Capítulo 18 (Bônus)

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Nina Novaes.

Acordo antes do despertador com uma mensagem no celular de Sofia no grupo comigo e com o Celo.

"Hoje. Nós três. Na minha casa. Às oito. Beijão e bom dia, seus lindos!"

Ótimo. Eu estava mesmo precisando dos meus amigos um pouco e tentar entender o que estava sentindo. Talvez eles pudessem me ajudar. Fico mexendo no celular até o despertador finalmente tocar e eu criar coragem de enfrentar mais um dia de trabalho ao lado de Alex e Willian.

Eu sabia que de alguma forma isso não acabaria bem, mas não tinha pretensão nenhuma de fazer com Willian o que Alex fez comigo. Eu tinha gostado mesmo de sair com ele e queria repetir a dose, embora ainda parecesse errado para mim. Talvez um dia parasse de me sentir assim em relação a ele e eu esperava ansiosamente por isso.

Assim que chegoao hospital, Nanda me chama e conta que tinha desistido de Marcelo. De início fiquei confusa, porque nem sabia que ela ainda estava insistindo naquele caso perdido, mas ela logo me conta que depois dele ter recusado avidamente todos os convites dela, ela finalmente entendeu e desencanou. Fiquei feliz por ela, porque sei que o Celo não era o cara que a faria feliz e ela merecia alguém que a fizesse se sentir assim.

Depois fui para o vestiário como sempre e peguei minhas coisas. Passo pelo quadro e vejo as cirurgias de hoje. Depois disso, vou atrás de Alex para começarmos as visitas, pois já estava ficando tarde e eu tinha uma cirurgia sozinha marcada para às nove. O encontro na sala de espera, encostado no balcão com um copo de café na mão e de costas para mim.

- Dr. Alex? - chamo ele por "doutor" na frente dos pacientes, ele já estava acostumado. Ele se vira e apoia os cotovelos no balcão, me observando.

- Bom dia, doutora - ele responde sério.

- Vamos fazer as visitas?

- Eu estava te esperando. Está atrasada.

Olho para o relógio que tem na parede bem em cima dele e constato que estou apenas quatro minutos atrasada. Sério mesmo, Alex?

- Me desculpe - respondo e tento esconder a ironia em minha voz.

- Ok, tanto faz - ele diz seco e joga o copo na lixeira ao seu lado, depois caminha até onde estou e para à dois passos de mim.

- Tá tudo bem? - pergunto franzindo a testa, meio magoada. Ele estava irritado comigo?

- Sim, só estou cansado. Trabalhei essa madrugada - ele explica, dando de ombros e encarando um ponto fixo acima da minha cabeça. - E você? Dormiu na sua casa ou na do Oftalmo?

Abro a boca pronta para xingá-lo do pior palavrão que vem em minha mente, mas decido não fazê-lo. O que ele pensa que eu sou? Tudo bem que no nosso primeiro "encontro", eu já fui para seu apartamento - e consequentemente tive uma das melhores noite da minha vida -, mas isso não quer dizer que eu seja assim com todos. Ele já deveria saber. Ele é uma exceção.

Ele é a droga de uma exceção em todos os sentidos para mim.

Porque mesmo ele me dando um belo pé na bunda e achando que sou como qualquer uma por aí, eu continuo nutrindo os mesmos sentimentos por ele desde que o vi pela primeira vez nesse hospital.

Se eu pudesse me descrever em uma palavra hoje, eu me descreveria prontamente como trouxa. Droga. Eu sou mesmo uma trouxa.

- Se você está mesmo tão interessado em saber com quem eu durmo ou deixo de dormir, saiba que você foi a última pessoa com quem eu me relacionei, doutor Alex. Saí com Willian sim, foi muito bom sim e nós vamos sair de novo sim. Ele parece lidar muito melhor com relacionamentos do que... Ah, esquece. Esquece isso, tá? Só não ache que eu sou como qualq...

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