Capítulo 04 - Equívoco

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O garoto alto e forte me encara cheio de perguntas que talvez não poderei responder.

—Contente por receber o recado.

—Como deduziu que sou vampira?

—Suas roupas equívocas. —O que quer tratar comigo?

—Meu objetivo aqui é executar um conveniente trabalho no tráfico e sugiro que você não se interfira. Estou te notificando, não sabe no que está se envolvendo.

—Não quero fazer parte do joguinho sujo de vocês, mas posso perturbar se não me ajudar -Sou objetiva e clara.

— Não me diga que quer andar a luz do sol? —Pergunta ele debochando.

—O que mais poderia? —Cruzo os braços.

—Terá que fazer muito mais que isto.

—Como o que?

—Eu não aprovo Jack. Você ja sabe, ele é do time contrário e Tânia é como uma irmã para mim. Quero que de fim nesse relacionamento, sei que pode fazer isto.

—Parece justo, consinto.

+++

Com o intuito de andar a luz do sol, Dodge me passa um afazer inviável, desarmonizar Jack de Tania uma garota muito amada por todos, muito bonita, graciosa e admirável. Loira com os olhos verdes e um belo corpo chama atenção de todos ali. Ainda não a vi, não tinha entusiasmo nenhum até a ocasião, embora fôssemos grandes amigas no passado.

—Vitória acorde! Papai disse que você me acompanharia para comprar um vestido. —Grita minha irmã batendo na porta. Levanto inteiramente desanimada e abro.

—Como você está? Tem vomitado muito? —Pergunta ela.

—O que?

—O doutor nos disse. Ia manter isto em segredo? Somos sua família, merecemos saber! —Júlia é mais nova, porém mais madura.

—Eu ia dizer na hora certa. Você viu como Aly ficou deprimida com a morte da vovó. —Explico.

—Não se preocupe ela já está bem. E vamos logo comprar meu vestido! Se ajeite!

—Eu já estou pronta! E para que vestido? —Pergunto.

—Está pronta? Vestindo sobretudo e toca? Você está com febre! Posso ir sozinha!

—Não. Não quero ficar presa aqui e recordando. —Cato um guarda-chuva e saio da casa.

—Você vem? —Chamo Júlia prostrada na porta incompreendida.

Abro o guarda-chuva e começamos a caminhar, logo Júlia entusiasmada dá início a história do vestido.

—Ah o vestido é para o concurso de garota da vila. A mais bela ganha um cupom no valor de 10 mil em roupas. Você deveria participar. Sei que não vai ganhar, mas podia ir, para sei lá, se distrair.

—Hum!

—Jack irá participar, vocês ainda não se reviram não é mesmo?

—Não consigo imaginar ele namorando com Tânia. —Digo.

—Por que não? Ele está muito bonito, depois que entrou na delegacia seu corpo literalmente mudou. —Diz Júlia mordendo os lábios.

—Pecado — Completa ela e eu sorrio.
—Dizem por aí que Gabriela a irmã de Tania todo ano ganha este cupom, mas este ano isto será diferente. —Diz Júlia animada. Ela é muito faladeira, enquanto tagarela ao meu lado fico considerando esta ocasião para desenvolver meu propósito com Jack, mal saí de casa e já sinto minha pele escaldar como se estivesse dissolvendo.

Após alguns minutos passeando, finalmente encontro uma loja de vestidos, nossa prima Aly já está lá impecável dentro de um vestido bege.

—Ei pode parar! Este ano o prêmio é meu! —Briga minha irmã.

—Ficou bonito?

—Prima você arrasou! —Julia solta um largo sorriso.

—Eu vou procurar por um banheiro! —Digo embaixo do guarda-chuva.

—Você está bem? Seu rosto está vermelho, bem vermelho. —Pergunta Aly.

—Sim, sim. Não se preocupem, vou molhar o rosto. —Saio e caminho até o banheiro, ao chegar lá avisto duas garotas ajeitar os longos cabelos em frente a um espelho.

—Tânia? —Pergunto a uma delas.

—Quem é? —Pergunta a linda garota loira de olhos verdes.

—Sou eu Vitória.

—Desculpe-me, mas não conheço ninguém com este nome! —Ela sai do banheiro e sua amiga a acompanha depois de me examinar dos pés à cabeça.

Nós éramos melhores amigas, não acredito que fez isto. Evidentemente estava com vergonha de mim. Me encaro no espelho, meu rosto está muito vermelho, olho meus braços e estão do mesmo jeito, meu corpo todo dói. Sinto um enjoo corro para perto de um vaso e vômito sangue.

Retorno ao espelho e me fito mais uma vez. Certamente eu sou uma aberração, meu cabelo é negro e bem longo, minha pele é pálida e meus olhos escuros, é este aspecto que me condenou, mas vou erguer-me, tenho uma ideia.

Regresso a loja de vestidos.

—Que bom que você voltou! A cobra da Tânia! Fez o favor de carregar meu vestido! —Briga Aly.

—O que?  Vocês não são?

—Amigas? —Completa Aly.

—É por isto que ela fingiu não me reconhecer. —Informo.

—Tania tornou-se uma garota insensível, consumista. Depois que estas drogas entraram em sua vida tudo desmoronou. Amigos, família e até mesmo Jack, de vez em quando vejo ele triste. —Explica Aly procurando outro vestido. Logo minha irmã sai do trocador com um da cor vinho.

—Você disse drogas? —Pergunto a Aly.

—Sim Vitória, esta é a doença do século, não é? —Esta seria uma boa circunstância para desuni-la de Jack e conquistar meu propósito.

—Preciso de um vestido! —Digo!
As duas me encaram confusas.

+++

Por fim chega o dia do concurso, me arrumo e coloco um vestido preto simples rodado complementado de botas, colar e luvas.

—A nossa carona chegou! Vitória abre a porta! —Solicita minha irmã gritando do quarto. Curso até a porta, abro e me deparo com uma surpresa...

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