Capitulo 1 - Gotas de um desafio

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"É como a luz da manhã ao nascer do sol, numa manhã sem nuvens. É como a claridade depois da chuva, que faz crescer as plantas na terra".

2 Samuel 23: 4

2 Samuel 23: 4

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Era uma linda noite de setembro, quando a chuva não molhava mais as ruas da cidade de João Pessoa. A saudade me invadiu por saber que teria que esperar algum tempo para ver as gotas caindo novamente. Fiquei desanimada.

Acho que sou a única pessoa do planeta a dizer que amo a chuva, me apaixonei desde quando a vi pela primeira vez e será assim para sempre.

Fechei os olhos ao relembrar do cheiro de terra molhada, recordei o quanto é bom ver as grossas gotas caindo do céu em um ritmo acelerado. O som que emitem quando colidem ao solo, com certeza, é minha trilha sonora particular.

Quando a chuva cai com bastante intensidade, ajo como se fosse aquele filme que pode passar milhares de vezes na tevê e assistirei como se fosse a primeira. Gosto de preparar uma pipoca com ansiedade, voltando desengonçada para assistir na janela do meu quarto e me aquecendo com uma coberta toda boba vendo aquele espetáculo da natureza como um presente de Deus.

Em outros momentos, gosto de senti salpicar em meu corpo em combinação com a dança – é a minha outra paixão da vida. É incrível a sensação de estar de baixo dos pingos que são jorrados do céu em direção à terra. Eles escorrem por meu corpo e caem na palma das minhas mãos com os braços abertos. Recebendo as novas gotas multiplicadas a cada segundo. Girando, pulando e correndo. Com vários movimentos espontâneos e com meus cabelos grudados pelo meu corpo. É tão divertido que volto a ser criança ao dançar loucamente debaixo da chuva.

Voltando para a realidade, fiquei discutindo comigo mesma:

Pode uma pessoa ter dois sentimentos distintos ao mesmo tempo?

É muito estranho sentir tristeza e alegria simultaneamente. Apesar da saudade da chuva, a felicidade me invadiu nesta noite quando abri a janela do meu quarto e logo a brisa suave acariciou minhas bochechas. Delicadamente retirei uma mecha castanha do rosto, apreciei a sensação de paz e gozo, não querendo que nada atrapalhasse esse momento.

Em seguida contemplei o brilho das estrelas que é produzido através de sua energia, que irradia o espaço com sua luz. A lua, por sua vez, está indescritível, com certeza é a rainha da noite, que se destaca das estrelas espalhadas ao seu redor. Perderia a noção do tempo analisando este céu, diria até que nunca o vi mais lindo e percebi que nas pequenas coisas encontramos a alegria de viver.

Desviei meu olhar para verificar a hora e me espantei arregalando os olhos.

— Jesus! Como estou atrasada, preciso me ajeitar e voar para o culto da igreja.

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