Capítulo 5, parte 2 - Ilha da morte

158 4 1

Entre a névoa, o navio se movimentava lentamente. As águas estavam calmas, quase como se não se movessem. Raiden permanecia na parte frontal, e podia ouvir choros e lamentações, assim como todos.

-Raiden... pode ouvir isso? É como se estivéssemos entrando no inferno... é assustador! - Comentou o capitão

-Eu ouço... deve ser só um aviso pra quem se aproxima. Não baixem a guarda, não sabemos o que há adiante. - respondeu

Permanecia com suas mãos sobre a katana, preparando-se para reagir a qualquer hostilidade. Conforme avançavam, todos sentiam-se dominados por uma sensação de medo e angústia. Muitos imploravam para voltar, outros desmaiavam. Apenas alguns se mantiveram fortes.

-Raiden, olhe... - O capitão apontou para frente - Consigo ver um pedaço de terra...

Mesmo estando mais escuro que o normal, era possível notar que estavam bem próximos da ilha. Ao se aproximarem, notou a praia na qual Raiden desembarcaria. A areia era negra, a água parada, e à frente um longo campo vazio, com alguns esqueletos de árvores.

-Chegamos! - gritou o capitão

-Eu pulo daqui, podem voltar. - olhou ao redor, observando os homens enlouquecidos - pelo bem de todos...

-Raiden, tome cuidado! - Elisa parecia aflita, mas não fora de controle - Esse lugar não foi feito para abrigar seres vivos...

-Eu vou me cuidar... não se preocupe. Melhor eu descer o quanto antes.

Raiden então subiu na extremidade do navio. Observou o horizonte e então céu, que impedia que boa parte da luz entrasse, tornando o lugar sombrio.
Por fim, com um forte impulso, saltou, caindo sobre a areia negra onde a água ainda tocava.

-Ela tem razão... tudo aqui é tão... morto. - observava seus passos na areia molhada.

Após andar um pouco, pode alcançar terra firme, onde olhava todo o ambiente que parecia cenário de guerra. Um pouco à frente, notou uma estrutura afundada no solo, que o chamou atenção. Aproximou-se e para sua surpresa era feita de metal. Havia símbolos escondidos em sujeira. Passou a mão para limpar e notou uma logomarca escrita Vanu. Andou até o lado oposto para tentar identificar o objeto e observou uma porta. Abriu-a e viu que havia alguns bancos espalhados.

-Isso é... uma aeronave? Como é possível? - sua curiosidade só aumentava, quando se lembrou de Hanter - Pensando bem... ele parecia ter dispositivos tecnológicos. Como não pensei nisso antes?

Um grito monstruoso e agudo, como de uma fera selvagem, foi ouvida por Raiden vindo de trás. Em guarda, olhou para o horizonte, mas não encontrou qualquer criatura.

-Talvez esse lugar não esteja tão morto assim...

Calmamente passou a andar na direção em que veio o grito, observo tudo ao redor. Enquanto andava, pisou em algo que se partiu, chamando sua atenção. Agachou-se e limpou a terra que estava abaixo: era um crânio humano partido.

-Isso é bem velho... faz parecer que tô num cenário de guerra. - disse para sí

Mais uma vez ouviu o som dos gritos, e de trás de uma rocha logo à frente surgiu uma garota correndo desesperada em sua direção, que ao vê-lo, assustou e caiu. Atrás dela estava uma criatura que lembrava um humano, mas extremamente magro e rápido, com dentes pontudos e olhos brancos.
Ao ver o monstro, a garota que estava caída levantou-se e correu, atraindo atenção da criatura que disparou até ela após um grito. Mas, antes que pudesse alcançá-la, Raiden defendeu-a, correndo até ela rapidamente e cortando a criatura ao meio. Para sua surpresa, a criatura não morreu, mas a parte superior do seu corpo continuava a se mover com os braços, enquanto as pernas se debatiam.

LegiãoLeia esta história GRATUITAMENTE!