Capítulo 07 - Sutilmente

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Esforço-me para dormir mas o som da festa esta elevado.  Sei que Jack esta la. Arrependo-me de não ter acolhido o convite. Não é tarde para mudar de ideia pois então me visto. Coloco uma meia calça preta rasgada, botas e uma blusa de frio. Vou correndo.

Chego e ouço uma música eletrônica, escuto tudo com mais clareza logo o som me incomoda. Preciso ir rumo ao DJ, hipnotiza-lo para desligar o som porém algo me frusta. Flagro Jack beijando minha irmã, é uma cena terrível e constrangedora. A vista disso desvendo a princesa de quem ele relatava, foi com esta intenção que Júlia divulgou minha doença, simplesmente para me afastar. Fui traída pela minha própria irmã e iludida pelo meu melhor amigo.

Contraio uma vasta indignação, finjo não ter visto nada e vou até o balcão, engulo uma bebida forte. Ha muitas pessoas ali, e eu estava faminta mas tinha que ser discreta. Bebo mais uma dose da bebida.

—Vai com calma princesa! —Diz um garoto pardo magrelo tinha os olhos e cabelos castanhos.

—Me chamo Pablo. É uma grande honra conhecer a nova princesa da vila. —Ele estende a mão.

—Vitória! —Cumprimento.

—Ah você está ai! —Diz uma garota chegando. É linda, sua pele é branca e seus cabelos negros, seus olhos azuis como o céu.

—Anne acalme-se —Pede Pablo.

—Acalme-se? Há um monte de traficantes aqui!

—Isto não é problema para nós.

—Eles podem pegar suas armas e sair atirando em todo mundo.

—Relaxa. Faça como a Vitória, engole esta aqui —Diz Pablo passando um copo.

—Está bebendo? —Pergunta Anne surpresa.

—Vitória vamos sair daqui. —Ele me puxa para a multidão.

Agitamos com os copos em mãos bebendo e balançando o corpo. Felizmente Jack embaraçadamente me nota e com a circunstância aproveito propositalmente beijar Pablo. Abro os olhos e avisto Jack retirar-se irritado. Agora que consegui retribuir a  traição hipnotizo Pablo.

—Agora que você já foi usado pode cair fora. —Digo olhando firme em seus olhos. Num instante ele sai.

Ao lado da casa noturna vejo usuários e traficantes de drogas. Jamais havia usado uma, então está é a conjuntura, eu quero celebrar. Aproximo-me com meu jeito meigo e delicado, mato dois usuários quebrando o pescoço deles. Os outros correm tentando escapar vou atrás mais rápido, jogo eles ao chão e faco minha festinha. Todas as drogas que eles usaram eu sinto no ato de beber o sangue, é magnífico. O som esta bem alto avisto disto fico aflita por não ouvir os gritos deles.

+++

Após a festa retorno para casa com o corpo cansado, fico a pensar em todos que machuquei, a cada dia mato mais , a cada dia me importo menos. Abro os olhos com as pupilas doloridas de ontem a noite, ainda tá escuro, sento-me na cama e vejo os lençóis brancos cheios de sangue, puxo e minhas pernas e meu vestido também há bastante sangue. O que teria acontecido? Lembro-me de ter banhado antes de dormir. Será que durante a noite eu levantei e fiz mais vitimas? Levanto pavida e caminho até a porta, abro e vejo Jack algemado e com a boca tampada com um lenço, ele tenta um grito, seu pescoço está sangrando, olho minhas mãos e estão sujas, eu o machuquei, não mantive o controle e agora ainda quero mata-lo, vejo o sangue pingar de seu pescoço, meus dentes crescem, ele tenta gritar implorando pra eu não fazer, mas não posso mais poupa-lo disto.

—Não morde ele Vitória! —Diz Tânia chegando em desespero.

—O que?

—Eu não faria isto se fosse você! —Diz agora Dodge.

—Eu sabia que você é como eu. Mate-o você está com fome, não há nada de errado nisto! —Diz meu pai.

—Ele é um traidor irmãzinha, igual eu! —Júlia aparece.

—Eu sabia que você não estava bem mas vai ficar se alimentar-se. —Diz Aly. Me aproximo lutando contra a vontade.

—Não morde ele! —Grita Tania.

—Não morde ele! —Grita todos os outros.

—Não morde ele!

—Não morde ele!

—Não morde ele! —As vozes sussurram no meu ouvido como em um filme de terror, elas ficam mais intensas.

—Não morde ele!

—NÃO MORDE ELE! NÃO MORDE ELE! —Mas a fome sempre fala mais alto.

Corro até o corpo e o mordo. Olho minhas mãos sujas e grito, acordo apavorada na cama, foi apenas um pesadelo, meu corpo está soado e estou tremendo de nervosismo.

Ouço algo cair, alguém está ali e não é minha irmã e nem Aly.

Levanto-me e abro a porta apreensiva. Já é dia, caminho até o quarto da vovó e vejo Tania fuçando uma gaveta.

—O que está fazendo?

—Ah nada! —Ela se assusta.

—Estava procurando o que?

—Não é nada! Eu só tive curiosidade, só isto. Eu já vou indo! —Ela diz e sai pela porta, fico desconfiada.

Talvez Alan pediu que fizesse isto, talvez ele esteja me investigando. Alguém bate na porta, caminho lentamente.

—Quem é? —Grito mas ninguém responde.

Fico com medo, e se for os policiais? Caminho vagorasamente ouvindo o som das batidas na porta, meu coração dispara enquanto dou passes leves.

—Quem está aí? —Pergunto mais uma vez e ninguém responde.

Chego a porta e sutilmente ponho a mão na maçaneta amendrontada, giro e abro.

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