Capítulo 12 - O despertar do lobo

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Após alguns minutos Jack chega no carro da polícia e Dodge pede pra parar, fico na ponte ouvindo tudo de longe. Estou sentada ao chão que é constituído de pedras, embaixo há um pequeno córrego, sinto o sol bater em meu rosto, é uma sensação esplêndida.

—Você não a machucaria , está blefando! —Diz Jack.

—Supõe que concordei com isto? Foi de Vitória o arbítrio! Ela tem outro amigo. Agora fica calado e vire-se pra eu te revistar.

—Você é um não é?

—Um rebelde? —Pergunta Dodge ouço ele jogar as armas de Jack em uma caixa.

—Eu não gosto de você , se está vivo ainda, agradeça a Vitória. —Ameaca Dodge, em seguida Jack vem em minha direção. Estou de costas a ele.

—Acomode-se, é uma história extensa!

—Precisava ter

—Confiado em você? Eu vi o futuro, eu sei o que pretendia fazer. Não marcamos este encontro pra falar da minha rebeldia e das mortes na cidade. Te chamei aqui para lhe explicar por que não pode prender. —Explico e ele senta ao meu lado com as pernas opostas as minhas.

—A sua perna!

—Esta é a grande vantagem. Compreende Jack há algo a mais nesta cidade. O grande mal aqui não é eu.

—Talvez seja Dodge.

—Nao apenas ele! Há outros, são mais violentos, mais velozes e mais inteligentes, são originais. Você sabe o que é um original?

—Sim mas eles não estão aqui. Não pertence a este país, não há nada aqui de interessante para eles.

—Você está enganado. —Digo e respiro fundo para revelar toda a verdade.

—Minha avó. Ela morreu protegendo um livro. Ele está preso dentro da casa. Eles querem! —Explico e encaro seus olhos castanhos.

—Eles forcaram meu pai e agora estao obrigando a mim. Se eu não encontrar vão matar sua princesa Júlia!

—Ela não é minha! Eu não gosto dela. Você não entende não é. A princesa aqui não é elas, é você! —Fico descompreendida pois Júlia é a mais bonita.

—É com você que quero estar é por isto quero te ajudar. —Ele declara, deito ao chão encarando o sol que está quase se pondo.

—Nao pode me amar. —Digo e ele também se deita de modo que apenas nossos olhos se encontram.

—Por que não? Por que é uma vampira?

—Eu sou um monstro e gosto de ser assim. —Volto a olhar o sol.

—Mas também gosta de ser princesa. Eu não vou te entregar e te prender, se você precisa mesmo encontrar este livro eu posso ajudar. —Informa ele, continuo olhando para o sol.

—Isto é ? —Pergunta Jack também contemplando o sol.

—Parece um. —Digo.

—Eclipse! —Afirma ele.

—Mas isto esta previsto? —Pergunto.

—É incrível e lindo, assim como você. — Revela, paro de olhar o eclipse e encaro seus olhos, são lindos, pisco e minha visão começa a embaçar.

—Jack! —Digo fraca e tonta.

Pisco tentando acordar mas a fraqueza toma conta de mim.

Permaneço desacordada por alguns minutos, ouço Jack me chamar e gritar, minha cabeça estar a doer e meu coração está disparado a mil, sinto meu corpo frio mas estou suando.

—Vitória! VITÓRIA! Acorde!

—Jack! —Digo mais uma vez recuperando o fôlego.

Voto a enxerga-lo melhor.

—Ta tudo bem! Tudo bem! Foi apenas um susto. —Ele encosta sua cabeça junto a minha de modo que nossas bocas quase se encontram.

—Desculpe deve ser a doença, sabe a cada dia se agrava.

—Sinto muito! Mas saiba que estou aqui! —Diz ele, balanço a cabeça.

Não sei o que está acontecendo mas sinto que preciso aproximar-se mais dele. Sinto o cheiro de seu sangue.

—Eu sei que é difícil controlar mas, eu quero muito tentar! Por favor! Deixa eu! —Antes que ele peça pra me beijar balanço a cabeça afirmando, fecho os olhos e aguardo fazendo o possível para manter-se no controle.

Estamos quase la mas somos interrompidos.

—Vitoria! temos companhia! —Diz Dodge.

—O que? —Levanto espantada. Ouço helicópteros.

—Você nos entregou? —Pergunto.

—Nao! Eu juro! Eu não fiz nada! —Diz Jack.

—Então como eles nos encontraram? —Grita Dodge!

—Eu não sei. Vocês devem estar grampeados! —Defende ele.

—Jack leva isto! Dodge temos que ir! —Entrego a mochila a Jack e corro para o meio da floresta, fujo com Dodge, mas sou atingida na perna direita com uma bala de madeira. Perco o equilíbrio e caio ao chão.

—Vitória venha vamos! —Chama Dodge me puxando! Os helicópteros estão em cima de nossas cabeças prontos para nos levar.

—Nao podem mais fugir! —Grita um policial, eles invadem a ponte e vem em nossas direção.

—Dodge fuja. Eu não vou conseguir mesmo! Fuja! —Grito e ele corre. Os policiais me cercam e atiram em mim acertando meus braços,, as pernas e barriga, minhas presas nascem fico nervosa e quero mata-los mas estou muito fraca. Tombo ao chão e eles se aproximam laçando minhas pernas e braços, são quatro cordas, cada polícial puxa uma.

—Segurem ela! —Grita Alan descendo do helicóptero por uma corda pois ainda está voando.

Fico mais enraivecida, não posso deixar eles me prender, preciso encontrar o livro e proteger minha irmã.

—Segurem ela! Prendam-a! —Grita Alan, os guardas me seguram agora pelas pernas e braços, luto tentando sair, recordo-me de Emmy, papai e minha irmã, lembro-me de Tânia, grito e minha força volta, liberto o monstro que está em mim, me transformo em lobo rasgando minhas roupas.

—Ah meu Deus, abortar! CORRAM! ABORTAR! —Grita Alan correndo para a corda. Termino de me transformar e corro atrás dos policiais, arranco as cabeças de todos, alguns tentam fugir e atirar mas sou mais rápida os ataco, vou pulando de um em um e observo Alan fugir, consigo deixar todos mortos ao chão, Alan é puxado para o helicóptero, corro e pulo em suas pernas tentando impedir, mordo seu pé esquerdo e arranco. Caio ao chão largando o seu pé no gramado. Uivo observando o helicóptero afastar-se...

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