como ele está se comportando?

– Bom, até agora, não tentou fugir.

Ele olhou para o tecto com um olhar pensativo.

Novamente o suspense? Fala serio!

– Sabe, Emma, não sei se vou prender ele ou não. Não faz sentido algum ele ser o único preso da cidade.

A batida com certeza o deixou louco. No que raios ele estava pensando?! Eu poderia não concordar com a sua observação idiota e sem nexo, mas não o contestei, afinal, ele é meu pai.

– E o que pensa fazer, David?

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– Muito Obrigada, Graham. - Falei entrando no quarto do Jones. - Eu fico aqui agora.

– De nada Emma. - Graham me deu um ultimo beijo no canto da boca antes de sair.

Caminhei lentamente para junto da cama e me sentei na ponta da mesma, sem Jones desviar o seu olhar de mim. Sorri levemente e me aconcheguei melhor sentada na cama.

– Boa noticias, Jones! Você deixou meu pai louco e ele decidiu que não vai te prender! - Falei com a maior falsa felicidade falsa que consegui no momento e ele abriu um sorriso enorme. - Você vai trabalhar no Granny's, a lanchonete, durante tempo indeterminado ou até conseguir juntar dinheiro suficiente para o conserto do seu carro e do carro do meu pai. Enquanto isso, os dois vão ficar no ferro velho da cidade. - Eu me divertia bastante ao ver o sorriso de Jones diminuindo à medida que eu ia falando. - Depois que sair daqui vai viver lá em casa. Meu pai quer ter você de baixo de olho. Jones, bem vindo a StoryBrooke. - Bati de leve no ombro dele e ele se contorceu de dor.

Ele me olhou em choque e se deixou cair violentamente contra a barra da cama, batendo com a cabeça na mesma, não sei se de propósito ou sem intenção.

Aquele cara era estranho. Muito estranho.


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