Capítulo 08 - Rebeldes

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O corpo de Tania cai em meus braços, vejo sangue nos seus. Isto será um teste? Se eu me alimentar eles irão me flagrar? Minhas presas apresentam-se, preciso ser resistente mesmo que pareça impossível. Venero o sangue escorrer, minha garganta seca e não posso mais conter, aproximo-me com os dentes até a lesão.

—Eu não faria isto se fosse você. —Me viro e me surpreendo com Dodge.

—O que? Como entrou aqui? —Pergunto e puxo o corpo da garota até o sofá.

—Vim lhe passar novos afazeres já que fracassou no último.

—O que? Não! Eu os separei, não é justo! —Digo.

—Vitória foi uma fatalidade. A missão foi dita a você e não a sua irmã.

—Por favor Dodge! Eu usei ela como isca!

—Pare de mentir. Eu vi tudo. Ela te usou como isca quando decidiu revelar sua doença a Jack. Acha que ela estava preocupada com você? Não, tudo não passava de um joguinho pra conquistar ele! Te usaram e manipularam. —Diz ele, fico calada pois sei que fraquejei.

—Eu não podia chegar muito perto. —Informo.

—Estava com medo de que? De machuca-lo? Por que acha que passei o dever a você? —Briga ele.

—Eu, você e Jack temos o mesmo tipo sanguíneo. —Completa caminhando pela sala.

—Como entrou aqui?

—Sua irmã, é óbvio, quem mais seria tão gentil e ingênua?

—O que você quer?

—Não diga assim, até magoa meus sentimentos, não sou interesseiro. Considere meu pedido como forma de agradecimento. —Ele se move para atrás de mim.

—Agradecimento de que? —Ele se aproxima do meu ouvido e cochicha.

—Eu vi você entrar na delegacia. Você remexeu nos arquivos dos rebeldes e roubou uma lista tola de assassinos! É assim que se alimenta? Você mata só os homens ruins? Estava se sentindo culpada princesa? Você só se faz de psicopata mas no fundo não passa de uma garota triste e sentimental.

—Por que devo agradecer afinal? —Pergunto com raiva.

—Você já devia imaginar que na delegacia há câmeras. —Ele sai de trás de mim.

—E você deletou?

—Você também já devia imaginar que ao fugir do concurso te considera como suspeita de rebeldia!

—Está bem.

—Eu já sabia que Jack viria atrás de você. Troquei todas as folhas de verbena. Agradeça a mim por não ter sido presa. E se você fizer tudo o que eu peço em dois dias ainda lhe darei uma recompensa. —Encaro desconfiada.

—Andar ao sol. Eu sou ou não sou um ótimo amigo? —Ironiza ele batendo uma palma sorrindo.

—E se eu não fizer? Vai me entregar a polícia? —Pergunto.

—Isto seria muito fácil. Eu farei pior, te entregarei a meu pai. Sabe o que é, foi passada uma missão ao Thomas, seu pai não é? Enfim ele tinha que nos dar algo que está dentro desta casa.

—Ele está preso. —Informo.

—Exatamente. Agora você fará o trabalho por ele. —Ele se aproxima olhando no fundo dos meus olhos.

—Acredite meu pai ainda não sabe sobre sua existência mas quando souber ele te obrigará a cumprir as tarefas, por experiência própria ele não é um cara muito bom. —Ameaca num tom de voz baixo.

—É por isto que trabalha pra ele? Não pode fugir não é! Veja como você é um fracasso também, não pode ter sua própria vida! —Ele me empurra na parede.

—Acha que não sou feliz assim? Eu tenho tudo. Tenho carro, grana e garotas.

—Mas não tem liberdade! —Ele me enforca mais.

—Aonde quer chegar? Você pode cumprir a tarefa do jeito fácil ou do jeito difícil! O que me diz? Vamos começar a trabalhar? —Balanço a cabeça afirmando, ele me solta.

—Dois dias, e se não encontrar eu te entrego a meu pai e ele obrigará Júlia a convidar todos para entrar aqui e fazer o trabalho por você. Acredito que não quer isto não é mesmo princesa?

—O que estamos procurando mesmo?

—O primeira elemento, um livro!

—Então é por isto que meu pai ainda não conseguiu vender a casa para o seu? A casa é nossa?

—Não por muito tempo! —Ele caminha até a porta.

—O que há de tão importante neste livro?

—Não lhe interessa, continue a procurar. Lembre-se seu tempo está acabando! Tic Tac, TIC TAC! —Bato a porta preocupada, me encosto me perguntando o que fazer mas logo me distraio.

Olho para Tania, seu braço ainda está sangrando, ela pisca os olhos, está acordando.

—O que houve? —Ela se levanta.

—Você fez isto? —Pergunta ela.

—Por que acha que fui eu? —Ela se levanta.

—Por que me quer longe. Quer ficar com Jack não é mesmo? Então veja isto, tenho um péssimo comunicado a você, sua irmã já fez isto! —Empurro-a até a parede e seguro seu pescoço.

—Isto me machuque e logo meu pai irá te prender. —Solto ela.

—Olhe para você! Olhe o que estas drogas estão lhe fazendo!

—Você vai me dar lição de moral? Olhe pra você. Por que acha que fingir não te reconhecer? Por que acha que Jack escolheu sua irmãzinha? Você não passa de uma aberração! —Novamente a empurro na parede.

—Você vai esquecer que esteve aqui, levou um corte no braço por que um cara tentou te assaltar! Agora vai embora! —Hipnotizo e a solto, ela sai caminhando vagamente como um robô obediente, acompanho até a porta, observo a garota distanciar-se e entrar na estrada sem olhar para os dois lados, um carro a atinge fortemente arremessando seu frágil corpo distante.

Me assusto instantaneamente e ponho a mão na boca apavorada...

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