"Por que não fica um tempo na casa dos seus pais? Não acha que seria melhor? E quando a Valentina for para casa?"
Arthur

Essa foi a mensagem que encontrei, quando sai enrolada na toalha. Alguns pingos de água ainda caiam do meu cabelo molhando o chão.

Em vez de responder, procurei o meu pijama e minhas roupas íntimas para poder deitar e conversar com mais atenção.

Antes de tudo, sequei o chão do quarto e do banheiro, estendendo a toalha por fim.

Bernardo ainda dormia na mesma posição que havia lhe colado, cercado por alguns travesseiros.

"Não quero depender de ninguém. Embora não goste de ficar sozinha, preciso disso. Preciso me adaptar a minha nova vida."
Laís

"Imagino que você não pensa na hipótese de encontrar alguém tão cedo... E o que será do Hugo? Ele vai demorar para sair da prisão?
Arthur

"Quem iria querer uma mulher e duas crianças de brinde? Estou bem assim... Não sei quanto tempo ele irá ficar preso.. Mas ele é o pai das crianças, não sei como vai ser futuramente."
Laís

"É um pouco complicado a sua situação... Mas sempre terá alguém! Espero que ele não seja capaz de machucar seus filhos."
Arthur

"Ele me disse que fará tudo que estiver ao alcance dele pela nossa Valentina."
Laís

As mensagens acabaram aquela hora. Passava um pouco das onze e não estava com fome, além do mais havia me alimentado muito bem no almoço e no café da tarde.

Os meus olhos estavam se fechando sozinho. Já não aguentava esperar por mais alguma mensagem, então me permiti dormir.

Como sempre nos meus sonhos aparecia uma única pessoa, pequena, delicada, frágil, dependente, Valentina. Todas as vezes ela já estava curada e estávamos em casa, eu, ela e o Bernardo.

Realmente não sabia o que seria quando as crianças crescessem e se Hugo saísse da cadeia... Será que teríamos que entrar em um acordo sobre quem ficaria com a guarda das crianças, quer dizer, era óbvio que deixariam comigo, mas com certeza teria que compartilhar com ele.

Muitas vezes desejei que naquele tempo que estive com Arthur, pudesse ter acontecido de alguma forma que aquele exame que fiz tivesse dado positivo em vez de negativo. O meu sonho era ser mãe, porém, esse sonho não era para ter sido realizado com Hugo e sim com Arthur.

Invejava o fato de Vanessa ter tido sorte, eles estavam a um bom tempo juntos, esse era o meu sonho. Não pude aproveitar muito o nosso namoro, ou quem sabe, se naquele dia eu tivesse lutado um pouco mais. Quem sabe no começo do meu "sequestro" teria sido melhor. Eu poderia ter voltado para casa mais cedo, ele com certeza estaria me esperando ainda solteiro.

Mas agora a vida deveria seguir, de preferência mudar para melhor. Espero que com a chegada do exame da Valentina tudo fique bem e ela consiga sair logo daquele hospital.

Amanhã iria cedo para amamenta-la, teria que levar Bernardo junto, mesmo não gostado muito do ambiente onde ele que é recém nascido possa pegar alguma doença.

Meu pai ofereceu a carona novamente para nos levar. O melhor é que no carro dele tem a cadeirinha para bebê, quanto mais segurança para os meus filhos melhor.

Precisava dormi bem aquela noite, assim como meu filho vinha dormindo ao meu lado. Aconcheguei-me de baixo das cobertas, cobrindo ele com cuidado de modo que não o sufocasse.

- Mamãe te ama príncipe. - beijei sua testa devagar para não acordá-lo.

Ele deu uma mexida rápida, talvez por sentir o toque na sua pele, mas não acordou o que foi bom. Agora me permitiria dormir um bom sono.

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02 - O que é que tem? - O ReencontroOnde as histórias ganham vida. Descobre agora