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Laís narrando

Ter minha filha segura em meus braços era a melhor sensação que poderia sentir. Tê-la por perto, era a coisa mais incrível que estava acontecendo nesses últimos dias.

- Preciso levá-la de volta. - uma das enfermeiras avisou.

- Ela não pode ficar mais um pouco? - pedi.

- Sinto muito, mas é para o bem dela. - a enfermeira precisava fazer o seu trabalho.

- Tudo bem. - assenti.

Beijei o topo da sua cabeça, fazendo-a soltar alguns resmungos enrolados.

- Mamãe te ama muito minha linda.

Ter que deixá-la ir embora era difícil, mesmo sabendo que era o melhor para a sua saúde. A questão é que o meu amor era grande demais para ser egoísta. Mesmo de longe, seria necessário.

Precisava saber o resultado do exame logo. Hugo era a minha única esperança, ele precisava ser o doador da medula para a nossa filha. Estava louca para levá-la para casa. Provavelmente a levaria até a prisão para ver seu pai.

- Filha, está na hora, vamos? - mamãe chamou com Bernardo em seu colo que pedia por mim.

- Sim. O Hugo já foi embora? - perguntei, quem sabe pudesse esbarrar com ele no corredor.

- Falaram que ainda há alguns exames para ele fazer. - papai respondeu.

Bernardo se alinhou no meu abraço, pedindo por carinho, isso era evidente, ele esfregava sua mão em mim, pedindo.

- Oi meu príncipe, vamos para casa? - passei o nariz no canto da sua bochecha.

Não demorou muito para que estivéssemos dentro do carro, indo em direção ao nosso apartamento.

- Vocês querem almoçar aqui? - convidei.

- Seria uma ótima ideia. - mamãe concordou.

Eles ajudaram a subir com as minhas bolsas. Estava cansada e Bernardo estava morrendo de fome no meu colo.

- Só mais um pouco amor. - pedi.

Encontrei a casa com Heitor e Manu. Eles estavam sentados no sofá do meu apartamento, provavelmente haviam utilizado a chave extra que deixei com o casal caso fosse necessário.

- Vocês chegaram. - Heitor levantou-se, cumprimentando-me, em seguida roubando o Ber do meu colo.

- Oi parceiro. - encheu o meu filho de beijos.

Por mais que Heitor fosse o padrinho da Valentina, ele tinha um carinho muito especial pelo Bernardo. A sensação de não estar só nessa era boa.

Manu me encheu de beijos e abraços, dessa vez ela estava se soltando cada vez mais.

- Como vocês estão? - ela perguntou assim que nós sentamos no sofá.

- Com fome. - brinquei. - Bem.

- Nós preparamos a janta. - Heitor contou.

- Vou amamentar o Bernardo primeiro, podem comer. - comentei.

- Nós iremos te esperar também. - todos estavam na sala, de fato o cheiro estava muito bom.

- Quem resolveu fazer o almoço? - perguntei curiosa.

Por mais que soubesse que Heitor sabia lidar com a cozinha, porque dona Margott fez um ótimo trabalho, imaginava que essa ideia havia saído da  Manu.

- A Dona Margott. - Heitor contou. - Ela já deve estar voltando.

- Ela vai vir para cá? - perguntei.

02 - O que é que tem? - O ReencontroOnde as histórias ganham vida. Descobre agora