Capítulo 18 - Gilcelle - parte 1

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Os babacas não conseguem fechar a boca e só não explodo de tanto orgulho da gente, porque boa parte da grande ideia veio do Lagartão. Foi ele quem nos deu a ideia de comprarmos as ações como um investidor apenas, e assim, a empresa seria nossa. Estamos as três de um lado, os três do outro, na enorme mesa da sala de reuniões. Cleber fala mais palavrões do que sou capaz de contar, Sebastian encara Celina e aperta Nathalia nos braços como se fossem suas últimas horas de vida e Matheus me olha de uma maneira estranha. E é ele o primeiro a falar.

— Então, o dinheiro estava com o Luciano?

— Sim, e vocês deveriam ter desconfiado disso, uma vez que o maior investimento no hotel era dele e foi o único que não o retirou — digo.

— Sim, deveríamos. E como é que vocês conseguiram fazê-lo confessar e devolver o dinheiro a vocês?

— Temos nossos meios e não diremos.

Então, Cleber, com aquela cara de cachorrinho sem dono, encara Suzana.

— Quer dizer que a surpresa que estava fazendo para mim é tomar minha empresa?

Ela sorri ao responder:

— Não sei de que surpresa está falando, mas não tomei sua empresa, querido. Eu a salvei para você.

— Então, vai me doar suas ações? — pergunta esperançoso.

— Não. Mas é você mesmo quem diz que o que é seu é meu.

— Não seja bobo, Cleber. É claro que as meninas nos deixarão ainda como presidentes da empresa, apenas administraremos as ações delas — diz Sebastian.

— Nunca seríamos tão burras — Celina responde imediatamente.

Os três arregalam os olhos e não sei dizer quem fica mais em pânico. Me seguro para não rir. É claro que não somos burras a ponto de doar as ações para eles, já tivemos provas de que são péssimos administradores e não vamos arriscar o suado dinheirinho que conseguimos. Mas, claro que temos consciência que esse dinheiro usado para comprar as ações, é deles. Porém, eles estão com as mãos atadas. Mesmo sendo deles, as ações estão em nossos nomes e eles, em nossas mãos. Nunca pensei que seria tão feliz.

— Celina, meu amor — Sebastian tenta. — Por mais inteligentes que vocês sejam, e vocês realmente são muito mais inteligentes do que nós, não saberiam administrar uma empresa como a V.D.A., sem terem qualquer experiência, vocês colocariam suas ações em risco e as nossas.

— Sebastian, meu querido, agradeço sua preocupação e elogios, mas em primeiro lugar: Gilcelle e eu estudamos para isso.

— Na verdade, acho que foi tudo um plano divino e nos formamos exatamente para administrarmos a V.D.A.. — provoco.

— E depois — Celina continua — claro que não temos a pretensão de simplesmente nos denominarmos as presidentes da empresa e fazer o lucro dos hotéis dobrar.

Sebastian suspira aliviado.

— Ainda bem amor, como eu disse. Não vão nos doar as ações, mas nos deixarão administrá-las.

— Elas não vão fazer isso — Matheus diz. — O que é irônico levando em conta que o dinheiro que usaram para comprar a empresa, é nosso. Vocês a compraram com o dinheiro que foi desviado das obras do hotel de Madri, dinheiro esse, que nós havíamos levantado.

Sorrio para meu amado marido.

— O que torna vocês, ainda mais estúpidos.

— Não entendo, o dinheiro que foi desviado somente, não seria o suficiente para vocês comprarem todas as ações, como conseguiram o restante? — pergunta Cleber.

Estúpida PROPOSTA - SERÁ RETIRADO DIA 20/08Leia esta história GRATUITAMENTE!