Agnus Sib - A Jornada

210 1 0

Arloni Baís Junior

Agnus Sib – A Jornada 

Primeira Parte

Agnus Sib – A Jornada

Copyright ©2009 – Todos os direitos reservados a Arloni Baís Junior Projeto Gráfico: Arloni Baís Junior Diagramação: Arloni Baís Junior Design da Capa: Arloni Baís Junior ISBN: 978-1-4523-6005-8

Junior, Arloni Baís ISBN: 978-1-4523-6005-8 Title: Agnus Sib - A Jornada (Primeira Parte) Author: Arloni Baís Junior Publisher: Smashwords, Inc.

1ª Edição Outubro 2009 

Todos os direitos reservados. Nenhuma parte do conteúdo deste livro poderá ser utilizada ou reproduzida em qualquer meio ou forma, seja ele impresso, digital, áudio ou visual sem a expressa autorização por escrito do autor sob penas criminais e ações civis.

2

Dedico este livro aos meus pais, pelo seu grande esforço para me educarem, com amor, livros, histórias e estórias. Obrigado aos meus mestres por compartilhar seu conhecimento, primordial para se escrever desde um reles bilhete a uma complexa narrativa. E claro, além da dedicatória, um carinhoso obrigado para minha esposa Renata, minha eterna incentivadora, a qual resignadamente adormecera ao meu lado por inúmeras noites enquanto eu escrevia este conto... 

3

Agnus Sib – A Jornada

4

Sumário

Prefácio .............................................................................................. 7 O despertar de Agnus....................................................................... 9 A vila de Lisebe .............................................................................. 15 O segredo de Zeppo ........................................................................ 25 Lucius e Neville, sempre unidos ................................................... 33 Zurra entre amigos......................................................................... 37 Uma joia única ............................................................................... 49 Mais uma noite difícil ................................................................... 53 Um ato de heroísmo ....................................................................... 61 Sonho, delírio ou visão? ................................................................ 71 O Reino de Everesir ....................................................................... 75 A suspeita de Markati Shalu ........................................................ 81 Um prisioneiro especial ................................................................ 97 A suspeita se confirma ................................................................ 103 O Oráculo ...................................................................................... 127 Inimigo do Rei .............................................................................. 153 A invasão de Lisebe ..................................................................... 187 A jornada ....................................................................................... 213

5

Agnus Sib – A Jornada

6

Prefácio 

Quando pensei em escrever meu primeiro livro não tive dúvidas: “Ficção, claro!”. Amante de uma boa leitura – entendase que, no meu caso, uma boa leitura provém de todo e qualquer livro que prenda a minha atenção, não importando o assunto, autor ou modismos – eu sempre tive predileção por este tema – não obstante, faz-se necessário ressaltar que isto não me afastou de outros assuntos tão interessantes quanto este. Livros, filmes, qualquer coisa que gire em torno desta matéria me apetece – portanto, a tendência natural seria eu escolher escrever algo dentro deste contexto, o que acabei por fazê-lo. Tópico definido, pensei logo em um herói, um salvador, alguém que lutasse por aquilo que é certo e justo. E assim o fiz, não por falso moralismo ou presunção, mas por ver a quantas anda o mundo a nossa volta, cada vez mais insensível e indiferente, estimulando assim meu desejo pelo aparecimento de alguém de espírito bom e digno, diferentemente da nossa sociedade que parece estar cada vez mais apática – diria até condescendente – diante de tanta injustiça. Para tal, tratei de descartar nosso mundo e época, apesar dessa estória se passar em algo parecido com a nossa era medieval, com o charme de seus opulentos castelos e sua rica nobreza, e toda a valentia de seus cavaleiros, os quais defendiam com a própria vida aqueles que nem sempre lhes davam o devido valor. E, é claro, não podemos nos esquecer das disputas com espadas – que por mais que a modernidade tenha trazido um enorme leque de armas de todos os tipos, formas e abrangência – elas continuarão a ter o seu glamour.

7

Agnus Sib – A Jornada

O motivo para esta escolha foi também minha vontade de criar uma estória que não ficasse datada. Desta forma, ela continuaria sendo atual mesmo décadas após seu lançamento – uma pretensão deste aspirante a escritor; afinal, sonhar não custa nada. De posse então de um enredo e um herói pertencente a um mundo diferente mas ao mesmo tempo tão próximo do nosso, apresento-lhes “Agnus Sib”. Espero sinceramente que esta leitura lhe seja tão prazerosa e divertida quanto me foi ao escrevê-la. Um grande abraço, Arloni Baís Júnior.

8

O despertar de Agnus

Brilhava alto o segundo sol no horizonte de Greneve quando ele acordou. À medida que seus olhos recobravam a nitidez, ele se deslumbrava com a verdejante e extensa planície que se descortinava ao seu redor. Presumiu ser primavera – não só pelo céu, de um belíssimo azul anil e pela agradável temperatura do local com uma suave brisa ao tocar-lhe a face, mas também por avistar as pequenas flores de nêsis, cujo tamanho não passava de um polegar. Caminhando até elas, ele se esforçava para entender o que lhe tinha acontecido: “Nêsis... Como posso me lembrar destas flores? Posso reconhecer de longe suas pétalas arredondadas, de textura aveludada e de um vermelho tão intenso e único... Como eu poderia saber que elas só desabrocham uma vez por ano se não me lembro ao menos de meu nome? Nem sei nem como cheguei até aqui ou que lugar seria este...” – pensa consigo mesmo. Neste momento, incomodado por uma forte fisgada, leva a mão à cabeça, sentindo um enorme corte encoberto pelos seus cabelos castanhos, soltando imediatamente um breve “Ahhhh”. “Um ferimento? Como pôde ter acontecido?... Ahh, está doendo tanto...” – pensa novamente, sentindo toda a agonia que este lhe causava. Ao ver os vestígios de sangue em seus dedos e percebendo que eles se encontravam também em sua roupa ele resolve se lavar, aproveitando a presença de um longo rio que cortava aquelas terras. Ele se aproxima do flúmen e se abaixa para lavar seu rosto, ficando por um longo e doloroso momento olhando para o 

9

Agnus Sib – A Jornada

reflexo da face que pairava nas águas límpidas que por ora lhe refrescava. “Quem é você?”, pergunta a si como se pudesse obter daquela imagem a sua resposta. “Quem é você?”, pergunta a si novamente, e se irrita consigo mesmo por nada conseguir se recordar. “Quem sou eu?”, pergunta a si pela terceira vez e se senta, entregando-se num sentimento de desespero e angústia. Passa-se algum tempo quando enfim ele resolve se levantar. Sem rumo ou direção certa, resolve seguir o tal riacho em busca de ajuda – talvez este levasse a algum povoado nas proximidades. Quem sabe, com alguma sorte, alguém pudesse reconhecê-lo e ajudá-lo a recobrar sua memória. Seus pés estavam pesados – sentia-se bem fraco. Imagina, dentre vários motivos, o grande ferimento que sofrera a razão desta fraqueza – a perda de sangue, o tempo em que ficara desacordado e a fome que sentia naquele momento agravavam esta sensação. A poucos passos dali havia uma pedra, não tão alta que não se pudesse escalá-la, mas alta o bastante para que se pudesse ter uma boa visão das terras que o cercavam. Esta pedra – assim como as demais que se encontravam naquela região – era escura, quase negra, de um formato ovalado e topo reto, como se tivesse sido cortado a mão, também se assemelhando às outras que a ladeavam, diferindo apenas em tamanho. Caminhando até ela e usando uma dose extra de esforço ele consegue subir no seu topo onde observa do seu lado esquerdo – e a muitas semanas de caminhada – uma enorme cordilheira, a qual lhe impressionara pela sua extensão e tamanho, cortando a

10