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Laís narrando

A minha Valentina era a bebê mais linda e forte desse mundo. A médica avisou-me que mandaria algumas mensagens referente a ela, finalmente poderia ser levada para um local com outros recém-nascidos, isso seria ótimo, além de conviver com outras crianças, lá poderia amentá-la e mimá-la como tinha vontade.

O problema é que isso só poderia ser feito a partir de amanhã. Por enquanto, teria que ir para a minha casa ficar com o meu Bernardo que por incrível que pareça, ainda estava acordado no meu colo.

- Você vai dormir no quarto com a mamãe hoje. - beijei a sua cabeça, fazendo-o resmungar alguma coisa.

Minha mãe que estava no banco da frente do carro, virou-se para trás para sorrir. Por sorte, meus pais tinham a cadeirinha no carro deles, já que eu não tinha um. A outra estava na minha casa em casos de emergência.

- Filha, você sabe que precisa conversar com o Bernardo sempre? - perguntou.

- Sempre que posso. Até quando ele está dormindo. - respondi.

- Estimula ele falar mais cedo. - explicou.

- A médica conversou comigo sobre isso. Explicou que com a Valentina poderia demorar mais um pouco a se desenvolver pelo fato de estar tanto tempo no hospital. - contei.

- Ela é tão pequena. - mamãe estava aborrecida, assim como todo mundo a minha volta, principalmente aqueles que me conheciam mais profundamente.

O normal era todos pensarem que por ela ser um bebê recém-nascido, ela não iria aguentar todo o peso da situação. A questão era que apesar de muitas vezes pensar dessa forma, minha filha aguentaria bastante.

- Tem certeza que não quer ir lá para casa? - papai insistiu mais uma vez.

- Tenho. Preciso tomar um banho e dar no Bernardo também. - expliquei. - Além do mais, preciso da minha cama.

- Tudo bem. Qualquer coisa pode nos ligar, iremos levá-la ao hospital amanhã. - mamãe comentou.

- Podem passar lá em casa pelas 8h30min? - pedi.

- Pode ser. - papai concordou.

Meus pais não me ajudaram a subir com as bolsas e com o Bernardo porque estava chovendo, não seria necessário também, já que tinha um elevador. Estava molhada, mas havia colocado uma toalha sobre o Ber para que o mesmo não se molhasse.

Como meu filho era muito comportado na maioria das vezes, com o barulho da chuva, dos trovões e dos raios, ele chorou. Em vez de dar-lhe o banho sozinho, sabendo que também precisar tomar e não queria deixá-lo em seu quarto, resolvi que naquele dia deveríamos tomar banho de banheira.

Bernardo sorria de vez em quando, seus pequenos olhos estavam entreabertos. Com certeza estava começando a sentir sono. Claro, iria dar mamar antes de ele ir dormir, assim à noite seria completa.

- Vamos dormir com a mamãe meu amor? - coloquei ao meu lado, cercado de travesseiros.

Sua mão tocou o meu seio e tentou se aproximar. Por mais que ele ainda não tivesse tanta força, aos poucos conseguia chegar com a boca no meu seio.

Talvez não tivesse com nenhuma vontade de mamar, em menos de um minuto já estava dormindo.

- Você está muito manhoso menino. - beijei o tipo da sua cabeça.

Desejava saber qual seria o dia em que a minha filha estaria dormindo ao meu lado.

O fato dos exames me deixarem nervosa, não significava que não estava otimista.

02 - O que é que tem? - O ReencontroOnde as histórias ganham vida. Descobre agora