Pov Caroline.

Eu e Dean ficamos encarregados de limpar a casa no dia seguinte, enquanto Sam e Julie compravam ingredientes para o almoço, que decidimos que eu cozinharia desta vez.

Flashback: Segundo dia.

Grossas camadas de pó estavam sobre o balcão da cozinha e no embaixo dos armários presos na parede. Achei um pano dentro de um dos armários, repletos de teias de aranha. Aparentemente, fazia muito tempo que deixaram a casa. Precisei molhar o pano várias vezes até conseguir deixar os balcões brilhando. No entanto, o chão pagou o preço por isso.

Percebi que deixar aquela casa agradavelmente bonita seria um sacrifício, mas valeria a pena se fôssemos morar ali.

Depois de meses passando os dias de hotel em hotel e na casa de Bobby, onde não vivemos nossos melhores momentos, estava até feliz de encontrarmos a casa vazia. Fazia tempo que não me sentia confortável num lugar como esse e a casa me passava certa segurança, como o fato de ser grande nos proteger mais. Eu só torcia para que não terminasse com um incêndio ou que ficássemos em risco novamente por causa de Crowley.

Tínhamos de proteger a casa com selos e deixar sal grosso e água benta sempre à disposição, e não desatentos, como no ferro-velho. Com meus poderes chamando toda essa atenção, era preciso que nos isolássemos o quanto pudermos. E uma casa simples, numa cidade pouco conhecida, que se localizava num estado qualquer me parecia ser um bom começo para ser discreto.

Decidi ir para o segundo andar e ver por que Dean demorava tanto para descer. Ele tinha se oferecido para levar as roupas para o nosso quarto e eu não disse que precisava guardá-las. Mas não era bem isso que ele estava fazendo.

Abri a porta e me deparei com o loiro tirando as minhas roupas íntimas das sacolas.

– Acho que acertei ao separar qual era de quem. - ele comentou, analisando o baby doll verde.

– Claro, como não pensei nisso? - me aproximei dele. - Você se ofereceu para ver as roupas íntimas da minha irmã. - constatei, vendo um sutiã preto em cima da cama, quando a sacola da Julie estava no chão, outras peças mal colocadas lá.

– Na verdade, eu estava interessado nas suas. - sorriu cínico.

Revirei os olhos e tirei a peça da mão dele, jogando de qualquer jeito na sacola.

– Você vai estrear isso, não vai? - perguntou, apontando para todas as sacolas.

– Estou pensando em guardar. - menti, fazendo uma expressão pensativa.

Sua expressão ficou tensa e eu ri, lhe dando as costas e pegando as sacolas de Julie.

– Desça e me ajude a arrumar lá embaixo.

Deixei as sacolas no quarto do lado direito das escadas, de Sam e Julie, e voltei ao primeiro andar. Dean logo fez o mesmo e começamos a arrumação geral ali.

Pov Julie.

– Quais vão ser os ingredientes? - indagou, enquanto caminhávamos pelo shopping.

– Nem sei o que quero comer. Mas estou morta de fome, então qualquer coisa serve.

– Hambúrgueres? - sugeriu, apontando para um McDonald's próximo.

– Depois eu fico com o colesterol elevado e vocês dizem que estou bebendo. Mas não. É só a péssima alimentação de vocês. - retruquei, irônica. - Fazer o quê? - dei um passo para longe dele, na direção do restaurante, mas Sam passou o braço pelos meus ombros, me puxando para perto.

O Outro Lado do EspelhoLeia esta história GRATUITAMENTE!