Rafael?

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      A surpresa me atingiu quando abri a porta e vi um menino de topete sentado no meio-fio da calçada. Como isso era possível? Ele não havia me avisado que iria vir pra São Paulo, muito menos que ira me fazer uma visitinha as dez e meia da noite. 

- Rafael? - o chamei. 

      

      Bom, vocês devem estar bem confusos, não? Acho que não tem como ficar mais confusa que eu. A alguns minutos atrás estava esparramada no sofá assistindo uma série policial enquanto ouvia minha mãe me pressionando. Era cansativo ficar ouvindo alguém ficar me pressionando, dizendo que eu teria que decidir que área iria seguir logo, que ano que vem as coisas não seriam tão fáceis como são esse ano e mais um montão de coisas. Bufei frustada e enterrei meu rosto na almofada. Apesar dela ser minha mãe era um saco ficar ouvindo isso tudo, era como se ela quisesse decidir o meu futuro por mim.

- Eu vou dormir querida, pense com bastante sabedoria sobre o assunto. - ela saiu da cozinha e foi em direção as escadas.

- Mãe?

- Sim?

- Por que a senhora está tão apressada com o meu futuro? Não posso decidir uma coisa que eu goste? Mesmo que ela não seja tão promissora como as outras? - despejei as palavras que estavam presas em minha garganta, esse era um dos meus defeitos, não conseguir guardar as palavras quando não estou de acordo com as opções.

- Querida, - ela se aproximou de mim e ajeitou uma mecha teimosa de meu cabelo, aquele carinho era tão, me fazia ter saudades de quando eu era pequena, uma simples criança ingênua. - eu não quero mandar na sua vida, mas sou sua mãe e sei o que é melhor pra você. Entende?

- Na verdade não. - ela soltou um suspiro.

- Amanhã conversamos melhor, não durma muito tarde ok?! - balancei a cabeça concordando, a perdi de vista quando começou a subir as escadas, seus saltos altos ainda do trabalho faziam um barulho abafado contra o tapete.

     Continuei estirada no sofá olhando para o teto, pensando em como seriam as coisas daqui pra frente. Em partes minha mãe tinha razão, o ano estava acabando, falta pouco para as provas finais. É estranho pensar que eu não vou precisar acordar todo os dias atrasada para a escola, não irei ver Lola e Yuri tão frequentemente. Meu deus, que papo é esse Lia? Acho que minha mãe fez alguma coisa comigo.

    A campainha tocou me dando susto, e com esse susto acabei caindo do sofá. Ótimo, ainda não tinha caído no chão hoje mesmo! Me levantei rapidamente e fui em direção a porta. Só tinha uma dúvida: quem era o louco que estava tocando a campainha uma hora dessas?

    Abri a porta pronta pra xingar o louco que veio perturbar nesse momento, primeiro fiquei surpreendida por que não havia ninguém na porta. Percebi uma pessoa sentada no meio-fio, bem, isso foi até eu reconhecer quem era sentado em frente minha casa.

- Rafael? - assim que ouviu seu nome ele se virou, fiquei incrédula, como ele veio para São Paulo? Na verdade, quando isso aconteceu? O loiro sinalizou para ir até ele, e assim fiz, a curiosidade me corrói.

- Oi, Lia! - ele me deu um abraço, usava seu tipico moletom e seus cabelos estavam em um topete, cheirava a colonia masculina.

- O que você está fazendo aqui? - me sentei ao seu lado após o abraço.

- Vim para um evento, na verdade, cheguei hoje na cidade e resolvi te visitar, só que a senhorita Kutcha não atendia. - ele me deu um empurrão.

- Acho que meu celular está descarregado, desculpa. - reparei em sua aparência, ele estava bem cansado. - Rafael o que aconteceu com você? Parece que foi atropelado por um trator!

    Mesmo não querendo admitir, eu sentia falta de sua risada. Apesar dela ser muito escandalosa e me deixar surda, te dava uma vontade de rir mesmo sem saber o motivo do riso.

- Bem, no manual de youtuber não disse nada que seria fácil. E eu fiquei resfriado esse dias. - toquei o seu rosto observando suas olheiras, mas meus olhos acabaram desviando para sua boca. - Lia?

- Senti sua falta. - continuava fazendo carinho em seu rosto, meu deus Lia, de onde veio essa audácia toda? Me sentia tão confusa com seu rosto tão perto do meu, seu corpo colado ao meu. - Apesar de não nos conhecermos a muito tempo eu senti sua falta!

- Fico feliz ouvindo isso por que também senti sua falta. - a cada segundo estávamos mais próximos. - Lia, o que estamos fazendo?

- Eu não sei. - a essa altura nossos narizes se encostaram, mergulhei em seus olhos azuis que ficavam tão lindos a luz do luar.

      E então eu o beijei.


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OLAAA PESSOAS! Como vcs estão? Então parei de enrolar e fiz logo esse dois trocarem saliva, já tava cansada. Não sei se gostaram muito, não to com muita inspiração hj mas o capítulo tinha q sair. 

GENTE VCS SÃO DEMAIS, AMO LER OS COMENTS DE VCS (continuem com isso hein) E OS VOTOS, ADORO QUANDO VCS SE MANIFESTAM <3 <3 

Então, gostaram da capa nova? Foi  a linda da mari (whosweetz) q fez, agradeçam a ela <3 <3 

Tava pensando interagir mais com vcs, podem mandar perguntas sobre a fanfic ou sobre mim mesmo, respondo todas com carinho <3 (pq eu to in love com vcs)

AMO VCS SUAS LINDAS 

okay, muito amor pra pouca bea 

BYE

All the love 


Clouds → Rafael Lange | CellbitOnde as histórias ganham vida. Descobre agora