Capítulo Vinte e Três - Frank

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Uma brisa gelada balança o meu cabelo. Olho para Hannah que ainda está nos meus braços e ela estremece um pouco.

— Vamos sair daqui, – eu sugiro — está ficando muito frio.

— Ok – ela me beija mais uma vez antes de, finalmente, concordar comigo em sair do lago.

Com dificuldade – muita!– eu consigo sair da água e, assim que o faço, ajudo Hannah estendendo a minha mão e desejando com todas as minhas forças que ela não me jogue na água, como eu fiz com ela.

Para minha sorte, ela não o fez, afinal, nós realmente não queríamos pegar um resfriado, principalmente eu que estava de férias.Afinal, eu não gostaria de passar meus dias de folga deitado em uma cama, me recuperando de uma gripe.

Fomos para dentro da casa de Holly – que ainda não tinha chegado – e Hannah foi buscar uma toalha pra mim. Ela volta com uma toalha grande pra mim e outra pra ela e, enquanto seca seus cabelos, me diz:

— Eu tenho roupas aqui, então eu posso tomar banho. Se você quiser, pode colocar sua camiseta pra secar no aquecedor, – apontou para o aparelho que estava em um canto da sala — mas acho que você vai terá que ficar com as calças molhadas.

— Tudo bem – eu respondo — não tem problema. Eu vou secar minha camiseta enquanto você toma um banho.

Ela sorri abertamente.

— Ótimo! Depois que eu estiver pronta, faço um chocolate quente pra gente.

Eu sorrio para ela, agradecido, e ela novamente some para o segundo andar da casa depois de me entregar a toalha.,indo tomar seu merecido banho.

Olho para Banzé que está deitado no chão da sala, em cima do tapete. Ele parece estar cansado. E ele precisa comer também. Vou esperar Hannah voltar e pedir para ela pegar a comida dele no carro, porque se eu sair com essa calça molhada é certo que irei ficar de cama pelos próximos dias.

Ligo o aquecedor, tiro minha camiseta e a coloco em cima do mesmo e me enrolo com a toalha. Os pelos do meu corpo estão arrepiados devido ao frio que passa pela fresta da janela da sala e, de repente, lembro-me de tia Holly.

Desejo que Hannah saia do banho antes que ela chegue. Não seria nada legal ela chegar e me encontrar assim.

Para a minha sorte, a minha camiseta não demora a ficar razoavelmente quente e pronta para ser vestida novamente.

Coloco minha camiseta e Hannah aparece já vestida com uma calça de moletom e uma camiseta de mangas compridas. Encaro-a dos pés à cabeça e vejo que ela tem uma pantufa calçada nos pés.

Ela está extremamente fofa e cora quando percebe para onde eu olho.

— Ei! – ela ri envergonhada — É feio encarar!

— Tudo bem – falo, desviando meus olhos de seus pés, mas é impossível evitar o sorriso.

Mexo-me para colocar o meu casaco de moletom no aquecedor, mas minha jaqueta é impossível de ser salva, naquele momento, mesmo eu já a tendo torcido para tirar o excesso de água.

— Vamos para a cozinha? – ela pergunta e eu faço que sim com a cabeça. — Chá ou chocolate quente? – ela pergunta quando chegamos.

— Eu posso fazer um chá enquanto você vai buscar a comida de Banzé no carro? – sugiro porque, para ser sincero, eu só sei fazer chá mesmo — O cachorro deve estar com fome.

Hannah me mostra onde está a chaleira e, antes que ela possa sair para pegar a ração de Banzé no carro, eu envolvo meus braços em sua cintura, puxando-a para mais perto de mim. Ela se desequilibra e apoia suas mãos em meu ombro. Meu rosto está extremamente perto do seu e, sem demorar, colo meus lábios nos dela.

Precisamos aproveitar antes que tia Holly chegue, e acho – espero – que Banzé possa esperar alguns segundos.

Nosso beijo não tem segundas intenções, é demorado e não se aquece muito mais, mas eu só nos separo quando respirar já é preciso.

— Uau! – ela diz — Você pode me surpreender mais vezes desta forma,– ela sussurra bem perto da minha orelha— mas não me jogue no lago novamente.

— Eu prometo que não. – dou um beijo em sua testa — Agora vou fazer nosso chá enquanto você pega a comida de Banzé.

Hannah faz o que combinamos, assim como eu - ela coloca a ração para Banzé enquanto estou terminando o nosso chá e, quando ele já está quase pronto, Hannah pega uns bolinhos de Holly na geladeira e diz que são os melhores que eu posso comer em uma vida.

— Realmente – falo depois que dou uma mordida, sentados à mesa da cozinha, enquanto comemos nosso pequeno lanche. — Você sabe que horas a Holly chega? –pergunto.

Hannah toma um gole de seu chá antes de me responder.

— Ela me disse que chegaria às 21h hoje.

— Hmm...

— Mas, se você quiser, podemos ir embora antes de ela chegar – Hannah oferece enquanto eu dou a última mordida no meu pedaço de bolo.

— Parece uma boa – eu digo — e eu quero mesmo tirar essa calça molhada.

— Acho que eu vou ficar por aqui hoje, mesmo – Hannah diz — Você pode ir à hora que quiser e não precisa parar para me deixar em casa. Banzé pode ficar comigo.

— Acho um bom plano – respondo. — Vamos terminar esse chá então.

Depois de termos tomado todo o chá e comido o bolo, ajudo Hannah com o resto da louça e, antes de ir embora, vou até Banzé e brinco mais um pouco com ele, apenas fazendo um carinho em sua barriga.Quando tiro a mão para ir embora, ele reclama.

— Ele quer que você fique – Hannah diz, observando a cena.

— Ele ou você? –pergunto e ela cora.

Eu dou uma leve risada. Passo a mão em Banzé uma última vez e me levanto, já que eu estava agachado. Vou até Hannah e dou-lhe um último beijo, naquele dia, que é prontamente retribuído.

Depois que nos separamos ela abre um sorriso.

— Até amanhã? – pergunto, mesmo sem ter conversado com ela sobre o que faríamos no dia seguinte.

— Até! – ela responde – Depois eu te ligo para combinarmos o que iremos fazer, certo?

— Sim – confirmo.— Eu preciso pegar meus casacos.

Pego meu moletom, que está seco por ter ficado em cima do ar quente, e sou obrigado a deixar minha jaqueta para trás, porque ela está tão úmida que meu carro estragaria com a umidade.

Hannah me empresta uma toalha para que eu possa me sentar no banco do carro, e me dá um selinho antes de eu fechar a porta do carro.

Ela se afasta e eu dou a partida. Saio da casa de Holly e olho pelo espelho retrovisor. Hannah está lá, me observando ir embora, com um sorriso nos lábios.

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